Parece que o Ikea teve uma boa ideia mas ainda não é para nós!...
19 de abril de 2016
16 de abril de 2016
Assustador
A criança cá de casa recebe 10€ por mês (de mesada) porque está a juntar para comprar o seu tablet.
Porque cá por casa também já pouco se emprestam tablets, e às vezes de castigo já se passam semanas sem poder tocar no telefone (da mãe ou do pai). Depois vejo reportagens como esta e a minha cabeça começa a viajar naquelas viagens que só os pais conseguem ter, daquelas viagens alucinantes que nos deixam de coração nas mãos o resto da vida. E questiono-me se estaria no meu juízo perfeito quando concordei com esta coisa de mesada (e ele não sabe que por cada dez euros que recebe para o mealheiro do tablet, eu retiro 5 para a conta dele...).
Fiz questão de o sentar ao meu colo para ver a reportagem comigo. Mas por enquanto ele consegue explicar tudo muito bem e diz que não passa seis horas seguidas a jogar. Pois não, a bateria do telefone não aguenta ou então está na escola...
A não deixar de ver.
Só um alerta: Para quem não viu a reportagem da RTP em Janeiro, é garantidamente causadora de pesadelos.
Maldita varicela
A varicela chegou disfarçada como qualquer outra virose que se preze. Chegou certa manhã com uma baba que deu muita comichão e pôs-me à procura de melgas no quarto da criança. Depois, ao fim do dia, veio a ameaça de febre e o piolho ficou todo sarapintado, a varicela instalou-se em força.
Tinha feito uma visita aqui há uns quatro anos mas foi tão levezinha que quase não demos por ela. Mesmo das duas vezes anteriores que visitou a escola, não quis nada connosco.
Agora anda por aí em força, em várias escolas, e várias casas.
E sendo improvável, parece que não é tão raro assim apanhar varicela uma segunda vez. O chato foi ter levado o miúdo a passar pela vacina. E afinal era escusado.
Fiquei também a saber de um menino que teve varicela três vezes, foi-me dito pela própria mãe. Não sei se foi algum caso de sistema imunitário mais debilitado, mas aconteceu.
A semana passou-se em part-time, ora em casa, ora a trabalhar. Ora com a mãe de plantão, ora com o pai. Todos os dias chegaram trabalhos da escola e essa foi a pior parte, mas agora acho que as saudades dos amigos já são tantas que tudo vai correr bem no regresso de segunda-feira.
O bom (!) é que não foi um drama, apesar de tudo, foi tranquila esta passagem da doença. Só houve febre na primeira noite e curiosamente, não houve comichões (excepto aquela primeira baba). Por via das dúvidas houve banho com farinha Maizena, e uma colherzinha de sobremesa de anti-histamínico ao deitar e isso deve ter feito toda a diferença.
Apartment Therapy
(daqui)
Não me lembro da primeira vez que li este nome ou vi este site, mas, tem sido assim, é o que me ocorre quando penso neste último mês. Não tanto na linha do site, mas numa tradução à letra, levada a um outro nível.
A nossa casa não é velha, tens uns quinze anos, e sendo uma construção já deste século, merecia um outro tipo de atenção, talvez um pouco mais de cuidado por parte de quem a construiu.
Como em tantos outros aspectos da vida, só ficamos mesmo conhecedores das situações depois de embarcarmos nelas. Com as casas é a mesma coisa. Só depois de lá vivermos é que percebemos bem os materiais de que são feitas.
E infiltração após infiltração decidimos que estava na hora de mudar umas coisas.
Nós saímos e o Paulo entrou.
O Paulo trata-nos do quarto, da casa de banho, e da infiltração massiva do corredor, uma daquelas que deixa chover dentro de casa quase tanto quanto na rua - é um exagero claro, mas é o que sinto quando depois de uma chuvada forte me começam a cair gotas de água dentro de casa. Um desespero.
E nós saímos porque temos a sorte de ter guarida em casa do avó e do avô.
Estou a cinco minutos da escola e do trabalho, é outra qualidade de vida. E assim começa a tal da terapia.
Mudámos temporariamente de casa, temos a mesma vivência numa casa diferente. Bastam-nos cinco minutos para chegar a onde interessa e nesse aspecto o stress é menos de zero.
Aqui da janela vemos muitas casas, muitos carros, muita estrada, mais do que aquilo a que estamos habituados, mas, tem o seu encanto, é como se estivéssemos de férias. Às vezes imaginamos em voz alta como poderemos mudar a nossa vida um pouco mais para facilitar o que não está tão bem. É bom sonhar que podemos fazer muita coisa.
Gosto muito da minha casa e do local onde ela está. Muita natureza, muitos bichinhos, vizinhos simpáticos e muita tranquilidade mas, como diz uma amiga minha, são anos de vida que se perdem no transito todas as manhãs. Não é fácil.
Este últimos mês reforçou o que tenho vindo a aprender nos últimos anos, não precisamos de muito para viver.
Viemos por três semanas e já lá vão seis. As obras têm este condão, de se prolongarem indefinidamente.
Não temos pressa, estamos bem mas não viemos propriamente preparados para meses de estadia - daí dizer que podemos mesmo viver com muito pouco ( e apesar de estarmos perto de casa, temos tudo encaixotado e armazenado, é pouco útil recorrer a alguma coisa que não tenha vindo).
Cada vez mais reforço o quanto melhor é possuir uma experiência/vivência do que um objecto. Não há comparação possível.
Mas a "terapia" tem sido interessante, estou de volta ao meu antigo espaço (ao meu quarto) mas já foi há tanto tempo, já não tem nada de mim. A vida continuou e eu também.
É giro perceber que a vivência muda em função do espaço e a nossa interacção também. Estamos os três em vez de cada um se espalhar pelo seu espaço. O espaço é e não é nosso. A avó e o avô às vezes estão e outras não estão. E até a Mia se porta de forma diferente.
E eu aprecio um espaço diferente com uma decoração diferente e uma luz diferente. Encanto-me com essas pequenas coisas porque é bom gostar do que temos.
Quando voltarmos teremos uma noção diferente de tudo o que está a mais, de tudo o que já não nos serve porque nem sentimos falta, e seremos também já capazes de fazer as mudanças que antes não víamos necessárias.
31 de março de 2016
Contar Histórias
Um programa que pode ser engraçado para toda a Família. E mais ainda porque o fim de semana avizinha-se chuvoso.
29 de março de 2016
Num mundo à parte
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| Imagem tirada da net |
Andamos todos tão ligados (ou tão desligados).
Aqui por Benfica, por onde passo todos os dias (e de que posso falar), não é só a população mais velha (que chega à beira de estrada com uma atitude muito própria da idade), é a população nova também, que se atravessa na estrada sem olhar sequer. Porque vão a falar ao telefone envolvidos na conversa, ou porque não podem tirar os olhos do ecran. É assustador. Queremos tanto estar ligados que desligamos completamente da realidade.
Na passadeira (e fora dela também) o peão tem sempre prioridade, mas a passadeira não é um livre acesso que protege em caso de embate. O peão pode ter toda a razão, mas depois de levar com um carro em cima, de que lhe serve a razão? Haverá dinheiro suficiente que compense ficar numa cadeira de rodas? Haverá dinheiro que compense a perda de um ente querido? E haverá condutor que queira mesmo atropelar alguém?
Umas vezes sou condutora e outras sou peão. Não me atrevo a atravessar sem ter a certeza que o condutor me viu. Os carros são máquinas mas os condutores não são, errar é da qualidade humana e são as pessoas que controlam (ou não controlam) os carros. Ninguém é infalível.
Parece-me que pedir aos peões que olhem antes de atravessar não é pedir muito. Atravessar sem olhar por vezes nem dá tempo ao condutor para travar.
Estes sinais de trânsito que apareceram na Suécia parecem um exagero, mas o ser humano é assim, vive no seu mundo, quando não é o telemóvel, é a vida, o trabalho, os filhos, as contas para pagar... Andamos todos tão desligados.
Por favor, olhem para a estrada, façam uma pausa e olhem antes de atravessar. E alertem os miúdos também.
Quando era pequenina a canção dizia "olha à esquerda até ao meio da rua, depois à direita..."
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