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3 de novembro de 2016

Até 2086

E posto isto, (aqui), já vamos com dois dias de atraso, era já hoje, agora mesmo, sair porta afora e voltar (provavelmente sem vontade) só lá para janeiro.
Aproveitar os 20º e dar um passeiozinho no paredão em Oeiras, ou ir já para o alentejo e só voltar a falar em Lisboa para o ano, ou aproveitar qualquer outra coisa, uma qualquer. 
Já que valemos menos, façamos alguma coisa que nos alegre.
Não consigo, no entanto, deixar de pensar no porquê?
Valemos menos porquê? Temos dois braços, duas pernas, estudamos, trabalhamos, organizamos a casa, a família, tratamos dos filhos, dos pais, do marido... 
Talvez façamos demasiadas coisas. Talvez seja a ideia de "o que é demais enjoa", talvez seja isso. Estamos demasiado lá, as pessoas enjoam-se de nós, fartam-se. Não lhes damos oportunidade de sentirem a nossa falta, aconteça o que acontecer, estaremos sempre lá, garantidamente, têm-nos por garantidas. Somos um mal necessário.
Brinco, mas, estarei assim tão longe da verdade?
O que faremos para mudar isto?





29 de março de 2016

Num mundo à parte


Imagem tirada da net

Andamos todos tão ligados (ou tão desligados).
Aqui por Benfica, por onde passo todos os dias (e de que posso falar), não é só a população mais velha (que chega à beira de estrada com uma atitude muito própria da idade), é a população nova  também, que se  atravessa na estrada sem olhar sequer.  Porque vão a falar ao telefone envolvidos na conversa, ou porque não podem tirar os olhos do ecran.  É assustador.  Queremos tanto estar ligados que desligamos completamente da realidade.

Na passadeira (e fora dela também) o peão tem sempre prioridade, mas a passadeira não é um livre acesso que protege em caso de embate. O peão pode ter toda a razão, mas depois de levar com um carro em cima, de que lhe serve a razão? Haverá dinheiro suficiente que compense ficar numa cadeira de rodas? Haverá dinheiro que compense a perda de um ente querido?  E haverá condutor que queira mesmo atropelar alguém?

Umas vezes sou condutora e outras sou peão. Não me atrevo a atravessar sem ter a certeza que o condutor me viu. Os carros são máquinas mas os condutores não são, errar é da qualidade humana e são as pessoas que controlam (ou não controlam) os carros. Ninguém é infalível.
Parece-me que pedir aos peões que olhem antes de atravessar não é pedir muito. Atravessar sem olhar por vezes nem dá tempo ao condutor para travar.

Estes sinais de trânsito que apareceram na Suécia parecem um exagero, mas o ser humano é assim, vive no seu mundo, quando não é o telemóvel, é a vida, o trabalho, os filhos, as contas para pagar... Andamos todos tão desligados.
Por favor, olhem para a estrada, façam uma pausa e olhem antes de atravessar. E alertem os miúdos também. 
Quando era pequenina a canção dizia "olha à esquerda até ao meio da rua, depois à direita..."

30 de abril de 2015

As notícias

Todos os dias quando chego ao trabalho ligo o computador, vejo os emails, "assino" os recibos de leitura e passo os olhos pelos jornais do dia (email com os destaques do dia  dos jornais nacionais). Todos os dias tenho o mesmo pensamento, todos os dias decido que vou anular a subscrição das notícias porque todos os dias chego ao fim do email a sentir-me mal, nauseada e à beira das lágrimas.

Questiono-me como é possível que façamos certas coisas uns aos outros.
A cada dia penso que será impossível vir a sentir-me pior, mas o dia seguinte consegue sempre surpreender-me, porque no dia seguinte, por incrível que pareça, há sempre uma notícia mais sórdida que as anteriores. É um crescendo.
Como é que nos conseguimos manter sãos? Seremos mesmo sãos?
Porque é que as notícias são assim? Porque é que os jornais vivem disto? Porque é que as pessoas consomem estas coisas?
Parece que quanto mais se noticia, mais entra pela vida, mais real se torna e mais cai na banalidade. Estaremos todos dormentes?

Porque é que teve que haver uma (reunião de uma) equipa multidisciplinar para (estudar aspectos éticos, jurídicos e sociais) para decidir se uma criança de 12 anos interrompia ou não uma gravidez [fosse essa gravidez resultante de um abuso ou "não"]. Uma criança de 12 anos!
E vivemos a pairar na expectativa e antecipação das decisões (de quem de direito??)?!?..

Estamos a ficar habituados a tudo. "Eles" que decidam! Já não nos choca se 200 ou 300 meninas são raptadas (seja para que finalidade for, são raptadas), Se mães vendem os prostituem os filhos, se pedófilos vão poder continuar a trabalhar com crianças, se filhos cortam os pescoço à mãe, se o ex-marido mata a família toda da ex-mulher, se um sujeito mata outro e lhe come partes do corpo. Desde que seja longe, não me toca a mim.
Num pais onde os homossexuais são mais discriminados que os predadores sexuais (entre eles os pedófilos) porque lhes é permitido o anonimato.

Hoje estou mesmo zangada com os jornais, porque me entristece ver o caminho que seguimos. Os jornais só noticiam, eu sei e também sei que posso escolher não ler, mas os jornais também pode escolher as notícias ou forma como as apresentam. Há uma banalização e uma dependência do chocante, do sangue, da malvadez, do cruel, do imundo que nos afasta cada vez mais do "humanismo" e da convergência que é suposto termos mais presente nas nossas vidas. Deveríamos ser nós a recusar o que não nos alinha com a verdadeira essência.  
E não, não é nenhum tipo de censura, é apenas tristeza e desagrado pelo que me faz sentir.

11 de março de 2014

O paracetamol

Não é para alarmar mas parece que o paracetamol (ou o acetaminofeno) foi alvo de estudo e afinal não assim tão seguro quando ingerido durante a gravidez.
Este estudo concluiu que o uso durante a gravidez está associado a padrões persistentes de desenvolvimento de desatenção e hiperactividade na primeira infancia. E como é um analgésico extremamente popular e de fácil acesso, os resultados do estudo são de relevancia para a saúde pública sugerindo-se uma investigação mais profunda.
Enquanto se desenvolve a investigação, ou enquanto os donos dos laboratórios tentam arranjar maneira de contradizer este estudo, talvez seja melhor prevenir e jogar pelo seguro.
Aqui a publicação.
Faz-nos pensar, não? 

10 de março de 2014

Os vendilhões do templo


Berlusconi, ou uma das suas empresas de comunicação (a mesma de revistas especializadas em celebridades e fotos de paparazzi), lançou no passado dia 5, uma publicação semanal sobre tudo o que o papa faz e diz. Um primeiro número de três milhões  para manter o povo informado de todos os passos de um homem que não quer protagonismos,  e se vê assim metido mais ainda no mediatismo reles. 
Com direito a poster duplo e tudo.
Sim, é um homem que ganhou a simpatia do mundo, vamos lá então acarraçar-nos a ele. Há aqui um nicho de mercado, se cada número custar o valor simbólico de 0.50€ (toda a gente pode pagar  50 cent para ver o papa, até conta como boa acção e tudo).  Ah, milhão e meio!... Até os oiço as esfregar as mãos.
Estarei a ficar maluca?  Sou só eu? 
É claro que existe muita coisa que não deveria existir, mas esta anda a chatear-me há uns dias. É só isso.

30 de janeiro de 2014

A (pouca) vergonha

Nós já sabemos que só mesmo neste país, nesta sociedade, é que idiotas chegam a "responsáveis máximos".

Lendo este artigo da Visão, questiono-me como é que um idiota destes tem o desplante  e a pouca vergonha de demonstrar tanta falta de respeito pelas vitimas e pela dor das famílias?
É que não foi um acidente como outro qualquer, não foi o barco que se virou por força da natureza, foi um acidente que aconteceu por força de estupidez humana.
E só mesmo um idiota com a mania da perseguição acha que o mediatismo que se gerou em volta destas mortes foi por manipulação dos pais da vitimas e alguém com interesses contra a Lusófona.
Claro que sim, e só falta mesmo dizer que os jovens morreram de propósito só para a Universidade ficar mal vista.

Ó senhor, vá-se curar, quem tiver interesses contra a Lusófona só precisa de ficar quietinho a observar, o senhor já faz o suficiente sozinho.

14 de novembro de 2013

Diabetes séc XXI

A diabetes já não é uma doença só do foro alimentar. A diabetes evoluiu na razão directa do aumento do stress, da falta de horas de sono, do aumento de poluição, pesticidas e toxinas de todos os géneros.
Já não são só a má alimentação, o sedentarismo e a predisposição genética as grandes culpadas pela resistência à insulina.
Em Portugal quase 10% da população é diabética, com 30% em risco porque a população está a envelhecer e a comer cada vez pior. Verdade. 
Nem vou falar da má alimentação, do excesso de comida processada e alimentos refinados, já todos sabemos.
Falo das dificuldades em colocar bons alimentos na mesa, falo no stress a que as pessoas estão sujeitas, com receio de perder os seus empregos, com receio de não conseguir criar os filhos.
Falo da percentagem de jovens adultos que dormia 8 a 9 horas por noite e que diminuiu para cerca de metade nos últimos 50 anos (estas estatísticas são americanas mas acredito que a realidade portuguesa não esteja longe). Estudos dizem-nos que quando pessoas saudáveis são privadas de chegar à fase mais profunda do sono durante três dias, a sua capacidade para processar açúcar diminui cerca de 23%. 
Falo de estudos que sugerem que a exposição a pesticidas pode ser uma das razões para o desenvolvimento de resistência à insulina maior de que a obesidade, o sedentarismo ou a predisposição genética.
A questão dos pesticidas é preocupante (e não me refiro a ser acidentalmente pulverizado no meio que uma qualquer cultura), os pesticidas estão por todos os alimentos que nós ingerimos quase todos os dias. As cargas de hormonas injectadas no gado, as concentrações de organofosfatos que estão a ser encontrados na urina das crianças. 

Desde 2011 que é proibido na UE (e em Portugal) a utilização de bisfenol A (BPA) na produção de biberões. Foi preciso chegar a 2011.
O bisfenol A é um químico (e uma toxina) que se adiciona ao plástico (para o tornar mais resistente) para a produção de embalagens alimentares. Estudos feitos em animais revelam que após o consumo desses alimentos, em 30 minutos diminuem os níveis de açúcar no sangue e aumentam significativamente os níveis de insulina. Após quatros dias a toxina  está a estimular o pâncreas a produzir mais insulina. 
O BPA mostrou ter a capacidade de imitar a acção do estrogénio no organismo. Um artigo numa revista americana de saúde diz que concentrações maiores de BPA na urina (humana) está associado a um risco 300% maior de doença cardiovascular e um risco de 240% maior de diabetes.
Não sei hoje em dia qual a quantidade de bisfenol A que se produz no mundo mas pela quantidade de coisas em que é usado, suponho que ainda alguns milhões de toneladas. O bisfenol é também adicionado ao revestimento interior de latas de conserva e garrafas, aliás, numa rápida passagem pela net descobre-se rapidamente a multitude de utilidades que são dadas ao BPA. E estamos a falar de uma única toxina. Milhares de químicos sintéticos nascem todos os anos para a produção comercial.
O papel branqueado, por exemplo, rolos de cozinha, guardanapos, lenços, papel higiénico branqueados em que as dioxinas resultantes do cloro são extremamente cancinogénicas.
Detergentes "antibacterianos" que em presença do cloro da água formam clorofórmio e dióxinas cloradas (poluentes ambientais).
Um sem número de químicos presentes em cremes, vernizes, batons, champôs, lubrificantes, lacas, óleos de banho, condicionadores, exfoliantes, pastas de dentes....
90% de todas as exposições tóxicas acontecem em casa, principalmente a partir de produtos de limpeza domésticos, cosméticos e de higiene pessoal.

Por isso, uma boa alimentação com os melhores produtos possiveis e o menos processados possível, boas horas de sono, aprender a sossegar a cabeça, a meditar ou se isso for de todo desprezível, arranjar um animal de estimação. Reaprender a fazer uma vida mais natural, existem boas opções de produtos naturais de higiene e em casa para a limpeza domestica, o vinagre (o cheiro desaparece em pouco tempo), o bicarbonato de sódio, a água oxigenada, o sumo de limão são algumas boas opções, biodegradáveis e não são tóxicas.
E não esquecer a roupa, acrílicos são plásticos.

No fundo, o que nos falta é informação.
Foi neste livro que comecei a conhecer e a compreender melhor todo este intrincado funcionamento. Se desse lado existir paciência para este tipo de leitura, recomendo.

13 de novembro de 2013

Os filmes violentos e as crianças

Estava a espreitar esta notícia e o estudo a que faz referência e estava a lembrar-me de um filme que vi não há muito. E quem diz Elysium, diz Kill Bill ou qualquer outro filme do Tarantino, e não é o único, as referências são quase infinitas.
Adoro filmes e séries e via tudo o que podia (por estes dias só vejo mesmo é o Disney Júnior) e talvez seja pelo que só vejo hoje em dia ou porque o meu ponto de vista agora abrange uma criança e vejo a vida com olhos de mãe, mas, como dizia o outro senhor, não era necessário. 
Nós queremos que a violência nas escolas acabe, nós queremos que as nossas crianças cresçam crianças, felizes, tranquilas a fazerem coisas de crianças. Nós queremos formar futuros adultos íntegros, respeitáveis e respeitadores.
Mas, dizia eu que estava a espreitar a notícia e como me lembrei do filme, fui ao IMDb ver para que idades um filme com pessoas literalmente a explodir em todas as direcções, e granadas a rebentarem a cara, e facas e espadas a cortarem tudo e mais alguma coisa que se lhe aparece à frente, seria. 
Eu acho que vi mal, ou então há algum erro ou eu penso que este M/12 é uma coisa e afinal é outra, não sei, sinceramente, não sei.


Ainda sou do tempo em que havia filmes proibidos a determinadas idades, proibidos mesmo, depois vieram os NA (não aconselhável), agora, agora provavelmente só existem M/6 ou M/12 porque depois de um filme destes qualquer miúdo de 12 anos pode ver o que quer que seja.
Talvez esteja a malhar em ferro frio ou talvez seja já uma guerra antiga e eu como praticamente não vou ao cinema só esteja a ver a coisa já fora do tempo mas bolas, quando se diz que antigamente não havia nada disto, não havia mesmo, e apesar da violência não ser coisa que não existisse, não se passavam nas escolas nem um décimo daquilo que se passa hoje em dia. Quando é que ouvimos pela primeira vez que uma criança levou uma arma para a escola e matou não sei quantas pessoas? 
Ou será que estou a exagerar?

6 de novembro de 2013