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21 de agosto de 2014

Fomos a Belmonte


Parece que Belmonte está na berra. Fomos lá passar dois dias. Aproveitámos a última noite da feira medieval e passámos os dias com o rabo no Zêzere. 
Para quem nunca lá tinha ido (como eu), recomendo. É lindo, ficámos rendidos. A paisagem é de perder o fôlego, e eu, com as duas máquinas variadas (as duas!) senti-me tão...  tão...  tão miseravelmente inútil!
Ficam as imagens que ainda no inicio consegui recolher e valeu-me (+-) o telefone.

Os dois "passarinhos" que se vêem aqui logo no início, eram (cada um) bichinhos para vários quilos e com um tamanho de assustar o mais distraído dos mortais.
Muitos jogos de época (ou nela inspirados) e muito muito artesanato.
Muita alegria, muita luz, muita cor, muita gente.

A feira




Um pouco da paisagem [pela lente do telefone :(] e a praia fluvial .




Para fugir à cidade, é do melhor.

9 de setembro de 2013

Viseu (parte II)

A primeira vez que pensei a sério em Viseu foi quando me inscrevi na faculdade. Tínhamos (acho que ainda é assim) que colocar as várias faculdades por ordem de preferência, primeiro vinha Lisboa porque era cá que vivia, depois coloquei Viseu e em terceiro lugar coloquei o Porto. Tinha a certeza que ía entrar em Viseu - entrei em Lisboa. E Viseu ficou para mais tarde.
A parte velha de Viseu é a que mais me atrai, acho que à medida que vou envelhecendo, me vão encantando cada vez mais as histórias por contar. Há uma atracção generalizada pelo campestre antigo e eu não sou excepção. Pudesse eu ter uma casinha com um quintal numa qualquer aldeia e acho que nunca mais de lá saía. Ainda não perdi a esperança, talvez um dia ganhe o totoloto, só preciso de começar a jogar.
 





E Viseu


 Viseu é muito mais que cinco ou seis fotografias. Acho que foi amor à primeira vista, gostei dela assim que a vi.
Mas Viseu com o desenrolar do tempo tem-se tornado família, Viseu não é uma cidade onde vamos passear e tirar fotografias (tal como Grândola), a Viseu vamos para estar com as raízes. Para falar do quanto a cidade mudou ao longo do tempo, para ver onde moravam amigos, onde se passavam noites em festa, onde antes era a escola, onde se fez o exame de não sei quê. Onde era a quinta da bisavó.







Ericeira

Eu sei, é um exagero mas pronto, foi o máximo a que consegui reduzir. Há que reconhecer que temos um país lindo e é um trabalho difícil fazer a seleção das fotografias. E se temos muitas é porque gostámos mesmo.
Para quem tiver paciência, seguem-se 10 conjuntos (ou 34 em 10).









 

8 de setembro de 2013

O Verão

Para mim o Verão terá sempre maiúscula. Mais pelo sentido, pela estação que é, pelo que nos dá do que pelo Acordo ortográfico.
A Primavera traz o parentesco no nome mas o Verão é por excelência o tempo dos primos.
 
Os meus verões da infância eram três infindáveis meses passados na companhia da minha prima, em plena vila alentejana, valia-nos a biblioteca municipal e uma ou outra amiga com quem ao fim da tarde corríamos a vila de bicicleta. Os banhos no tanque (de rega), o pão com manteiga e açúcar, a televisão a bateria, malgas de melancia ao lanche, as brincadeiras com os cães, os gelados feitos de refresco e congelados na arca. Açorda de alho, sopas de tomate, café de cafeteira, bolinhos de torresmos, e cartas, muitas cartas aos amigos que ficavam em Lisboa.
O céu nocturno era de cortar a respiração, tantas estrelas quantos os desejos dos homens. Este ano consegui voltar a vê-lo, há muito que não o via. Uma sensação de pureza e um banho de realidade, um alerta para o pequeno que somos comparado com o grande que nos achamos no Universo.
 
Este ano o G teve primos, muitos primos nas férias, este ano mostrei-lhe o céu nocturno e as estrelas que se escondem na noite, é um mundo novo que se revela aos nossos olhos. Inspirada pela visão disse-lhe que poderá ser tudo aquilo que ele quiser, as opções são tantas quantas estrelas há no céu.
Perguntou-me se era para aquele céu que íamos quando morremos. Expliquei-lhe que voltávamos para o sítio onde estávamos antes de nascer. Desconcertou-o mas deve ter-lhe dado alguma tranquilidade, não voltou a falar no assunto.
 
Mas o menino crescido já teve um Verão diferente, ao mesmo tempo que tentamos levá-lo a um qualquer sítio novo, tentamos juntar-nos sempre com a família para que tenha o melhor de todos os mundos. E é estranho vê-lo a resolver coisas com os primos, a combinarem o que vão fazer, a passear com eles separado dos adultos, sem "trela" (figurativamente falando). E ainda só vai fazer 4 anos! Às vezes acho que cresceu tanto neste último mês que já nem é o mesmo menino. E às vezes até acho que nem eu sou a mesma pessoa.

Porque adoramos Julho e Agosto
















24 de agosto de 2013

Férias



É verdade, temos andado desaparecidos mas logo logo partilharemos aqui o que tem sido feito de nós. Imagens não faltam :)

4 de setembro de 2012

Portugal dos Pequenitos











As férias terminaram no Portugal dos Pequenitos, parece que andámos no percurso de Cassiano Branco...
Portugal dos Pequenitos é altamente recomendável para todas as idades "pequenas" (e grandes).
Começam por brincar às casinhas porque a escala assim o proporciona, e aprendem que a Arquitectura tradicional varia não só por todo o país, como ao longo da história, com a história.
Pequenos museus da marinha, do traje, do mobiliário. Reproduções de alguns dos monumentos mais conhecidos.
Já lá não ía há muitos muitos anos, mais de uma vida, acho eu. Foi tão bom.
E o orgulho de ver turistas por lá encantados com este nosso cantinho...
Recomendo mesmo.

31 de agosto de 2012

Dois dias no Luso

A vila do Luso





E a mata do Buçaco








Dá para perceber que por muito bonito que este nosso país seja e mereça ser divulgado, eu tenho um problema em me conter quando se trata de fotografias... (e tantas, tantas outras que não vão aparecer por aqui).
Temos um tesouro cultural inestimável, talvez valha a pena vir conhecer ao vivo (não só aqui, claro). Ao vivo é sempre diferente, o peso do trabalho esmaga-nos, pensar como certas obras poderão ter sido feitas, erguidas, pensadas, quem as pensou e com os meios da época. De onde terá vindo a inspiração (quase sempre da natureza) e como hoje tudo é tão diferente.
Ainda bem que (mesmo a custo) estas obras ainda permanecem, nada melhor do que a obra de Arte para nos ensinar sobre a beleza.