31 de dezembro de 2013

Para o novo ano



O calendário diz-nos que o ano muda e nestas alturas, por todo o simbolismo, pelo fim de um tempo e o começo de outro, decidimos que é o momento de implantar mudanças nas nossas vidas.
Procuramos uma vida mais plena, queremos uma vida profissional mais realizada, uma vida financeira mais equilibrada, uma vida sentimental mais satisfatória e uma vida familiar mais preenchida, queremos ser mais felizes e temos todo o direito de o querer. 
Pessoalmente cada um de nós tem a obrigação de ser cada vez mais único. Esperar sempre pelo melhor é o mínimo que devemos a nós próprios.
Compreender e aceitar para transformar é quem somos, e não nos perdermos no caminho é essencial para o plano pessoal de cada um vingar.
Manter as emoções sinceras, não permitir que o medo e as memórias tomem conta da nossa vida. Força, coragem, alegria interior e o resto virá naturalmente.
São os meus votos de ano novo para quem por aqui passa. 
E se por acaso não der para começar assim o ano, qualquer um dos próximos 365 dias é um bom dia para começar.
Uma excelente viagem para 2014.

30 de dezembro de 2013

Um último desenho para 2013


A Mia (a gata)  pelo meu piolho.  Não está linda?
Babo de orgulho, claro.

Uma boa ideia


"Coloque a borra de café directamente sobre as plantas ou junte o resíduo a outros compostos (como cascas de frutas, verduras, ovos) e misture-os à terra a ser plantada."

29 de dezembro de 2013

Promessa



Ficou a promessa de lá voltarmos para ele patinar até cair (várias vezes).
Não é muito aventureiro mas desta vez estava mesmo com vontade de tentar uma coisa nova, talvez porque muitas das meninas que lá andavam eram pequeninas como ele. E confesso que gostava de ter visto, vê-lo tentar e cair e levantar-se e tentar de novo...

28 de dezembro de 2013

Perguntas difíceis

"- Mãe, posso falar contigo de um assunto?
 - Claro filho, queres falar sobre o quê?
 - Quando eu for pai dos meus meninos tu ajudas-me a escolher a mãe?"

Um dia ainda vou escrever muito sobre a partilha que os pais fazem na net, há coisas que ultrapassam limites sob pena de se poder vir a prejudicar (sem querer, claro) o direito à privacidade e anonimato que nos assiste a todos, até aos nossos filhos. E é claro que é apenas a minha opinião.
Mas relativamente à conversa que transcrevi em cima e que aconteceu, só quero dizer à minha futura nora, que poderá estar a ler este post daqui a 20(?) anos, que não é de todo minha intenção interferir neste assunto. Às vezes faço conscientemente este exercício, e é claro que estou longe no tempo, mas parece-me relativamente fácil não interferir, não sei como serei no futuro, e espero e desejo sinceramente ser uma mãe/sogra de trato fácil e nada metediça, e assim o consiga.
O meu marido diz que como sou mãe de um rapaz, vou ser uma sogra lixada. 
Eu não concordo nada.
E só por curiosidade, respondi-lhe que não ía ser preciso, que ele ía conseguir encontrar sozinho uma menina fantástica para ser a mãe dos filhotes dele. E tenho testemunha.

As viagens

Ter família "espalhada" pelo país resulta numa correria para chegar a todos. 
Viajar com quem conhece os cantos à casa é ter um guia privado que nos leva a conhecer a fundo os sítios e a história de uma cidade. Claro que ficar a saber onde era a casa da avó do Carvalho e saber que nos tempo de juventude era no quarto que tinha sido dele que guardavam as garrafas de whisky, só interessa a quem viveu, mas, recordar é sempre viver, e receber as histórias pessoais de quem nos é próximo é também entrar nesse mundo cúmplice de aventuras.








E depois, anda tudo tão triste e tão escuro cá pela capital e arredores que ver iluminações de rua até é uma agradável surpresa.
Ah, as fotos são Viseu by night. E o tempo também não foi nada amiguinho, fotografar a noite à chuva (com a temperatura bem baixinha) não é a melhor das escolhas, ainda se estivesse a nevar... o estímulo era outro.

26 de dezembro de 2013

Da boca dos nossos filhos

Estamos na mesa da sala. Eu escrevo e ele joga o Subway Surfers.
Reclama com o jogo, chama-lhe "sacana" e "carapuças do miúdo". Não sei se quer dizer "caraças" mas "sacana" significa que tem de ganhar.
Chamo-lhe à atenção e ele emenda: "carapuças do senhor".

Provavelmente apanhou algum "sacana" meu, é em casa que apanham tudo, embora tenha tido um curso intensivo com o primo (10 anos) no Natal. 
Por muito que tentemos nunca conseguiremos controlar tudo e por muito que me custe ouvir dizer "sacana" da boca do meu filho de 4 anos, sei que está a crescer em todos os aspectos e dimensões da vida. Se calhar sorte tenho eu de não o ouvir dizer algo pior.
Ainda no outro dizia que estava farto de "miúdas sexy(s)". Perguntei-lhe o que eram miúdas sexy(s),  disse-me que não sabia, era o que o R dizia. Mais tarde o R disse-me a mim que eram as miúdas giras que gostavam dele.
Aos 4 anos!

As Figueiras


As Figueiras não são propriamente um assunto desta estação mas por estes dias, completamente despidas, ilustram na perfeição a imagem da solidão e da tristeza. E não querendo eu colocar aqui uma nota triste, não consegui deixar de partilhar esta ideia. 

No meio de toda a aparente desolação do Inverno, prepara-se a vida que brotará na próxima estação. E a chuva tem o papel principal nessa explosão que se aproxima.
É tempo de recolha, é tempo de deixar a natureza em paz para que se renove, deixar o preto, o cinza e o verde terem os papeis principais.

O Inverno

O Pai Natal trouxe-nos o Inverno.
















24 de dezembro de 2013

O ritmo alucinante

O Inverno chegou e instalou-se, oiço o vento empurrar algo no terraço dos vizinhos de cima e embrulho-me mais na manta, a gata dorme em cima das minhas pernas.
Foram três dias alucinantes, e neste momento só o cansaço me mantém acordada.

Não sei porque às vezes decidimos chamar a nós certas responsabilidades ou tarefas que nos consomem, ou talvez essas tarefas nos pertençam mesmo. Não sei quantas horas passei hoje na cozinha, seguramente umas dez, entre bolos, bolinhos, bolachinhas e sobremesas com direito a versão normal e versão tolerada por diabéticos. Na verdade sinto-me bem, tenho aquela sensação de tarefa cumprida e em principio, tudo saiu bem (o que nem sempre acontece).

O piolho começou febril ontem (anteontem, domingo) e embora a coisa não tenha evoluído, passa as noites muito agitadas. Sempre que vai para a cama pergunta-me se a hora dos sonhos já passou, percebo que quer que lhe diga que sim, gostava que fosse verdade, lembro-me quando miúda tinha medo de sonhar, e combatia o sono o máximo que podia, quem me dera poder mudar tudo o que o assusta e magoa, quem me dera.

Estamos de férias, e o Pai Natal está a caminho e por estes dias é só o que interessa. Amanhã (hoje) rumamos em direcção à família. Sei que será o último Natal de um dos meus tios e apesar de isso me entristecer, dá-me também mais vontade de fazer parte e sei que o viverei de forma mais intensa e o guardarei para sempre no coração. Por isso também todo este empenho. 
O G é pequenino, não tem noção mas terá memória, terá fotografias, muitas, claro.
É estranho, mas se soubéssemos sempre quando as pessoas da nossa vida estivessem para nos deixar, talvez reavaliássemos mais a própria vida e agíssemos mais como deveríamos agir sempre. Nunca validamos as pessoas quando estamos com elas, porque nunca achamos que é a última vez que as vemos, nem tão pouco o deveríamos fazer só porque é a última vez.
Enfim, face à impotência perante a inevitabilidade, a aceitação é o melhor que temos, principalmente porque nos permite estar mais tranquilos apesar de tudo, e, com tranquilidade vivemos melhor o que temos.

A noite vai longa e embora me apetecesse ficar aqui a escrever como se não houvesse amanhã, não posso, não só existe um amanhã como está mesmo a chegar (e é véspera de Natal). 
Por estes dias o tráfego da net estará um pouco menos intenso mas se alguém ainda por aqui passar, quero deixar os votos de Feliz Natal, tranquilidade, bons e intensos momentos com a família (seja a de origem ou a de escolha). Validar quem está perto de nós, estreitar laços e criar boas memórias. E depois, que o Pai Natal seja amiguinho.

18 de dezembro de 2013

E o que é que lhes fazemos?


Recortaram dos catálogos os brinquedos que mais gostaram, colaram a foto e escreveram o nome. Juntaram à árvore de Natal e deixaram um pacote de bolachas.
No dia seguinte tinham uma carta de agradecimento do Pai Natal a dizer que as bolachas estavam deliciosas, a relembrá-los que via tudo o que faziam, e que tinham de se portar melhor nestes dias.

- E vocês o que disseram? - perguntei
- Nós dissemos que íamos portar bem, nós prometemos.
- Ah, se prometeram então têm que cumprir não é?
- Oh mãe, nós prometemos mas nós mentimos!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh! (grito de desespero)

16 de dezembro de 2013

E "quem" é que faz hoje 23 aninhos, "quem" é?

Já tem idade para ser levado a sério mas continua a parecer uma anedota. 
É quase inacreditável mas o Acordo Ortográfico faz hoje 23 anos.

A ideia do acordo em si, faz algum sentido, acabar com diferentes normas ortográficas oficiais (divergentes), embora não compreenda porque cada país não possa evoluir no sentido que "deseja", somos culturas diferentes e cada uma avança no sentido que bem entende, mas pronto, sou eu e não é suposto compreender tudo.
Talvez porque a Espanha fez, nós o tivéssemos feito também, e se a Espanha fez... então é porque faz sentido e nós fazemos também. A Inglaterra não fez, mas pronto, isso não interessa nada, são anglo-saxónicos e sabe Deus o que os anglo-saxónicos pensam.  Perder tempo, é o que é.

Pensando bem na coisa, nós já pouco temos, e uma das poucas coisas que nos restam verdadeiramente é a língua e temos mais é que nos agarrar a ela. Mais vale fazer AOs e oficializar a coisa e ter os PALOPs todos dentro do oficial Português (passo a expressão) do que daqui a uns anos termos que incluir coisas como "bué" no dicionário...  Ai, não, espera, isso já nós temos, pois...  bom, onde é que eu ía? Ah, oficializar, pois oficializar a língua oficial (!), é assim para todos e não se fala mais no assunto. Ainda que se fale português e se escreva brasileiro (nada contra os brasileiros-pessoas, claro). 
Parece-me estranho que sendo a língua "o português", exista algo como português de Portugal e português do Brasil... haverá português de Angola, Moçambique, Timor, etc? 
Há com toda a certeza o português do António e o Português da Maria, o do "Manel", etc, tendo em conta a maneira como muita gente por aí escreve, até o meu, claro, o meu português, bem pessoal e bem fundamentalista às vezes. 
Já por aqui escrevi, até quase à exaustão, o quanto discordo do AO, ou será desconcordo? Ah, é igual, ufa, não meti nenhuma patacoada. Bom, dizia eu que discordo e sei que não sou só eu (antes fosse) mas a verdade é que parece que veio para ficar e já lá vão 23 anos. As nossas crianças estão a aprender a escrever assim e se as queremos acompanhar, não as queremos baralhar e se não nos vencem pela lógica (que não tem nenhuma), vencem-nos pelos filhos.

12 de dezembro de 2013

A Educação

Estava a ler este artigo e estava inevitavelmente a fazer a comparação com o nosso país, não no que os professores querem, mas na evolução dos alunos, da sociedade adolescente, na proximidade que temos com o Brasil a todos os níveis, nas trocas que temos entre nós.
É assustador e sabemos que não é só no Brasil, sabemos do muito que por cá se passa. Sabemos da situação das famílias, sabemos  que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Não posso nem quero fazer juízos de valor sobre o que se passa dentro de portas, até porque em minha casa também se ralha, mas mesmo quando no meio de todas as minhas certezas, deixo de ver o fim ao caminho, paro um pouco porque o que de mais importante tenho em casa é também o que me move e me faz ter as escolhas que tenho em relação ao futuro, o que me faz questionar os passos e atitudes e até as certezas. Se calhar tenho sorte por conseguir que o meu filho fique numa escola que acho adequada e o sei bem entregue, mas mesmo assim há todo um trabalho em casa que se tem que conseguir fazer com eles.
Não sei o que o futuro me reserva, não sei se terei sempre trabalho, não sei se ele terá horários malucos e incompatíveis com os meus, não sei se ficará as manhãs em casa ou as tardes, de facto não sei mas, se ele tiver uma estrutura familiar forte, sei que isso não terá tanta importância.
Assusto-me quando olho para a sociedade com olhos de ver e talvez esteja a ser pessimista mas preocupa-me o que vejo.

11 de dezembro de 2013

3 milhões para salvar as abelhas


Existem pesticidas que estão a matar as abelhas e a colocar em risco a nossa cadeia alimentar.
Faltam cerca de 450 mil assinaturas para atingirmos os 3 milhões.
Vale a pena lutar por um mundo melhor. Aqui para saber mais ainda e assinar a petição.
Haverá sempre desinformação e haverá sempre falta de acção, não nos conseguimos unir para atingir as assinaturas necessárias contra a privatização da água, talvez seja tempo de começarmos uma união forte e uma campanha estruturada de informação para conseguirmos aos poucos deixar um mundo melhor para os nossos filhos. Não custa nada, e mesmo que custasse, é o mundo das nossas crianças, merece empenho.

A personalidade do ano

Twas a Night Before Christmas


Que ideia tão boa.

9 de dezembro de 2013

Para os pais

20 dicas divertidas para os pais. Aqui.

Já cá faltavam os filmes da gata

video

Cabriolices, escorregadelas, cabeçadas, cambalhotas, os cortinados a pagarem o preço e a árvore de Natal a começar a sentir a pressão... E agradeço desde já a paciência, é um homevideo (não editado), o primeiro, nunca fiz isto, estou apenas a começar, nem sei como ficou o som... (estava com a televisão no Disney Júnior, claro).
Uma pequena amostra de como agora são os nossos dias.

Os primeiros efeitos do meu filho ter um animal de estimação

Veio de comando na mão ter comigo à cozinha
- Mãe, qual é o canal dos gatos?
- Não sei amor, acho que não há nenhum canal para gatos (hoje em dia já não posso responder com certezas). Porquê? 
- Era para ela (a Mia) ver.
- E tu deixavas de ver o Disney Júnior para a Mia ver o canal dos gatos?
- Claro.

Tendo em conta que mais ninguém vê (viu ou eventualmente verá) mais coisa nenhuma a não ser Disney Júnior, diria que a Mia já está a fazer valer o seu charme de bichinho de estimação. Aguardam-se novos episódios.

Da maturidade


No outro dia vi esta imagem no facebook (e infelizmente não sei de quem é...) e fiquei a pensar. Às vezes debitamos mesmo as nossas raivas (com mais ou menos força) nas redes sociais.
Não costumo ir muito ao facebook, já por outro lado, não vivo sem o blog e tenho a perfeita noção que não sou propriamente a santidade em pessoa. Tenho ideias fixas, e às vezes sou quase fundamentalista a defender alguma ideia em que acredito piamente. Sei que quando há certezas, o espaço para crescimento é nulo, se nada é certo como posso eu defender certezas? Fez-me pensar, é verdade, fez-me pensar no rumo que às vezes dou ao que escrevo e o pior é que quando o faço nem dou por isso. Talvez me falte tranquilidade na escrita, ponderação, maturidade. E às vezes é difícil, como não sou de letras, não me habituei a ser politicamente correta  e muito menos ambígua na escrita mais ainda quando o mundo da blogosfera  nos permite quase ser quem somos de uma forma muito frontal, sem grandes preocupações.
Mas gosto de defender as minhas ideias, as minhas crenças, todos temos que ter algumas verdades a que nos segurarmos, sejam elas deste mundo ou do outro. Cresci a defender a vida e a condição humana, revoltam-me as injustiças, revolta-me a falsidade, a hipocrisia e a falta de integridade e fervo, fervo muito com estes temas. Fervo tanto que às vezes passo das marcas ou pelo menos é essa a noção que tenho porque não me dissocio das emoções enquanto escrevo. Por isso, aqui fica desde já o meu pedido de desculpas a quem me lê, não sei se vou conseguir mas vou tentar ter mais maturidade naquilo que escrevo (porque em relação à vida talvez já seja tarde).
E agora se me dão licença, tenho que ir num instantinho ver que notícia é essa que diz que o INE confirma o fim da recessão em Portugal. E isto sim, é pura imaturidade.

Foi um domingo em cheio

Apanhar salsa para  o almoço

Limpar as folhas de Outono

Apanhar medronhos

Marmelos para a marmelada

E não podiam faltar as laranjas
Agora diz que quer ser lavrador, quando o levamos mais a sério sobre o assunto diz que gostava mais de ser bombeiro mas isto é conforme o vento, às vezes de norte e outras vezes de sul.
Fomos aos anos da tia e como adora lá ir desta vez empenhou-se e trabalhou a sério. Ver o esforço que fez a varrer as folhas e colocá-las no saco, foi encantador.
E é teimosinho, leva um saco só para ele, e lá só coloca os marmelos/laranjas que ele apanha, não há cá misturas.

Não tem havido chuva mas a natureza é brilhante, ver as árvores assim, são autenticas imagens natalícias, tanta cor, tanto aroma, tanta tranquilidade, não consigo evitar de sentir gratidão quando colho a fruta. A vida quase que se transforma e ganha um novo sentido com tanto que a natureza nos dá.
Momentos destes fazem-me questionar por vezes certas opções que tomo em relação à minha vida. Não seria tão mais saudável em todos os aspectos ter uma vida completamente diferente?
Levanto-me antes do sol nascer, obrigo uma criança pequenina a sair da cama contra a sua tão manifesta vontade, dói-me claro, enfrentamos um transito diabólico e mal disposto, entrego-o na escola onde é dos primeiros a chegar, corro para o escritório onde enfrento não só dias difíceis como pessoas difíceis. Almoço a correr para continuar o resto do dia. Saio rapidamente para pegar no puto e fugir para a auto-estrada antes do grosso das filas, chegamos a casa já com o sol posto, dou-lhe banho a maior parte das vezes contra a vontade dele, faço o jantar e planeio deitar-me cedo o que nem sempre consigo. Corro muito em todas as direcções para manter sempre a vida do mesmo modo. Não alcanço nada de novo, e canso-me muito.
Ás vezes penso mesmo, e se?

8 de dezembro de 2013

90 anos



A semana passada disse ao G:
- Sabes quem faz anos no domingo?
- A tia Silva!
- E sabes quantos anos ela faz?
Ele abanou a cabeça, não sabia e eu disse:
- 90!
- 90? - admirou-se - Uau, até fiquei arrependido!

Era "arrepiado" mas a mamã percebeu.
E não é para menos, em 90 anos, especialmente 90 anos de vida muito difícil, vê-se muita coisa.
A tia Silva, tia-bisavó, nunca teve filhos mas teve sempre muitos sobrinhos. O seu feitio difícil afastou quase toda a gente de perto de si, e nem tudo o que fez pelos filhos dos irmãos, o muito que os ajudou na vida serviu para que sequer lhe telefonassem no dia dos anos. As pessoas têm memória muito curta. Mas hoje não se fala disso, hoje sorriu-se e chorou-se ao mesmo tempo. Foi dia de festa e de avivar memórias queridas que nos fazem chorar de uma dor de perda, é inevitável. E chora-se porque se questiona o futuro também... A vida é lixada.
Parabéns tia Silva, vê lá se fazes alguma coisa em relação a esse feitiozinho, gostava que conseguisses ser mais feliz. 

Um bolo para uma festa especial


E há pouco foi momento de bolo. Amanhã temos uma festa de anos muito especial. A receita é fantástica, e está aqui. Só não usei as tâmaras e o brandy, e usei açúcar mascavado em substituição (pouco menos de uma chávena).
Ficou lindo e a saber bem que é o que se quer.

Apresento-vos...


... a Mia (ou Bia como diz o meu filho).
O G andava há já algum tempo a pedir, e como é filho "único" (pela distância física e diferença de idades), achei que deveria ceder neste capítulo. Ter um bichinho pequeno para tomar conta ajuda-o (mesmo sem que se aperceba) a ser mais empático e preocupado com as necessidades alheias. Coloca tudo mais em perspectiva.
Chegou ontem ao fim do dia.  Estamos em fase de adaptação e estamos completamente rendidos.
Meiguinha, conversadora, asseada, brincalhona e nada nada chateada por ter ficado sozinha em casa por umas três horas hoje.
Claro, será muitas vezes a estrela muito fotografada neste blog. E tem muito prazer em conhecer-vos.

7 de dezembro de 2013

Medithai








É verdade, o Medithai tens mais dois fãs e se depender de mim, levo a família toda e os amigos para o conhecerem.
Para começar e para quem não se lembra, concorri ao passatempo da M (Vidas da nossa vida) e ganhei uma massagem para casal no Centro de Lisboa.
Eu já tinha feito massagens na vida, é verdade que há muito que não o fazia mas, nada me podia preparar para o que ali encontrei. É daquelas coisas que não se explicam, só mesmo passando por isso.
Não é uma massagem normal, é uma massagem com alongamentos, e pressões daquelas que colocam tudo no sítio e... deixam tudo a funcionar muito melhor.
Fizemos a massagem de óleos quentes essenciais, foi uma excelente escolha porque sendo relaxante não nos põe a dormir, deixa-nos completamente tranquilos mas renovados, e o óleo quente sabe tão bem na pele.
O terapeuta que me fez a massagem foi o Gurung, e o do maridão foi o Wut. São fantásticos, super simpáticos, super profissionais e fazem-nos querer voltar sempre.
Não sei se alguma leitora do Norte do blog Vidas da nossa vida passa por aqui mas se passar, saibam que vale bem a pena concorrer, depois digam se eu não tenho razão.
E no fim tínhamos um cházinho à nossa espera... foi só mimo.
Obrigada M por nos proporcionares algo assim, é tão bom dar como receber e encontrar pelo caminho quem sinta o mesmo é, no mínimo, reconfortante :)

6 de dezembro de 2013

De outros tempos


Andava eu nas buscas da arrecadação quando encontrei um saco cheio de tralha de tempos que já lá vão. E lá dentro outros sacos de outras tralhas e de outros tempos... encontrei esta "preciosidade" de uma época em que os números de telefone não incluíam o indicativo da cidade... (anterior a 1999).
Mas mais importante é a memória dos Por-fi-ri-os. Haverá alguém (das minhas idades) que não se lembre?
O "tão à frente" que eram os modelitos. 

Mandela Day

5 de dezembro de 2013

4 de dezembro de 2013

Brincar com o avô



E o que ele ficou feliz ontem quando ganhou a medalha de batata por ter marcado mais golos que o avô.