Para pensar.
Aqui.
14 de setembro de 2015
26 de junho de 2015
Antes de morrer quero...
Por causa desta publicação (aqui), baseada neste projecto, embora com as diferenças que a idade e história de cada um implicam, foi-me inevitável pensar naquele balanço que de vez em quando fazemos das nossas vidas.
Fazer uma pausa e pensar em que ponto do caminho estamos e, optar por tentar melhorar, é sempre desejável. O problema, é quando andamos a mil, sem tempo nem espaço para carregarmos na pausa.
Ver pessoas com uma idade avançada, ainda com objectivos, aspirações ou mesmo sonhos, é, no mínimo, inspirador. Há muito pouco disso por aí, nos dias que correm.
Quanto ao projecto original, ler as aspirações pessoais de cada um (maioritariamente gente mais nova), coloca muita coisa em perspectiva.
O que para um poderá ser algo extremamente fácil, para outro poderá ser um projecto ou objectivo de vida mais difícil de atingir. No fim, se nos fizer pensar um pouco, já é bastante positivo.
Por causa disto lembrei-me de algo (alguém ou um filme, não sei) que nos sugeria escrevermos o nosso próprio elogio fúnebre para sabermos como gostaríamos de ser recordados (algo do género "se não o fazemos pelos outros, façamo-lo pelo nosso próprio ego"), e depois, agir em conformidade.
Parece-me ser um objectivo a considerar, não?
A publicação do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo é simplesmente maravilhoso. Espero que todos eles consigam realizar o seu sonho.
16 de junho de 2015
Ver sem óculos
Em Novembro do ano passado tive que começar a usar óculos, sempre, diariamente. Vicissitudes da idade, já lá vão 44.
Se gosto? não, detesto. É mais uma preocupação, mais uma chatice, mais um cuidado a ter. E quando se sujam (sujam-se facilmente), incomodam mesmo. Não são como os o.b., embora se possa correr e andar a cavalo, não se pode tomar banho com eles. E toda a gente sabe que os estamos a usar...
Mas tinha que ser, não nos curam, servem apenas para nos ajudar a ver melhor e é para já, a melhor solução para não vivermos um pouco à margem do que não conseguimos ver.
Tudo isto para dizer que há dias encontrei este pequeno filme e, como resulta mesmo, achei que era de partilhar.
4 de maio de 2015
30 de abril de 2015
As notícias
Todos os dias quando chego ao trabalho ligo o computador, vejo os emails, "assino" os recibos de leitura e passo os olhos pelos jornais do dia (email com os destaques do dia dos jornais nacionais). Todos os dias tenho o mesmo pensamento, todos os dias decido que vou anular a subscrição das notícias porque todos os dias chego ao fim do email a sentir-me mal, nauseada e à beira das lágrimas.
Questiono-me como é possível que façamos certas coisas uns aos outros.
A cada dia penso que será impossível vir a sentir-me pior, mas o dia seguinte consegue sempre surpreender-me, porque no dia seguinte, por incrível que pareça, há sempre uma notícia mais sórdida que as anteriores. É um crescendo.
Como é que nos conseguimos manter sãos? Seremos mesmo sãos?
Porque é que as notícias são assim? Porque é que os jornais vivem disto? Porque é que as pessoas consomem estas coisas?
Parece que quanto mais se noticia, mais entra pela vida, mais real se torna e mais cai na banalidade. Estaremos todos dormentes?
Porque é que teve que haver uma (reunião de uma) equipa multidisciplinar para (estudar aspectos éticos, jurídicos e sociais) para decidir se uma criança de 12 anos interrompia ou não uma gravidez [fosse essa gravidez resultante de um abuso ou "não"]. Uma criança de 12 anos!
E vivemos a pairar na expectativa e antecipação das decisões (de quem de direito??)?!?..
Estamos a ficar habituados a tudo. "Eles" que decidam! Já não nos choca se 200 ou 300 meninas são raptadas (seja para que finalidade for, são raptadas), Se mães vendem os prostituem os filhos, se pedófilos vão poder continuar a trabalhar com crianças, se filhos cortam os pescoço à mãe, se o ex-marido mata a família toda da ex-mulher, se um sujeito mata outro e lhe come partes do corpo. Desde que seja longe, não me toca a mim.
Num pais onde os homossexuais são mais discriminados que os predadores sexuais (entre eles os pedófilos) porque lhes é permitido o anonimato.
Hoje estou mesmo zangada com os jornais, porque me entristece ver o caminho que seguimos. Os jornais só noticiam, eu sei e também sei que posso escolher não ler, mas os jornais também pode escolher as notícias ou forma como as apresentam. Há uma banalização e uma dependência do chocante, do sangue, da malvadez, do cruel, do imundo que nos afasta cada vez mais do "humanismo" e da convergência que é suposto termos mais presente nas nossas vidas. Deveríamos ser nós a recusar o que não nos alinha com a verdadeira essência.
E não, não é nenhum tipo de censura, é apenas tristeza e desagrado pelo que me faz sentir.
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