25 de novembro de 2017

Telefonar ao Pai Natal

Sou uma trouxa por  tudo o que seja magia, mas não é a magia dos mágicos da televisão, é a outra magia, a magia espontânea que sai do coração das pessoas quando se permitem sentir e emocionar com as coisas mais simples da vida.
Sim, sou uma trouxa pela magia do Natal, pela ideia do Pai Natal, pela mensagem de dádiva e proximidade entre as pessoas, pelo enlevo ou encantamento de que podia ser assim, tudo tão simples, sem falsidades nem objetivos ocultos.  
Ver o mundo pelos nossos olhos de criança, pena que se perca pelo caminho, é urgente sermos crianças de vez em quando. E é urgente prolongar esse olhar pelo ano todo, pela vida toda.

Mas nesta altura, no Natal, surgem sempre anúncios fantásticos que nos transportam para esses mundos de emoção e que nos tocam ao coração.  Não falo do anúncio do Cristiano, da PlayStation, falo do anúncio da NOS, onde o pai conta um segredo ao filho e lhe dá o número de telefone do Pai Natal.
 Longe de publicidades, o anúncio que se segue:



Ficamos com vontade de ligar e de falar com o Pai Natal. E não é para pedir nada, é só para reforçar a ideia mágica do Natal...

Para quem se deixa levar como eu e ainda não apontou o número:  935007070
(Válido talvez só durante as Festas)

22 de novembro de 2017

É tempo de conceder desejos



Este ano a árvore de Natal da escola vai ser diferente. Vamos todos ajudar a realizar desejos. É tempo de ajudar, é tempo de dar esperança a quem mais nada  tem.
Cada estrela fica por um euro.
Cada criança entrega na escola uma estrela com uma frase, e a julgar pelo quantidade de estrelas que muitos traziam hoje ao final do dia, muitas das árvores deste Natal, vão ter uma intenção diferente este ano. Ainda bem!
As crianças são fantásticas, no seu pequeno-grande mundo não há espaço para crianças em sofrimento.

18 de novembro de 2017

Faça acontecer

Foi por ter recebido a mensagem no telefone a convidar à participação que pensei "já passou um ano?"
Quem participou noutras edições recebeu provavelmente uma sms a lembrar, quem nunca participou, vai sempre a tempo de começar. É só até dia 22.
E sim, passou um ano, parece impossível. Senti o dever e a vontade de partilhar, é das pequenas coisas em que parece que podemos ter uma palavra a dizer.


Cinco posts abaixo (passou um ano) está tudo explicado, igual ao ano passado. Não há que enganar.
Rápido e fácil.

25 de março de 2017

O dinheiro cá de casa




No seguimento do post anterior, por cá gasta-se dinheiro em cromos, muito dinheiro,
Tendo em conta que cada um dos meus cromos custa 20€... não há dinheiro que resista para a mulher da casa, para álcool há dinheiro para álcool sim, principalmente etílico, claro!

O dinheiro dos homens do sul da Europa

Numa altura em que todos nos sentimos atacados na nossa dignidade porque nem todos gostam ou gastam dinheiro em mulheres, e nem todos gostam ou gastam dinheiro em álcool, é importante lembrar-nos que todos somos diferentes, todos temos direito à nossa opinião e todos podemos acreditar e levar a peito a opinião dos outros sobre nós.

Dentro do contexto em que foi dito, podemos encarar aquela frase do Sr Dijsselbloem apenas como um exemplo, ele disse "álcool e mulheres" como poderia ter dito "cromos e gomas" e eu provavelmente ter-me-ía sentido mais atingida do que senti.
Mas é um bocadinho dúbio, as palavras que ele escolheu ecoaram, talvez por ser aquilo em que os homens mais gastam o tal "dinheiro mal gasto".

Eu concordo com o que o senhor disse, concordo sim, ele tem razão, a infelicidade foi ter escolhido dois exemplos que podem ser vistos apenas como tal mas que também se prestam para dar uma ferroadazinha. E somos todos crescidinhos não é? Não precisamos de ferroadas, sabemos trabalhar, gerar riqueza e poupar. Se não fazemos é porque não nos apetece (!)

O facto de ele não ter dado como exemplo gastar dinheiro em sapatos, malas ou perfumes também pode ser visto por  dois prismas - ou a sociedade ainda está demasiado masculina para as mulheres e o dinheiro que gastam não serem considerados relevantes, ou, não se toca no assunto porque as mulheres querem-se bem arranjadas e cheirosas para levar a sair e... talvez beber um copo.

27 de fevereiro de 2017

Boas ideias e bons exemplos

Não podia deixar de dizer o quanto me orgulho. 
Politicas à parte, e sabendo a resistência que estas ideias encontram, o primeiro passo é sempre o mais difícil. E cheia de orgulho e com um grande sorriso interior  sinto que hoje foi encurtada a distância rumo a um mundo melhor.

10 de novembro de 2016

Orçamento a votos


Para o cidadão lisboeta mais distraído, o Orçamento Participativo de Lisboa está a votos. São 182 projetos para eleger 88.
No site [Aqui] explica tudo. Clicando em "Edição Atual" e depois em "Projetos em Votação" dá para ficar a conhecer cada um deles. Cada cidadão tem dois votos - um para projeto estruturante e outro para projeto local. Votar é fácil, pode ser presencialmente, por internet ou, o meu preferido, mandar um SMS gratuito para o nº 4310 com  o nº do projeto que queremos.
A votação decorre até 20 de Novembro. 

9 de novembro de 2016

Democracia

Chama-se democracia, é o poder do povo, na sua mais simples definição. E é isso que é preciso respeitar.
Claro que nos perguntamos como tal foi possível, mas na verdade não interessa porque não muda nada. Já conhecemos a imprevisibilidade americana nestas coisas, de outros carnavais.

Não que as pessoa não possam decidir, de repente, votar à esquerda ou à direita mas, votarem em alguém que não tem valores nem princípios nem ética, deixa-me um bocadinho arrepiada. 
Mas pronto, muito já se disse e escreveu (e se viu) sobre as “virtudes” do senhor em questão.

Mas a ideia aqui era outra, de manhã queria explicar ao meu filho o que se tinha passado durante a noite. Não tive muito sucesso porque a atenção dele estava mais virada para o jogo que estava a jogar do que para a minha conversa.  Comecei por lhe dizer que nas eleições dos Estados Unidos tinha ganho um senhor que não era nada educado e não me parecia ser boa pessoa, disse-me que já sabia… era Donald (como o pato) Trump, tinha ouvido nas notícias.

Eu tinha imaginado uma conversa, nos trinta minutos que temos de trânsito para a escola, em que lhe falaria dos valores humanos, dos direitos, das diferenças culturais e do quanto isso pode ser enriquecedor, na satisfação de aprender uma língua e comunicar porque se somos todos iguais no mais importante que define o ser humano, também somos todos diferentes nas escolhas e gostos e vontades, e, essa descoberta no outro é valiosa, e o respeito deve prevalecer sempre.
Claro que a conversa ficou para outro dia.  Disse-lhe que sim, é Donald como o pato e pensei no boneco a explodir de raiva quando as coisa não lhe correm de feição, e cheguei à conclusão que talvez o meu filho soubesse mesmo do que estava a falar.

E sobre isso, de explicar às crianças… vale a pena ler este artigo do Público e mais este Huffington Post.

7 de novembro de 2016

Vem aí o S. Martinho


Quentinhas, agora sim, já apetece!
É já na próxima sexta, dia de S. Martinho, das 11:00 às 22:00h.
A CMO oferece aos munícipes e a quem quiser lá dar um saltinho, no Centro Histórico de Oeiras, 3 toneladas de castanhas - assadas!!!
O ano passado não estivemos lá mas em 2013 foi assim. E em 2012, assim
E às 18:30h inauguram-se as luzinhas de Natal.
Fica o convite.

3 de novembro de 2016

A magia de crescer


Na semana em que perdeu três dentes, fez também os sete anos e recebemos este video por email. 
O tempo passa demasiado depressa e a pressa de crescer é tanta que quase não têm tempo para apreciar a magia. Por isso fazemos questão de insistir um bocadinho, a magia na infância é poderosa, daí virão memórias e emoções que nos fortalecerão ao longo da vida.

Até 2086

E posto isto, (aqui), já vamos com dois dias de atraso, era já hoje, agora mesmo, sair porta afora e voltar (provavelmente sem vontade) só lá para janeiro.
Aproveitar os 20º e dar um passeiozinho no paredão em Oeiras, ou ir já para o alentejo e só voltar a falar em Lisboa para o ano, ou aproveitar qualquer outra coisa, uma qualquer. 
Já que valemos menos, façamos alguma coisa que nos alegre.
Não consigo, no entanto, deixar de pensar no porquê?
Valemos menos porquê? Temos dois braços, duas pernas, estudamos, trabalhamos, organizamos a casa, a família, tratamos dos filhos, dos pais, do marido... 
Talvez façamos demasiadas coisas. Talvez seja a ideia de "o que é demais enjoa", talvez seja isso. Estamos demasiado lá, as pessoas enjoam-se de nós, fartam-se. Não lhes damos oportunidade de sentirem a nossa falta, aconteça o que acontecer, estaremos sempre lá, garantidamente, têm-nos por garantidas. Somos um mal necessário.
Brinco, mas, estarei assim tão longe da verdade?
O que faremos para mudar isto?





O doce (de) Halloween

Entrar a matar (ou a cortar)


Uns dedinhos de zombie, cortados de fresquinho, para acompanhar o café ou o chá.
A criança da casa não achou muita piada, diz ele que não gosta de amêndoas... e pensando bem, é verdade, não que não goste de amêndoas, mas todo o resto implícito, se calhar andamos todos a exagerar um bocadinho. E é em escalada, não sabemos fazer a coisa de mansinho. 
Quando eu era miúda (nem havia halloween), se por acaso nos apetecesse brincar a alguma coisa assim mais visualmente forte, fazíamos um risco na cara com uns tracinhos atravessados e tínhamos uma cicatriz para nos assustarmos umas às outras na brincadeira. Não havia nada tão visualmente descritivo de coisas nojentas e assustadoras como hoje. É um milagre eles não acordarem com pesadelos. 
Ainda assim este ano deu-me para isto, nem faria nada se na escola não pedissem sempre aos pais para fazerem umas coisas horripilantes para comer. Na escola tudo é uma festa.

Caso interesse, é a massa das bolachas de manteiga, vai ao forno com a amêndoa e depois (para que a amêndoa não caia), é colada com doce de morango. A massa fica mais escura que o normal porque uso açúcar de côco (que é castanho escuro). A ideia veio da net.


26 de outubro de 2016

Tão desiguais que nós somos

Daqui

A (des)igualdade económica dos géneros está hoje nos jornais.  
Segundo o Fórum Económico Mundial, a igualdade só será atingida dentro de 170 anos (as projeções do ano passado apontavam para 118 anos), por isso, até 2186 as nossas filhas, netas, bisnetas, trinetas e as suas filhas, trabalharão bem mais para conseguir ganhar tanto quanto qualquer homem que faça o mesmo que elas, tendo estudado o mesmo (ou mais) e tendo até, muitas vezes, obtido melhores resultados que eles. 
Seria possível imaginar o oposto? Claro que não, e também não seria justo.

A Islândia lidera o ranking dos países com menor fosso económico entre homens e mulheres, com um governo que se diz empenhado em acabar com essa desigualdade até 2020.
Em 1975, 90% das mulheres Islandesas fez greve no dia 24 de Outubro, ganhavam menos 60% que os homens. 41 anos depois, elas ganham menos 14% a 18% que eles, e às 14:38 de segunda-feira passada, hora a que teoricamente começam a trabalhar de graça, elas fizeram greve.
É o Women's Day Off, um dia de ação e protesto, um dia para sublinhar a importância da mulher na sociedade e a sua contribuição para a economia do país. Que bom para elas.

Num país em que se fez uma revolução com cravos (orgulho!), não há grande tradição de protestos no feminino, estamos em 31º lugar com tendência a descer. A nosso favor talvez estejam mesmo estes exemplos que vêm de fora (que nos podem fazer ter um bocadinho de vergonha na cara), isso e o facto de ainda não nos ter dado na veneta fazer um "Tug(a)exit".

Outro exemplo a ensinar-nos qualquer coisa? Rwanda!

9 de agosto de 2016

Funchal

Vemos as notícias e ficamos aterrados. Pensamos nas pessoas que conhecemos, e nas outras também.
Empatizamos e não podemos fazer nada. Estamos longe, assistimos incrédulos às imagens do desespero.

Ainda não eram oito da noite, ouvi nas notícias, que o exército ía ser enviado. Às dez da noite ainda não tinha saído ninguém. Se o exército existe para dar resposta a estas situações, se tem os meios para tal, porque é que só vai quando a situação já é de calamidade?
Mesmo por cá, no continente, bombeiros exaustos há 3 e 4 dias a combater frentes de não sei quantos quilómetros. E o exército? Está de prevenção a quê?

E agora? Vamos continuar  a colocar os pirómanos com termo  de identidade e residência (vê-se  que serviu de muito e teve bons resultados) e permitir-lhes continuar a comprar fósforos? 
Vamos responsabilizar quem de direito ou vamos esperar para ver se o Cristiano Ronaldo se chega à frente para ajudar a sua querida Madeira e desresponsabilizar os (ir)responsáveis? É que Portugal vive muito disso. Há sempre gente pronta a ajudar (e ainda bem) e há sempre quem se aproveite disso.

"Não se pode chamar pirómano" diz a senhora na televisão. Se um sujeito  matar alguém com uma arma, vai preso, se outro incendiar uma aldeia e der cabo da vida a não sei quantas famílias... tem que se fazer um estudo e não se pode chamar pirómano porque pode ser o álcool, uma depressão, uma comissão que queira fazer um estudo e de quem ele se possa aproveitar, etc.
Há qualquer coisa na lei de muito podre. Quase que se protegem mais os delinquentes - coitadinhos, precisam de ser reabilitados - do que as vítimas... É mais reagir do que prevenir, ou será impressão minha?
Há qualquer coisa na forma como  se vive em "justiça" que cheira muito mal.

Tive que virar costas, não conseguia mais ver as imagens.
Estes fogos, toda esta loucura, é extremamente injusto.  Ninguém merece isto.

O fumo que cobre o país

Lisboa, hoje, 7 da manhã
O ar está pesado, é difícil respirar. Não é só o calor, o cheiro do fumo está por todo o lado, e, dentro de nós, porque sabemos o que se passa no país, algo nos leva à janela e faz-nos olhar em volta, só para prevenir qualquer coisinha.

As imagens sufocam em todos os sentidos, e nós sufocamos com eles, bombeiros, vitimas, pessoas que ajudam, animais. É preciso coragem para ser bombeiro neste país. É preciso coragem e uma vontade muito grande de ajudar os outros.

Dizem que é a doença, ou, em alguns casos, talvez seja uma forma de se adquirirem terras, ou levar a cabo alguma vingança, ou talvez um cigarro, ou um pedaço de vidro, ou a tal fogueira, ou o foguete, ou... ou.
São demasiadas hipóteses, o pior são as vidas que se perdem. 

E o ar pesa, e o fumo está por todo o lado, parece que o país inteiro ardeu numa noite.

7 de agosto de 2016

Um bom conselho para este verão



Sem querer "envangelizar" ninguém, partilho aqui bons conselhos. Até porque no verão é mais fácil, vivemos bem com as saladas e a fruta. É uma excelente altura para começar.
Conforme o hábito vai tomando conta de nós, torna-se cada vez mais fácil arranjar alternativas. Depois sentimo-nos melhor e ficamos mesmo mais saudáveis. Claro que viver à custa de massa e pão, não conta. Na net existem milhares de sugestões onde encontrar ideias. A proteína vegetal é uma boa substituta e não pode ser esquecida.
Para o bem da nossa saúde, vale a pena pensar no assunto.
Como alguém dizia não há muito tempo, "comer animais já não é uma causa pela sobrevivência, é uma escolha!" e não é assim tão saudável.


25 de julho de 2016

O campo tem destas coisas, ou, o que nos tira o sono

Com as férias ainda a alguma semanas de distância, vamos enganando o cansaço com as idas, todos os fins de semana, ao Alentejo.

Tirando aquelas noites abrasadoras, temos conseguido dormir melhor lá (no campo alentejano) do que cá (na grande cidade). Talvez pela sugestão do descanso.

Todas as manhãs antes das 7 da manhã, o pastor passa (não muito longe de nossa casa) pelo caminho de terra batida, e o chocalhar do rebanho não incomoda, faz parte dos sons frescos da manhã, tal como os passarinhos e ainda alguns grilos.
Mas ontem, perdeu-se uma ovelha, às vezes acontece, alguma que vai mais distraída a pensar na sua vidinha e acaba tresmalhada por algum tempo. E perdeu-se por ali, relativamente perto da casa. Durante uma meia hora que me pareceu infindável, a coitada, assustada, baliu.  E baliu  como se não houvesse amanhã. Ao longe outra ovelha respondia-lhe e, durante quase 30 minutos, o diálogo manteve-se, tão alto quanto as cordas vogais lhes permitiram.
Para ajudar, um galo, suficientemente perto para chatear, teimava em meter-se na conversa.
Eu, de janela aberta por causa do calor, já não preguei olho.

A semana passada foi uma cobra que depois do jantar nos entrou dentro de casa. A correria e a confusão eram tantas. Luzes acesas, portas escancaradas, e o bicho, talvez mais por susto do que por vontade, lá entrou casa a dentro, direitinha ao nosso quarto. Por sorte vimo-la  senão ainda lá estava, atrás do roupeiro. Tirá-la de lá foi uma aventura, foi mais uma que valeu pela excitação dos miúdos. E lá foram eles todos atrás do avô que conseguiu agarrar a cobra pelo rabo e levá-la pendurada para longe da casa.
Adormecer nessa noite foi mais complicado.

O campo tem destas coisas. E não as trocávamos por nada.

21 de julho de 2016

Afirmação


Está a crescer, encontra formas de se expressar. O pensamento foge-me e imagino-o a descobrir as tatuagens. Não me retenho muito tempo nesta ideia, não vá ele perceber só de olhar para mim.

É um período de mudança, a deixar uma fase e a entrar noutra. O resultado é encantador, a atenção divide-se e mistura-se entre as coisas infantis e as juvenis.

Adoro!

15 de julho de 2016