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22 de fevereiro de 2016

E a vida continua


Os últimos tempos têm sido... estranhos. 
Por muito que se saiba que a vida não é infinita e por muito que uma família se prepare para um final que se adivinha próximo, nunca na verdade se está preparado para o tal adeus definitivo.
Pelo G, mantemos a vida o mais normal possível, explicámos-lhe que o avô partiu e que o papá estava muito triste, pelo que esta ida ao norte, não seria por nenhuma festa ou reunião animada de família.
E reconforta-me que lá tenhamos estado todos juntos em Novembro no 91º aniversário do avô.

 O tempo esta semana foi mais gentil. Lembro-me quando o meu avô faleceu, há 12 anos, lembro-me de no dia seguinte estar um dia de sol e eu pensar que nada no planeta deixava adivinhar que ele tinha acabado de partir, que o mundo no dia a seguir se tinha atrevido a girar e o sol atrevido a brilhar como se nada fosse.
A semana passada choveu e nevou e fez um vento gélido enquanto nos despedíamos do avô "Manel". Esta semana o sol esteve connosco todas as horas do dia.
Neste sábado, quando iniciávamos o regresso a casa, a imagem da Serra ao longe parecia falar-nos.
E se assim o pensámos, melhor o fizemos. Sem que tivéssemos minimamente preparados, virámos à esquerda em vez de seguir para sul.

A pureza do branco por todo o lado  e a frescura do ar,  pareciam limpar-nos a alma. Esteve um dia maravilhoso que parecia querer compensar-nos do escuro e triste adeus da semana anterior. Deu para sair do carro, enterrar mãos e pés na neve como se de areia se tratasse. Deu para o G compreender a neve e perceber como foi uma infância (do pai) aos caprichos das condições atmosféricas junto à Serra de Montemuro. "Oh mãe, eu queria tanto ter nascido aqui!"
Nasceu em Lisboa, e talvez por isso aprecie melhor estas viagens e as emoções que a natureza nos pode proporcionar.

Saímos dali mais leves.






29 de agosto de 2014

O Museu do Brinquedo

Era algo que queríamos muito fazer, visitar o museu antes da sua morte anunciada.
Gostei de rever muitos dos brinquedos que chegaram a fazer parte da minha infância. Mas acho que este espólio cujo destino (após dia 31) desconheço, merecia mais. Merece estar exposto, merece ser visto e merece um espaço melhor. O Museu do Brinquedo estende-se por três pisos sem grande espaço para exposição, algumas vitrines estão de tal modo cheias que a atenção se perde na confusão, nem dá vontade de ficar a olhar. 
As pessoas que lá trabalham pareceram-me revoltadas e já sem vontade. 
Não sei se existe esperança para os brinquedos, espero que sim, afinal pelos brinquedos compreendemos a sociedade, compreendemos a evolução da educação e dos costumes. A brincar as crianças sempre reproduziram os comportamentos que viam nos pais/familiares. Que melhor espelho podemos nós querer para nos conhecermos melhor?
Ficam algumas fotos da visita, pode ser que aguce a curiosidade. O piolho cá de casa ficou fã.









E peço desculpa pela qualidade das imagens mas, continuo a contar só com o telefone. Os brinquedos merecem bem mais. O museu fecha as portas no domingo (31).

2 de julho de 2014

O cinema


E lá fomos nós no sábado dar mais um passo no crescimento da criança.
Foi a loucura, cinema, dragões, lutas, vôos a pique e a alta velocidade. Não há palavras.
Escolhemos a versão normal (2 dimensões) porque assim pequenos chateiam-se facilmente com os óculos e depois ficam a ver um filme "desfocado".... e isso não lhes faz nada bem.
Mas recomendamos, o filme é fantástico, mais ainda que o primeiro. O piolho adorou, o que mais gostou foi, claro, das lutas
Estávamos com receio que ele se chateasse mas eram tantas crianças, as lutas faziam tanto barulho que ninguém se incomodou com nada. 
O filme é para seis anos mas viu-se muito bem (todos eles têm quatro)!
A repetir.

1 de junho de 2014

Sábado de livro





Há dois anos lá estivemos para ver nascer um novo projecto. Hoje o projecto continua.
"O meu nome é..." o nome de todos nós. Um livro pensado para crianças não tão pequeninas, cheio de "tesouros" para descobrir. Do site(blog) descarregam-se uns selos/cromos para compor a história. E as próprias páginas do livro formam um desenho inteiro, como um puzzle mas sem direito a arrancar as folhas.  
Eu sei que sou suspeita mas, é tão bonito, os desenhos da nossa Ritinha são tão, tão, mas tão lindos! E a ternura que passa em cada um deles, e a emoção de cada linha, perdoem-me (os outros ilustradores) mas não há como ela.

Foi uma tarde soalheira, cheia de amigos, família, brincadeira, gargalhadas, estávamos a precisar. E descobrir coisas novas e bonitas é sempre bom.

Ah, é verdade, fora de publicidades ou patrocínios (que não existem) porque este espaço permanece o meu espaço de partilha, se alguém por aí estiver interessado, é por aqui que se consegue adquirir o livro, e autografado ainda por cima.
Esta menina vai longe.

PS - a miúda gira de máquina fotográfica em punho é daqui.


4 de maio de 2014

Dia da Mãe


Descaradamente "roubado" da escola da criança, este desenho enche-me as medidas todas.

Tenho a promessa do meu filho de logo pela manhã me levar o pequeno-almoço... não fala noutra coisa. E a minha "filha" mais nova, a gata, não dá um passo sem "insistir" que a "mãe" vá com ela, curiosamente é mais dependente.

Não sei se verei a minha mãe hoje, os dois (quase) nonagenários da família ocupam-lhe o tempo todo (e a cabeça) e não estão cá com contemplações sobre o que quer que seja, mas isso, isso é pano para mangas. Talvez um dia escreva um post sobre... o assunto.
Mas gostava que ela tivesse uma vida mais tranquila, que tivesse finalmente a vida que ela merece depois de trabalhar o que trabalhou (e trabalha), já merecia ter uns miminhos, ter tempo para se dedicar à colecção de selos, passear, ir ao cinema, descansar.
É curioso como quando somos mães fazemos "rewind" a uma série de situações e tentamos percebe-las sobre um (o) outro ponto de vista. A vida é sábia e ensina-nos todos os dias. Não é que não reconhecesse o papel da minha mãe antes, mas agora compreendo-o melhor. Provavelmente não concordarei nunca a cem por cento com ela mas acredito que é exactamente assim que deva ser, perceber, ou tentar, e retirar as lições que melhor nos servem para "melhorarmos" o papel da maternidade na geração que se segue. Os tempos também são outros e o que nos une a todas desde a primeira mãe que existiu até à última que existirá, é que fazemos o melhor que sabemos e o melhor que nos é possível.

É inquestionável o amor que temos pelos filhos e tudo o que fazemos pela família, não é justo que quase diariamente nos vejamos confrontadas com situações que nos obrigam a escolher ou nos fazem sentir culpadas por sermos obrigadas a negligenciar um lado em favor de outro. Não é justo que nessa escolha diária, o nosso esforço valha muito pouco. Não é justo que em pleno séc XXI uma mulher valha muito menos do que um homem, e que uma mulher que escolha construir uma família passe a valer ainda menos só por causa dessa escolha. Todos conhecemos alguém... não é?

A todas as super-mães, um dia muito feliz! Tão brilhante e colorido como o desenho que me encanta. A tarefa não é fácil mas é com toda a certeza compensadora.
E um beijinho muito especial para a minha mãe.
Feliz dia.

14 de março de 2014

Os dias


Tirei o dia. O maridão levou-me a almoçar, depois passeámos no paredão, apanhámos sol, e à tarde, o meu piolho ofereceu-me um morangueiro.
Foi um dia tão simples, tão tranquilo que foi perfeito.
Todos deveríamos ter vidas mais tranquilas, menos correria. Dias com a cabeça leve.

Estava muita gente na praia, deitados na areia, com os seus telefones...
Enquanto passeava pensei nos nossos "vícios" modernos. A dependência da Internet, das redes sociais... pareceu-me tudo tão distante. Não sei que papel estas coisas terão nas nossas vidas daqui a uns anos, mas à medida que vamos entrando na idade, as nossas prioridades e preocupações alteram-se e ainda bem, parece que vemos com mais clareza. A família e as relações (ao vivo) serão sempre o mais importante, por isso às vezes, com as amizades virtuais o passo lógico a dar seja mesmo quando decidimos conhecer-nos fora da rede global e criamos laços mais estreitos. 
Enquanto seres humanos não me parece que tenhamos capacidades globais, quem tem centenas de amigos não se consegue dedicar verdadeiramente a nenhum. E um amigo é um amigo, não é um contacto ou um "like".

Não sei se existe o dia sem Internet, o dia sem ligação à rede, o dia unplugged mas talvez alguém por aí queira experimentar. Não naqueles dias (ao fim de semana) em que há tanto que fazer que não se tem mesmo tempo para abrir o computador, deverá ser um dia escolhido para isso. 
Recomendo. Ver o que a experiência nos diz. Avaliar o peso que tem na nossa vida.

Foi um dia suave, a contrastar com o peso que os anos vão somando. Nota-se pela conversa não é?

14 de janeiro de 2014

Ainda a Coroa do dia de Reis

Confesso que estava indecisa se deveria ou não escrever este post ou colocar aqui estas fotos  mas depois pensei nos blogs que sigo e pensei como nos ligamos às pessoas que seguimos e como nos emocionamos com o que lhes acontece (mesmo não conhecendo pessoalmente, o que tem ainda mais encanto) e pensei também(!) como gostaria que partilhassem estas coisas boas. Então lá me resolvi, e o post reza assim:

Depois de termos feito a coroa a tal eco-coroa em materiais reciclados, lá foi então a dita para exposição na escola. Claro que adorei fazer a coroa com ele (mesmo só se interessando por fases, pelo menos percebeu de onde vinham os materiais) mas aquilo deu um bocadinho de trabalho e quando acabou, acabou. Não se pensou muito mais no assunto. Era giro passar junto à exposição e ver o número a aumentar.
Ontem à tarde o puto vinha eufórico, ganhou o segundo lugar, trazia certificado de participação e o prémio - um livro sobre os números. A alegria foi de tal ordem que hoje de manhã até se levantou sem birras... e durou. Bendito concurso, bendito prémio. Melhor estímulo não há. O pior agora é que quer fazer coroas todos os dias.



A coroa que o meu piolho mais gostou desde o inicio, foi a das rolhas, e eu, se fosse menina agora, votava na coroa de cristal, claro, a que ganhou.

22 de outubro de 2013

E vão quatro

Nem sei muito bem por onde começar.
O tempo não tem sido muito, primeiro porque queria deixar tudo pronto para ter os dois dias de férias para me dedicar de corpo e alma à festinha, segundo porque foram três dias completamente caóticos e finalmente porque de volta ao trabalho tinha uma pilha de quase dois centímetros de papel em cima da secretária.
Mas quem corre por gosto não cansa e para ver o filhote feliz, com os olhinhos a brilhar no momento de desempacotar o tão pedido bolo do Mickey, vamos à lua se preciso fôr
Não o faço porque sou maluca (como nos dizem nestas alturas) faço-o porque gosto e faço-o porque ele gosta. E não tenho técnicas (nenhumas) especiais, vou às apalpadelas, literalmente, ou tudo teria corrido de uma forma bem mais rápida.

Comecei quinta feira depois do almoço e com a interrupção da tarde de sexta feira para cantar os parabéns na escolinha, foi dia e meio (tudo somado) de pé na cozinha. Sábado não cabia nas calças, de inchada que estava. Parece mentira mas eram dois quilos, dois quilos que desapareceram por artes mágicas só porque no Domingo dormi até me fartar. Não me venham cá dizer que o cansaço emagrece... a mim e aos 40s já não.
Mas pronto, antes que comece para aqui a deambular por temas que nada acrescentam à história, aqui fica um pouco do "Making of". Foi o típico caso de não olhar a meios para atingir os fins. A pontaria é o resultado final, acho que consegui acertar no alvo, naquelas linhas mais afastadas do centro, mas no alvo.
E adorei, faria tudo de novo com aldrabice e tudo, é que no fim, o Mickey parecei que sofria de uma qualquer doença estranha, começou a ficar mole e enrugado... 

O bolo que foi para a escola (antes de completar o nome...).  



O primeiro bolo (da Casa do Mickey) foi o da escola, na sexta feira. O que o fez sentir-se o rei da festa porque tinha um bolo que não só era do Mickey mas que tinha estrelinhas e tudo...  E deu-me uma satisfação especial porque arrancou um "Ah" geral de admiração infantil dentro da sala.
O segundo era para a família que cá está mais perto e dois ou três amiguinhos mais especiais. Este Mickey, teve tantas mas tantas festinhas (não sei se teve beijinhos mas não me admirava nada) que acho que se a ASAE lá tivesse passado teria de certeza interditado a festa. Ah, e de casa já levava um buraco na orelha (da direita) porque o meu filho não resistiu.



9 de setembro de 2013

Muito bom com distinção


O casamento traz-nos, para bem ou para mal, a família alargada e em versão instantânea. O "mal" a que me refiro é a falta de tempo para maturar os feitios, é levar com não sei quantas maneiras de ser enraizadas, assim de chofre, sem tempo para crescermos com elas e nos habituarmos ao modo de ser de cada um. Quando atingimos uma certa idade resolvemos que já não temos paciência e que simplesmente já não estamos para isso.
Às vezes vale bem a pena o esforço, às vezes as pessoas surpreendem-nos e quando menos estamos à espera e nos permitimos descobrir, podemos encontrar ali um grande e verdadeiro amigo para a vida.
Não sei se foi sorte, mas o casamento trouxe-me uma família fantástica. A X, prima por afinidade defendeu hoje a sua tese de doutoramento. Logo desde que saí de casa, o orgulho foi a minha companhia constante, não pela tese, mas pela pessoa, pelo esforço, pelo trabalho e dedicação, por tudo o que é.
 E não é só ela, são todos. Há famílias fantásticas, pai, mãe, filhos, maridos, netos. Há pessoas assim. Sinto um orgulho e um privilégio enorme em fazer parte deste círculo. Por causa deles tenho conhecido muito mais da vida e das pessoas (ou não viesse eu de uma família pequena), poder testemunhar certas etapas com a mesma alegria ou apreensão como se se tratasse da minha própria vida. Poder crescer com eles. Ter uma aprendizagem assim com distinção.
Há famílias fantásticas e a minha é uma delas.
Parabéns X, o céu é o limite!

5 de junho de 2013

E assim foi

... o nosso dia da criança.





 
A Festa da Criança nos jardins do Museu da Electricidade.
Contos, histórias, desenhos, pinturas, construções, reciclar a fazer brinquedos, saltar e pular muito.
Conduzir carrinhos a energia solar, dar um passeio de burro, andar de segway, troca de brinquedos, muitos jogos, muitos ateliers. Entrar no carro do Sr. Polícia e... apitar! E gelados, claro.
A repetir sempre que possível.

Juntou-se o útil (dar apoio à família) ao agradável (dar apoio à família e brincar muito). Porque com família assim, tudo o que se faz é agradável. A nossa R lá estava já na segunda edição do seu livro, o espaço dela estava um mimo como sempre e como tudo o que ela faz.
Centenas de desenhos de admiradores pequeninos construíram as paredes, e o espaço encheu-se de infância, de cor e de alegria. Amor ilustrado por todo o lado, e como diz o meu filho, as famílias gostam é de corações.

5 de abril de 2013

Viver no Campo













Assim foi a nossa Páscoa e já estamos cheios de saudades.
O tempo até colaborou (deve ter lido o blog), obrigada!
Correr, brincar, saltar, pisar nas poças, apanhar laranjas, observar os bichinhos, apanhar flores, fazer bolinhas de sabão, cavar a terra, apanhar limões, interiorizar paisagens diferentes, explorar, deixar a imaginação voar, respirar fundo, brincar com o Boris. Tudo o que viver na cidade não é.
Dois minutos depois de se sentar ferrou a dormir.
Qualquer dia mudamo-nos de armas e bagagens.