10 de novembro de 2016

Orçamento a votos


Para o cidadão lisboeta mais distraído, o Orçamento Participativo de Lisboa está a votos. São 182 projetos para eleger 88.
No site [Aqui] explica tudo. Clicando em "Edição Atual" e depois em "Projetos em Votação" dá para ficar a conhecer cada um deles. Cada cidadão tem dois votos - um para projeto estruturante e outro para projeto local. Votar é fácil, pode ser presencialmente, por internet ou, o meu preferido, mandar um SMS gratuito para o nº 4310 com  o nº do projeto que queremos.
A votação decorre até 20 de Novembro. 

9 de novembro de 2016

Democracia

Chama-se democracia, é o poder do povo, na sua mais simples definição. E é isso que é preciso respeitar.
Claro que nos perguntamos como tal foi possível, mas na verdade não interessa porque não muda nada. Já conhecemos a imprevisibilidade americana nestas coisas, de outros carnavais.

Não que as pessoa não possam decidir, de repente, votar à esquerda ou à direita mas, votarem em alguém que não tem valores nem princípios nem ética, deixa-me um bocadinho arrepiada. 
Mas pronto, muito já se disse e escreveu (e se viu) sobre as “virtudes” do senhor em questão.

Mas a ideia aqui era outra, de manhã queria explicar ao meu filho o que se tinha passado durante a noite. Não tive muito sucesso porque a atenção dele estava mais virada para o jogo que estava a jogar do que para a minha conversa.  Comecei por lhe dizer que nas eleições dos Estados Unidos tinha ganho um senhor que não era nada educado e não me parecia ser boa pessoa, disse-me que já sabia… era Donald (como o pato) Trump, tinha ouvido nas notícias.

Eu tinha imaginado uma conversa, nos trinta minutos que temos de trânsito para a escola, em que lhe falaria dos valores humanos, dos direitos, das diferenças culturais e do quanto isso pode ser enriquecedor, na satisfação de aprender uma língua e comunicar porque se somos todos iguais no mais importante que define o ser humano, também somos todos diferentes nas escolhas e gostos e vontades, e, essa descoberta no outro é valiosa, e o respeito deve prevalecer sempre.
Claro que a conversa ficou para outro dia.  Disse-lhe que sim, é Donald como o pato e pensei no boneco a explodir de raiva quando as coisa não lhe correm de feição, e cheguei à conclusão que talvez o meu filho soubesse mesmo do que estava a falar.

E sobre isso, de explicar às crianças… vale a pena ler este artigo do Público e mais este Huffington Post.

7 de novembro de 2016

Vem aí o S. Martinho


Quentinhas, agora sim, já apetece!
É já na próxima sexta, dia de S. Martinho, das 11:00 às 22:00h.
A CMO oferece aos munícipes e a quem quiser lá dar um saltinho, no Centro Histórico de Oeiras, 3 toneladas de castanhas - assadas!!!
O ano passado não estivemos lá mas em 2013 foi assim. E em 2012, assim
E às 18:30h inauguram-se as luzinhas de Natal.
Fica o convite.

3 de novembro de 2016

A magia de crescer


Na semana em que perdeu três dentes, fez também os sete anos e recebemos este video por email. 
O tempo passa demasiado depressa e a pressa de crescer é tanta que quase não têm tempo para apreciar a magia. Por isso fazemos questão de insistir um bocadinho, a magia na infância é poderosa, daí virão memórias e emoções que nos fortalecerão ao longo da vida.

Até 2086

E posto isto, (aqui), já vamos com dois dias de atraso, era já hoje, agora mesmo, sair porta afora e voltar (provavelmente sem vontade) só lá para janeiro.
Aproveitar os 20º e dar um passeiozinho no paredão em Oeiras, ou ir já para o alentejo e só voltar a falar em Lisboa para o ano, ou aproveitar qualquer outra coisa, uma qualquer. 
Já que valemos menos, façamos alguma coisa que nos alegre.
Não consigo, no entanto, deixar de pensar no porquê?
Valemos menos porquê? Temos dois braços, duas pernas, estudamos, trabalhamos, organizamos a casa, a família, tratamos dos filhos, dos pais, do marido... 
Talvez façamos demasiadas coisas. Talvez seja a ideia de "o que é demais enjoa", talvez seja isso. Estamos demasiado lá, as pessoas enjoam-se de nós, fartam-se. Não lhes damos oportunidade de sentirem a nossa falta, aconteça o que acontecer, estaremos sempre lá, garantidamente, têm-nos por garantidas. Somos um mal necessário.
Brinco, mas, estarei assim tão longe da verdade?
O que faremos para mudar isto?





O doce (de) Halloween

Entrar a matar (ou a cortar)


Uns dedinhos de zombie, cortados de fresquinho, para acompanhar o café ou o chá.
A criança da casa não achou muita piada, diz ele que não gosta de amêndoas... e pensando bem, é verdade, não que não goste de amêndoas, mas todo o resto implícito, se calhar andamos todos a exagerar um bocadinho. E é em escalada, não sabemos fazer a coisa de mansinho. 
Quando eu era miúda (nem havia halloween), se por acaso nos apetecesse brincar a alguma coisa assim mais visualmente forte, fazíamos um risco na cara com uns tracinhos atravessados e tínhamos uma cicatriz para nos assustarmos umas às outras na brincadeira. Não havia nada tão visualmente descritivo de coisas nojentas e assustadoras como hoje. É um milagre eles não acordarem com pesadelos. 
Ainda assim este ano deu-me para isto, nem faria nada se na escola não pedissem sempre aos pais para fazerem umas coisas horripilantes para comer. Na escola tudo é uma festa.

Caso interesse, é a massa das bolachas de manteiga, vai ao forno com a amêndoa e depois (para que a amêndoa não caia), é colada com doce de morango. A massa fica mais escura que o normal porque uso açúcar de côco (que é castanho escuro). A ideia veio da net.


26 de outubro de 2016

Tão desiguais que nós somos

Daqui

A (des)igualdade económica dos géneros está hoje nos jornais.  
Segundo o Fórum Económico Mundial, a igualdade só será atingida dentro de 170 anos (as projeções do ano passado apontavam para 118 anos), por isso, até 2186 as nossas filhas, netas, bisnetas, trinetas e as suas filhas, trabalharão bem mais para conseguir ganhar tanto quanto qualquer homem que faça o mesmo que elas, tendo estudado o mesmo (ou mais) e tendo até, muitas vezes, obtido melhores resultados que eles. 
Seria possível imaginar o oposto? Claro que não, e também não seria justo.

A Islândia lidera o ranking dos países com menor fosso económico entre homens e mulheres, com um governo que se diz empenhado em acabar com essa desigualdade até 2020.
Em 1975, 90% das mulheres Islandesas fez greve no dia 24 de Outubro, ganhavam menos 60% que os homens. 41 anos depois, elas ganham menos 14% a 18% que eles, e às 14:38 de segunda-feira passada, hora a que teoricamente começam a trabalhar de graça, elas fizeram greve.
É o Women's Day Off, um dia de ação e protesto, um dia para sublinhar a importância da mulher na sociedade e a sua contribuição para a economia do país. Que bom para elas.

Num país em que se fez uma revolução com cravos (orgulho!), não há grande tradição de protestos no feminino, estamos em 31º lugar com tendência a descer. A nosso favor talvez estejam mesmo estes exemplos que vêm de fora (que nos podem fazer ter um bocadinho de vergonha na cara), isso e o facto de ainda não nos ter dado na veneta fazer um "Tug(a)exit".

Outro exemplo a ensinar-nos qualquer coisa? Rwanda!