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5 de fevereiro de 2016

Carnaval

E estava instalada a confusão.  
Esta tarde, a estrada de Benfica esteve por conta das escolas. Mesmo quem esperava por um autocarro que não viria, se deixou encantar pela festa.
A alegria era tanta, e o alarido era de tal forma que foi impossível não nos deixarmos ficar.  Era contagiante, eles deliraram.
Musica (bem alta) brasileira bem ao ritmo do Carnaval, muita cor, muita animação e muita gente a ver.  E o dia até colaborou, parece que no meio do frio que tem estado, naquele momento a temperatura até deu uma ajudinha.









16 de maio de 2014

Modas há muitas


Não sei com que velocidade as modas voam de escola para escola mas, parece-me que há por aí uma epidemia (pandemia?) de pulseirinhas de elásticos. E claro, de tão coloridas que podem ser nem os mais pequeninos ficam imunes. É vê-los a querer fazer, e a não conseguir, e sobrar sempre para quem? Claro, os pais - as mães que isto é coisa de gaja, pai que é gajo não é apanhado morto a fazer pulseirinhas coloridas.

A modos que lá fui à "loja do chinês" e comprei mais dois pacotes de elásticos... um deles de elásticos que mudam de cor ao sol. Já sei que vai querer uns que mudem de cor dentro de água e uns que mudem de cor à noite e outros que mudem de cor quando o rei fizer anos... mas não há, só mesmo na imaginação deles.

À conta disto já revivi neste últimos dias algumas modas que vingaram nos meus tempos de escola. Daquela que mais memórias e saudades me deixou é o lemon twister (um anel - que se colocava no tornozelo - ligado por um tubo a um limão - tudo de plástico -  fazia-se rodar com um pé e saltava-se com o outro), adorava aquilo. Lembro-me também do Aquaplay com os botões para tentarmos com a força da "corrente" enfiar os aneis nos espigões. Lembro-me do Vai-vem, um género de limão grande com duas pegas de cada lado e duas cordas que o atravessavam, ao abrirmos de um lado, o limão deslocava-se nas cordas para o outro jogador...  O 4 em linha...  Do cubo mágico não se esquece até porque nunca deixou verdadeiramente de existir. Ah, e tive um "jogo electrónico" e mais, ainda funciona! Mas este, o meu filho não vai conhecer já até porque nem deve achar piada nenhuma, é a preto e branco...

Mas agora é mais pulseiras e mãe fixe deve ter e usar uma pulseira feita pela, ou igual, à da sua cria. Chama-se empatia, há quem lhe chame orgulho, há quem lhe chame mariquice. Cá por mim chama-se abraçar a ideia e aproveitar porque tenho a desculpa de ser mãe e posso sempre dizer que o piolho insistiu, e ele bem que insiste. É aproveitar.

29 de dezembro de 2013

Promessa



Ficou a promessa de lá voltarmos para ele patinar até cair (várias vezes).
Não é muito aventureiro mas desta vez estava mesmo com vontade de tentar uma coisa nova, talvez porque muitas das meninas que lá andavam eram pequeninas como ele. E confesso que gostava de ter visto, vê-lo tentar e cair e levantar-se e tentar de novo...

9 de dezembro de 2013

Os primeiros efeitos do meu filho ter um animal de estimação

Veio de comando na mão ter comigo à cozinha
- Mãe, qual é o canal dos gatos?
- Não sei amor, acho que não há nenhum canal para gatos (hoje em dia já não posso responder com certezas). Porquê? 
- Era para ela (a Mia) ver.
- E tu deixavas de ver o Disney Júnior para a Mia ver o canal dos gatos?
- Claro.

Tendo em conta que mais ninguém vê (viu ou eventualmente verá) mais coisa nenhuma a não ser Disney Júnior, diria que a Mia já está a fazer valer o seu charme de bichinho de estimação. Aguardam-se novos episódios.

4 de dezembro de 2013

Brincar com o avô



E o que ele ficou feliz ontem quando ganhou a medalha de batata por ter marcado mais golos que o avô.

22 de outubro de 2013

E vão quatro

Nem sei muito bem por onde começar.
O tempo não tem sido muito, primeiro porque queria deixar tudo pronto para ter os dois dias de férias para me dedicar de corpo e alma à festinha, segundo porque foram três dias completamente caóticos e finalmente porque de volta ao trabalho tinha uma pilha de quase dois centímetros de papel em cima da secretária.
Mas quem corre por gosto não cansa e para ver o filhote feliz, com os olhinhos a brilhar no momento de desempacotar o tão pedido bolo do Mickey, vamos à lua se preciso fôr
Não o faço porque sou maluca (como nos dizem nestas alturas) faço-o porque gosto e faço-o porque ele gosta. E não tenho técnicas (nenhumas) especiais, vou às apalpadelas, literalmente, ou tudo teria corrido de uma forma bem mais rápida.

Comecei quinta feira depois do almoço e com a interrupção da tarde de sexta feira para cantar os parabéns na escolinha, foi dia e meio (tudo somado) de pé na cozinha. Sábado não cabia nas calças, de inchada que estava. Parece mentira mas eram dois quilos, dois quilos que desapareceram por artes mágicas só porque no Domingo dormi até me fartar. Não me venham cá dizer que o cansaço emagrece... a mim e aos 40s já não.
Mas pronto, antes que comece para aqui a deambular por temas que nada acrescentam à história, aqui fica um pouco do "Making of". Foi o típico caso de não olhar a meios para atingir os fins. A pontaria é o resultado final, acho que consegui acertar no alvo, naquelas linhas mais afastadas do centro, mas no alvo.
E adorei, faria tudo de novo com aldrabice e tudo, é que no fim, o Mickey parecei que sofria de uma qualquer doença estranha, começou a ficar mole e enrugado... 

O bolo que foi para a escola (antes de completar o nome...).  



O primeiro bolo (da Casa do Mickey) foi o da escola, na sexta feira. O que o fez sentir-se o rei da festa porque tinha um bolo que não só era do Mickey mas que tinha estrelinhas e tudo...  E deu-me uma satisfação especial porque arrancou um "Ah" geral de admiração infantil dentro da sala.
O segundo era para a família que cá está mais perto e dois ou três amiguinhos mais especiais. Este Mickey, teve tantas mas tantas festinhas (não sei se teve beijinhos mas não me admirava nada) que acho que se a ASAE lá tivesse passado teria de certeza interditado a festa. Ah, e de casa já levava um buraco na orelha (da direita) porque o meu filho não resistiu.



8 de setembro de 2013

O Verão

Para mim o Verão terá sempre maiúscula. Mais pelo sentido, pela estação que é, pelo que nos dá do que pelo Acordo ortográfico.
A Primavera traz o parentesco no nome mas o Verão é por excelência o tempo dos primos.
 
Os meus verões da infância eram três infindáveis meses passados na companhia da minha prima, em plena vila alentejana, valia-nos a biblioteca municipal e uma ou outra amiga com quem ao fim da tarde corríamos a vila de bicicleta. Os banhos no tanque (de rega), o pão com manteiga e açúcar, a televisão a bateria, malgas de melancia ao lanche, as brincadeiras com os cães, os gelados feitos de refresco e congelados na arca. Açorda de alho, sopas de tomate, café de cafeteira, bolinhos de torresmos, e cartas, muitas cartas aos amigos que ficavam em Lisboa.
O céu nocturno era de cortar a respiração, tantas estrelas quantos os desejos dos homens. Este ano consegui voltar a vê-lo, há muito que não o via. Uma sensação de pureza e um banho de realidade, um alerta para o pequeno que somos comparado com o grande que nos achamos no Universo.
 
Este ano o G teve primos, muitos primos nas férias, este ano mostrei-lhe o céu nocturno e as estrelas que se escondem na noite, é um mundo novo que se revela aos nossos olhos. Inspirada pela visão disse-lhe que poderá ser tudo aquilo que ele quiser, as opções são tantas quantas estrelas há no céu.
Perguntou-me se era para aquele céu que íamos quando morremos. Expliquei-lhe que voltávamos para o sítio onde estávamos antes de nascer. Desconcertou-o mas deve ter-lhe dado alguma tranquilidade, não voltou a falar no assunto.
 
Mas o menino crescido já teve um Verão diferente, ao mesmo tempo que tentamos levá-lo a um qualquer sítio novo, tentamos juntar-nos sempre com a família para que tenha o melhor de todos os mundos. E é estranho vê-lo a resolver coisas com os primos, a combinarem o que vão fazer, a passear com eles separado dos adultos, sem "trela" (figurativamente falando). E ainda só vai fazer 4 anos! Às vezes acho que cresceu tanto neste último mês que já nem é o mesmo menino. E às vezes até acho que nem eu sou a mesma pessoa.

16 de julho de 2013

Perceber o mundo

Com crianças tudo muda.
Com crianças o imprevisto torna-se frequente e se algumas vezes nos fazem rir à gargalhada noutras alertam-nos para o que se passa à nossa volta ou para a forma como vivemos e levamos a vida.
 
No domingo o meu filho disse-me muito sério:
-"Mãe, eu vi uma senhora morrida!"
- "Viste uma senhora morrida?" - estava mais preocupada em perceber para onde a  conversa se dirigia do que a corrigi-lo.
-"Sim, no sítio Buraca!"
 
E assim percebemos que o mundo não se pode mudar de um momento para o outro, bem ou mal as pessoas vão sempre morrer, os canais divulgam as notícias como querem, é certo que não os podemos ter numa redoma, podemos aos poucos "trabalhar" para construir um mundo melhor enquanto a televisão se mantem (nestas idades) no canal Disney/Panda.

8 de julho de 2013

Desejos para o futuro

Já o ouvi dizer:
"Quem me dera ser professor!"
 
Também já disse:
"Quando for grande vou ser bombeiro."
 
Mas ultimamente tem insistido que:
"Quando crescer quero ser uma ferramenta!"
 

20 de junho de 2013

A querida chucha



A querida chucha desapareceu lá de casa.
O G atirou com a chucha e ela simplesmente desapareceu, não está em lado nenhum e quando na segunda-feira me pedia ajuda para a procurar perguntava-me com um ar desesperado:
"- Porque é que as minhas coisas estão todas a desaparecer?"

As coisas dele não estão todas a desaparecer, ele é que num acesso de mau feitio atirou com a chucha e a mamã só deu uma ajudinha a uma chucha cansada e já toda roída. E não, não correu nada mal.
Como a culpa foi dele - foi ele que atirou com a chucha - até nem reclama, já se passaram 2 dias (o dia intermédio passou na vovó mas havia por lá uma chucha perdida) e duas noites e parece ele que nunca usou uma chucha na vida.
E mais uma etapa superada.

7 de junho de 2013

G-cionário

Há cerca de um ano que não mexo nesta rubrica, talvez porque o G tenha estado a passar por uma fase mais de interiorizar e adquirir do que de "divulgar" e opinar. Agora começam a surgir os primeiros raios a deitar uma luz sobre a forma como ele apreende o mundo.
Se há coisa que me maravilha é a forma como as crianças explicam a vida. Sempre gostei de ver o mundo por este ponto de vista. As verdades que eles adquirem são muitas vezes ensinamentos para nós adultos, outras vezes fazem-nos pensar e outras ainda, fazem-nos sorrir. Sempre que possível partilharei as verdades que surjam lá por casa.
 
Hoje começámos assim:
- "Morrer é ficar parado para sempre!"

10 de maio de 2013

Em volta da infância


Durante a gravidez, como qualquer futura mãe, procurei tudo e mais alguma coisa sobre todos os temas inerentes à condição.
Na altura descobri um site -www.parenting.com - cuja newsletter continuo a receber. É um site divertido com muitos testemunhos sobre como todas as situações podem correr quando envolvem crianças. Nada de muito cientifico mas muito agradável.
 
Como lá por casa continuamos com a saga da chucha - nada de dramático, apenas uma chantagem ou outra de vez em quando :) - quando vejo referências ao assunto, vou espreitar mais a fundo.
Encontrei as dez ideias para os levar a desistir da chucha (aqui se interessar). A minha preferida envolve a mais recente fada, a da chucha (irmã da fada dos dentinhos), ou o balão que leva a chucha para viver numa nuvem.
Também há ideia de ir com ele ao quartel dos bombeiros entregar a chucha porque Deus sabe como os bombeiros adoram chuchas de meninos crescidos!
Assuntos para pensar.
 
E já agora, na lista dos produtos mais estranhos para bebé, encontrei duas coisas que não são nada mal pensadas
 A hipótese de poder pendurar o puto quando temos mesmo que ir à casa de banho no centro comercial - em vez de o deixar cá fora no carrinho (que não cabe dentro da divisória) e termos que fazer xixi de porta aberta porque alguém pode agarrar na criança e fugir....
E um aspirador que é um carrinho que ele pode usar sozinho em casa - esta é brilhante... já não vou é a tempo... será que fazem em tamanhos até à adolescência?

5 de abril de 2013

19 de março de 2013

A todos os Super Pais


 
Um dia Muito Feliz!
(Imagem descaradamente "roubada" da escolinha da criança e partilhada para que todos possam, aos olhos dos seus rebentos, ser ainda mais super que nos outros dias)

15 de março de 2013

A(s) festa(s) da vida

Há duas datas verdadeiramente importantes para o meu filho, os anos dele e o Natal. Pergunta muitas vezes quando volta o Pai Natal. Tento sempre explicar-lhe com exemplos de duração de tempo, tento que ele se comece a habituar ao nome dos meses e a que estação pertencem.
Vive todos os dias a pensar na (próxima) festa de anos. Quando alguma coisa não lhe agrada avisa logo: "- Tu não vais à minha festa dos quatro anos!"

Há uma coisa que ele já sabe há algum tempo, é que Março é o mês da mamã. No fim de Fevereiro perguntava-me muitas vezes se já tinhamos voltado ao 1, quando finalmente a resposta foi afirmativa os olhinhos dele iluminaram-se e perguntou se já estávamos em Março.
"-Já meu amor, já estamos em Março."
"- E tu fazes anos?"

Há cerca de uma semana veio ter comigo:
"- Mãe queres um bolo dos Gormitis ou do Scan2go? - quando fez a pausa para ouvir a resposta deve ter-lhe ocorrido algo mais adequado -" ou queres das Winxs ou das pincesas?" - acrescentou.
"- A mamã é menina, talvez seja melhor as Winxs ou as princesas!"
Ele concordou com a cabeça e eu perguntei:
"- És tu que me vais fazer o bolo?"
"-Sim, e a festa!"

É verdade, ele não fez o bolo mas faz definitivamente e continuamente a minha festa, todos os dias!


Coisas novas


Março trouxe uma coisa nova cá para casa.
"Estamos" a fazer a colecção dos animais. Pai e mãe completamente empenhados.
Está a ser giro e por enquanto está a resultar. Já lá vão quase 15 dias e o interesse mantém-se.
Já temos 4 cromos para a troca (caso haja alguém interessado).

Fora de brincadeiras, talvez seja muito pequeno, talvez não. Está a correr bem, ele gosta de ver as folhas com mais imagens a cada semana que passa (não pode ser todos os dias), acho que acima de tudo, começa por ser um daqueles exemplos palpáveis que lhes ensina que há coisas que demoram o seu tempo e que não faz mal esperar.
É muito giro, ele retira a parte de trás e cola o cromo no sítio certo, vai-se habituando aos números grandes e vai também tendo umas noções de espaço e a colocar o cromo direito.
Estamos fãs.

4 de dezembro de 2012

Carta ao Pai Natal

 
E pronto, carta feita e é só esperar pelo dia. Para quem está sempre a pedinchar por qualquer coisa, até achei que pediu pouco (em quantidade).
No fim quis fazer o desenho do Pai Natal por cima da carta. "Posso, mãe? Posso?" claro que pode, o Pai Natal gosta é de receber desenhos dos meninos pequeninos.

23 de novembro de 2012

Querido Pai Natal

Kaufmann Mercantile Store

Tenho tantas saudades!
Podes fazer alguma coisa sobre o assunto?