Estava a precisar de ânimo e isto veio mesmo a calhar.
4 de dezembro de 2013
2 de dezembro de 2013
Ele há cada um
Com o ordenado mínimo nos 475€, o aumento do custo de vida em geral (mais agora com o novo ano a começar), greves constantes condicionando o funcionamento regular da sociedade e originando faltas e atrasos nos empregos, a riqueza do país na mão de uns quantos, uma classe política que legisla para se proteger a si própria, é difícil para o comum português manter uma vida estável e organizada.
Ter mais que um ou dois filhos na conjuntura actual, é um acto de coragem.
Por tudo isto me indignei quando li que no entender de D. Duarte Pio "a baixa da natalidade em Portugal compromete gravemente a sustentabilidade económica e que a lei do aborto a pedido tem provocado um genocídio encorajado pelo Estado e pago com os nossos impostos."
Votei a favor do aborto das duas vezes que fomos chamados a dar a nossa opinião. Votei a favor porque me revolta que nesta realidade patriarcal e temente a uma cúria cada vez mais obesa se apoderem dos direitos e decisões sobre o corpo e vida da mulher. Nenhuma das pessoas que vote contra o aborto se vai oferecer para pagar a alimentação ou educação dos filhos de quem não tem capacidade para isso.
É claro que sou a favor da vida, não sei se algum dia teria coragem para fazer um aborto mas sinto-me mais segura numa sociedade onde temos escolhas.
Quer parecer-me que D. Duarte está tão desfasado da realidade que ache que qualquer mulher faz um aborto com gosto. E logo no nosso país, com tantas ajudas e incentivos à natalidade.
O maior desespero de uma mãe deve mesmo ser o de não poder alimentar um filho, é de uma crueldade intolerável votar uma mulher a uma situação dessas.
Sinceramente, e eu que achava que era só Mário Soares que estava a ficar senil.
29 de novembro de 2013
28 de novembro de 2013
"Acção de Graças"
Ontem no carro, não sei bem como começou a conversa, eu e o meu pirolito falávamos de gratidão, de estarmos gratos.
Tentava que ele percebesse o que significa estar grato e ele dizia-me enquanto percorríamos a auto-estrada:
- Estou agradecido pelos sinais e pelos semáforos senão não conseguíamos chegar a casa.
Chegámos à portagem e ele continuou:
- Estou agradecido pela portagem...
-Ó G, pela portagem?
- Sim, senão como é que pagávamos?
Seguiu-se uma conversa mais ou menos profunda sobre as verdadeiras razões pela gratidão, o que sentimos em relação a algo e o que essa existência acrescenta à nossa vida. Se não existisse portagem, não pagávamos.
Envolvidos na vida, nas dificuldades do dia a dia destes últimos tempos, não temos tido muitas razões para estarmos gratos.
Não me considero uma pessoa pessimista por natureza, mas acredito que nestes tempos interessantes que se vivem, o pior está ainda para vir. Mas das grandes depressões emergem grandes soluções, reequacionam-se valores e atitudes e descobrem-se novos rumos, São os ventos da mudança, talvez o tempo de passar o testemunho e deixar uma nova geração fazer o trabalho. Quando se toca no fundo o único caminho que resta é para cima.
Temos ainda um longo caminho a percorrer, até porque todos juntos como sociedade ainda não chegámos ao consenso, não temos ainda valores comuns em consonância com o degrau seguinte na escada da evolução, subsistem ainda muitas diferenças, mas, o tempo de dar graças chegará um dia e numa época de energias renovadas compreenderemos finalmente.
Haverá coragem para dar graças pelos tempos que se vivem?
Também somos exemplo
É tão estranho, não estamos muito acostumados a ver Portugal como um exemplo a seguir. Mas que tem um gostinho especial, tem, ainda para mais quando o bom senso impera.
27 de novembro de 2013
Histórias que nos inspiram
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| WireImage |
Aqui há umas semanas escrevi um post sobre uma notícia que corria na net pedindo voluntários (nos EUA) para ajudar ao desejo que uma criança de 5 anos com leucemia tinha em ser o Batkid. A cidade de São Francisco preparava-se para "parar" e proporcionar algo de espectacular a um pequeno herói, e contava com a ajuda de voluntários para dar um pouco mais de credibilidade à aventura.
As pessoas responderam, 11 mil pessoas responderam, colocaram de parte as suas vidas por um bocado para ajudar ao grande desejo e proporcionar a maior alegria da vida de uma criança. Durante um dia inteiro uma criança com leucemia de certeza que nem se lembrou que estava doente e viveu o melhor dia da sua vida.
E histórias assim tocam-nos e inspiram-nos. E o mais engraçado é que todos nós somos capazes de fazer pequenas diferenças nas vidas das pessoas só que às vezes escolhemos não o fazer ou estamos tão centrados em nós próprios que nem nos lembramos disso. E é tão simples, não custa nada ter uma atitude gentil, fazer algo de especial pelos outros, mudar o mundo aos bocadinhos.
26 de novembro de 2013
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