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30 de março de 2014

A não esquecer

A hora muda. O Diário da República diz que é para "facilitar os transportes e as comunicações e assim contribuir para o pleno funcionamento do mercado interno". Tudo em nome da economia.

Por cá pratica-se a moda desde 1916 independentemente das directivas da União Europeia. A mudança da hora foi criada para reduzir o consumo global de energia. A "ideia" era fazer coincidir o inicio do dia de trabalho com as horas de luz...
Eu cá sei que me vou levantar ainda sem sol, vou gastar mais electricidade de manhã e a economia dos senhores da EDP vai ser a crescer.

A mudança da hora é obrigatória e na realidade, afecta o relógio biológico, provoca distúrbios de sono e aumenta em 10% a possibilidade de se sofrer de ataque cardíaco. Se tudo isto se traduzisse em euros... seria prejuízo na certa. Mas isso não interessa nada, durante estes dois próximos dias em que esquecimentos podem ser recorrentes, o melhor é não facilitar não vá o diabo tecê-las e não fique o gás ligado.
É uma violência, sim, e um atentado à nossa segurança. Se conseguirem ter isto em mente, nada de confiar nas rotinas.
Pleno funcionamento do mercado interno sim, uma horita mais cedo que isto de beneficiar do sol logo pela manhã não é para português ter, poupar sim mas só para o lado do estado.

13 de março de 2014

É isso tudo

A notícica do dia. De ontem, de hoje, de amanhã.
É assim mesmo, chamar as coisas pelos nomes.  Perdoem-me a política mas não posso deixar de expressar aqui a minha admiração por este senhor.

24 de junho de 2013

Esclarecimento (ou não)

É por estas e por outras que sou contra o novo AO. Desvirtua-se a língua só porque sim, só porque alguém se lembra que a partir de agora lhe apetece inventar uma palavra.
Recebi o texto por email e fui em busca de confirmação por parte da nossa gramática. Descobri que a dúvida circula na net desde 2011, e descobri também que a nossa nova gramática já permite de tudo.
Bem dito Acordo Ortográfico, quem nunca soube escrever português agora dita as regras. Toda a gente diz o que lhe apetece, tudo é permitido.
 
Passo a transcrever.

                           Presidente e Presidenta
 (...)
 
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?!
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
 
Portanto, em Português correcto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta".
 
  Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
  "A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Aqui, aqui, aqui (e em tantos outros sítios).

20 de maio de 2013

O Serviço que (não) nos serve

Quem sou eu para criticar ou queixar-me do Serviço Nacional de Saúde?... Ah é verdade, sou utente, ás vezes até me esqueço, é que conseguir uma consulta é quase tão difícil como acertar no totoloto e uma pessoa até se esquece que até "prova" em contrário, é um possível vencedor!....
E quando se fala no interior do país então, é como acertar no totoloto duas vezes.
Tenho na família um velhote (88 anos) com problemas de próstata, hoje deveria ter ido finalmente à consulta de urologia mas, pela quinta vez consecutiva, foi adiada. Estarão à espera que ele morra? E outro (cunhado do primeiro) que pela quarta vez que lhe é adiada uma intervenção às cataratas...
Não tenho mais palavras.

12 de abril de 2013

Superação - Pensamento para o futuro

No domingo passado o nosso primeiro fez uma comunicação ao país. Foi ás 18:30 (se não estou em erro). A televisão saiu do canal infantil e entrou numa sala cheia de jornalistas que aguardavam uma presença a qualquer momento.
A mamã estava na cozinha, o papá aguardava a entrada em cena do protagonista e ele, ali numa excitação de quem espera algo importante mas sem fazer muito bem ideia do quê.
Quando o senhor entrou pela porta que a televisão mostrava ele correu para a cozinha:
-Vem aí, vem aí o Passos Coelho! - anunciou - Vou avisar a vovó! 
Ri, não disse nada e ele voltou para a sala
-Superação, ele disse superação!- espreitou da sala como que a manter-me a par do que se passava.
Pouco depois veio ter comigo: - Superar a crise!- disse em conclusão - Superar a crise!
 
Não vi a comunicação do nosso primeiro ministro mas a pessoa pequenininha que anda lá por casa resumiu tudo muito bem. Pena que tenham eles (os nossos pequenininhos) que levar com isto tudo, e agora ainda vão ser mais sete anos difíceis no horizonte.
Haja saúde. 

8 de abril de 2013

Os senhores das empresas públicas

Não é segredo nenhum que correu pela net, no final do mês passado ( e continua), uma petição contra a presença do nosso antigo primeiro ministro como comentador da RTP. O que parece ser segredo é o facto de a RTP se estar a borrifar para a população.
 
Confirmei o número, e esta manhã este era o quadro do site da petição pública. Devo dizer que este post não tem nada a ver com a petição em si nem com quem nela figura, ontem foi o primeiro dia (de muitos, certamente) de comentários, eu não vi e não li ainda nada sobre o assunto, não sei se falou bem, se falou mal, se disse alguma coisa de jeito, se colocou o dedo na ferida ou se, como era costume, fez alguma birra. 
 
A questão aqui é tratar-se de uma empresa pública que vive com o nosso dinheiro, o nosso trabalho, o nosso esforço. Uma amostra acentuada da população manifestou-se por uma determinada opção, por um determinado direito e, como já vem sendo hábito, parece que todos os que gerem empresas pública passam, assim que são nomeados para os cargos, a fazer parte dos escolhidos por Deus. Não sei se os senhores da RTP acham que apenas 135 mil pessoas são contra e os outros 9 milhões e "meio" são todos a favor, ou se acham que o outro senhor ainda pode voltar ao governo e depois vão todos fazer companhia à Manuela Moura Guedes, não sei, sinceramente não sei, assim como assim, a RTP não é um canal muito visto lá por casa.
 
Em democracia todos temos uma palavra a dizer e sendo impossível agradar ao mesmo tempo a gregos e troianos, ensinaram-me os meus pais que é na  educação que nos demarcamos, a educação (o ser educado), o jogo de cintura, a diplomacia, a empatia pode ganhar ou perder uma guerra, e talvez nos possamos debater com a questão da empresa pública RTP ser uma empresa parasita de todos nós. Já que não temos uma palavra a dizer, já que não merecemos consideração nenhuma por aquilo que lutamos pacificamente e em democracia talvez eles não mereçam o nosso esforço, o dinheiro com que somos obrigados a contribuir para que possam ter a altivez que têm.
 
E antes que pensem que estou contra a RTP porque lá colocou o senhor a fazer comentários, não, não é a questão, a questão é dar uma satisfação a quem a sustenta, a questão era vir falar à população e explicar as suas escolhas, paga-se "taxa"(contribuição áudio-visual) para um político ir fazer campanha e dizer mal do governo? Não chegam as campanhas eleitorais em tempo próprio? Ou agora também para lá vai um de cada partido? Se o fizessem para manter a população informada, capacitá-la e incentivá-la a participar, mas não, se a população disser alguma coisa finge-se que não se ouve, é só mesmo mais um tacho! Estou farta de gente que tenho que sustentar e que me trata mal!
E quem diz RTP diz outras empresas, claro.
E não, isto não é incitamento à revolta (quem me dera), não tenho esse alcance.
Mas talvez valha a pena pensar no assunto.

26 de março de 2013

A comissão europeia está a ponderar

E eu digo "a ponderar é que a gente se desentende".
Já não há paciência, já não há saúde.
E o que é que se faz? A quem é que nos queixamos? Não posso crer que estas "coisas" só se resolvam com banhos de sangue. Será que estes senhores não aprendem nada com a história?
Estou cansada e tenho verdadeiramente medo do futuro.
Isto por causa dos depósitos a cima de cem mil euros (aqui).
"Ah e tal, é bem feito, eu não tenho 100 mil euros", pois é, mas há gente que trabalhou uma vida inteira e cem mil euros (eram 20 mil contos aqui há uns anos) é tudo o que lhes resta... e para que conste, eu também não tenho cem mil euros.
Estou farta de bancos, estou farta de políticos, estou farta de entidades reguladoras que só regulam para um lado, estou farta de gente desonesta, estou farta de gente que não tem vergonha na cara, estou farta de oportunistas e o pior é que, para onde quer que se olhe, é só o que se vê.
Desculpem-me o desabafo, mas nunca pensei, sempre vi os meus pais trabalharem de sol a sol para que eu pudesse estudar e tirar o tal do curso superior para que pudesse ser alguém na vida... mal sabíamos nós. Sou alguém, claro que sou, mas sou alguém desta geração que viverá pior, que por nunca ter sido oportunista vivo com um emprego precário, pouco acima do salário minimo e só me posso dar por muito feliz por conseguir ter um rendimento e poder ter o meu filho na escola.
Tenho verdadeiramente medo pelo futuro. Uma geração inteira que se está a perder. Miúdos a deixarem de estudar, crianças com fome nas escolas. Que capacidade de resposta terá esta geração? Que faremos? Que fazemos agora quando ninguém nos ouve?
E quando as fugas de capitais tiverem acontecido? Taxam-se os que tiverem mil euros na conta? Taxam-se todos os que tiverem contas?
Já para não falar nas mais-valias que também não eram taxadas e de um momento para o outro levaram com o rombo dos 28% (se não estou em erro). Não se pode tentar zelar pelo futuro, este país está a saque, quem mais roubar é que ganha, e se roubar sem dar muito trabalho, tanto melhor. Tudo com o aval do Estado, claro.
Este país merecia melhor, nós mereciamos melhor.
Estou tão zangada, já não lhes chega o dinheiro que temos que lhes dar, tiram-nos, roubam-nos.
É tão difícil, chegar até ao final do mês, sempre a fazer contas. E penso em tanta gente a viver bem pior do que eu... como deve ser.
Tenho verdadeiramente medo pelo futuro.
Desculpem-me o desabafo mas, estou zangada... e tenho medo.

12 de dezembro de 2012

Dívidas


Lá vamos nós...
Se uma empresa "normal" dever 400 milhões de euros o que é que acontece? Ah, é futebol, e futebol é para entreter as massas. Mas (e o que eu vou dizer é discutível) uma familia por muito apaixonada que seja por futebol, quando perde tudo, quando deixa de ter comida para alimentar os filhos, preocupar-se-á com isto? Se calhar sim! Ah então, ok, mais um "aumentozinho" de impostos é aceitável.