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21 de janeiro de 2014

Petiscos improváveis


Domingo à tarde a comer Tomate Cherry enquanto vê desenhos animados. Um avanço do outro mundo em relação aos doces.  
Eu também era assim.

3 de novembro de 2013

Ainda o Halloween


Foi uma pequena viagem no tempo. A escolinha antiga do G caprichou e fez uma festa de Halloween à "séria". O meu piolho foi a uma festa à noite, caçou tesouros escondidos, andou às escuras em explorações no jardim e fez com toda a certeza muitas mais coisas que não teve tempo de me explicar.
As regras eram deixar a criança às 19:30 e voltar às 22 :00. A recolha de doces pelas redondezas (previamente combinada com os vizinhos) estava a cargo dos mais velhos. Os mais pequenitos ficariam confinados ao jardim e todas as surpresas que este contivesse. Poderiam mascarar-se a rigor ou não. E era festa com jantar.

Não sabia muito bem como a coisa ía resultar mas ver a "Cala" e a Dita trouxe-lhe de certeza memórias, depois o L e a G com quem continua a encontrar-se também ajudaram a que se sentisse melhor. É curioso mas apesar de ter várias memórias do espaço (e ainda por cima estava escuro) e de algumas pessoas, não se lembrava de muitos dos colegas, assim como eles não se lembrava do G.
Quando cheguei às dez da noite (é verdade, ainda nem acredito!) veio a correr mostrar-me o balde com os smarties no fundo. Estava divertido aos saltinhos mas disse-me que não se riu muito e sei que queria toda a atenção (que não pode ter) dos amigos. Expliquei-lhe que os amigos queriam brincar com todos, não podiam brincar só com ele e disse-lhe que era um sortudo porque era o único menino que tinha amigos em duas escolas. Isso pareceu fazer toda a diferença porque apesar de não dizer nada fez um grande sorriso.

Foi bom, foi bom pela festa e foi bom pela etapa. Estar num ambiente quase desconhecido, ter amigos, partilhá-los e perceber (ou ver) que a amizade não pode ser exclusiva, que a vida também tem outros caminhos, não gira à volta dele.
Resta-me acrescentar que a Carla e a Dita (e mesmo as outras educadoras que o conheciam) lhe fizeram uma grande festa, todos gostaram de o ver, fomos muito bem recebidos, foi muito bom.
O G não se mascarou, desde o primeiro Halloween da vida dele que nunca permitiu sequer uma teia de aranha pintada na cara, ainda levou um chapéu de bruxa, perdão, de feiticeiro que colocou por um ou dois minutos, depois, voltou a ser ele mesmo. Escusado será dizer (apesar de não parecer possível) que não tenho fotos do evento... estava mesmo muito escuro e os pais não estavam convidados.

4 de setembro de 2012

O primeiro dia


Foi uma frente unida (só podia, não é?) que todos armámos para este temível dia.
A criança foi "bombardeada" (mas sem exageros!) com frases de encorajamento para encarar com agradável expectativa a mudança de escola. E ele ía feliz, e quando viu o escorrega enorme ficou ainda mais feliz.
Tentei disfarçar ao máximo a minha angustia (de mãe), viémos a cantar pelo caminho e rimos e foi tudo muito leve e agradável. Só foi pior quando falou no L (melhor amigo) e na G... disse-lhe que eles estavam noutra escola (não menti) e mudei de assunto rapidamente.

Seguimos directamente para a entrada (sem passar pelos baloiços), à porta a desconfiança instalou-se e dali não quis passar. A educadora veio ter connosco para o encorajar a entrar, e nada.
Com muita tranquilidade peguei-lhe ao colo com a promessa de que lhe faria companhia ainda durante algum tempo, lá fomos. Ficámos a saber que a sala dos três anos é a sala dos sapinhos, toda em tons de verde. Lá dentro a auxiliar e mais três meninos. O D e o P vieram trazer-lhe carrinhos e ele lá foi ver a caixa dos brinquedos.

Vou saltar a parte em que tive que me vir embora porque ainda que ele tenha sido levado para ver o cão (a escola tem um cão!), as lágrimas eram muitas (as dele porque eu consegui disfarçar) e ainda fiquei uns minutos no carro a tentar recompor-me.

Perto da hora do almoço a educadora já me dizia ao telefone que nem parecia que era o primeiro dia numa escola nova.
As nossas cabeças (adultos e crianças) são tão diferentes e ainda bem. A nossa experiencia de vida e medo de sofrer e principalmente querer evitar-lhes todo o tipo de sofrimento é que estraga tudo. Sofrer é inevitável, faz-nos crescer e isto não é sofrer, isto é mudança. Mudar é sempre bom.
À tarde a caminho de casa pediu-me para ir outra vez para a escola :)

Hoje ficou aos saltinhos de alegria porque íam fazer uma pintura.
Ah (suspiro!) esta vida de mãe é uma corrida de obstáculos mas com toda a certeza, de bem mais de 3000 metros. E agora, entre barreiras, retomo um bocadinho o fôlego.