7 de fevereiro de 2016

Oeiras BRInCKa aos LEGOS

Como cá por casa habita um entusiasta dos legos (da Lego, como ele emenda), o nosso programa esta manhã foi dar um saltinho à exposição de Porto Salvo.
Não há muito a dizer, é a LEGO no seu melhor. E é tão giro.
5€ o adulto e 3€ crianças dos 4 aos 12 (menos de 4 não pagam). Termina terça-feira e, para quem gosta, vai altamente recomendada.
Tive alguma dificuldade em eleger as fotos, por isso, é melhor não julgar o evento só pelo que se vê aqui.
Vale a pena, e quem quiser pode sempre ajudar a completar o mosaico. Ah, e é provável que os mais pequenos pedinchem até mais não, por isso, é melhor ir prevenido,  mesmo até para aquela(s) peça(s) em falta nos conjuntos lá de casa.





















5 de fevereiro de 2016

Carnaval

E estava instalada a confusão.  
Esta tarde, a estrada de Benfica esteve por conta das escolas. Mesmo quem esperava por um autocarro que não viria, se deixou encantar pela festa.
A alegria era tanta, e o alarido era de tal forma que foi impossível não nos deixarmos ficar.  Era contagiante, eles deliraram.
Musica (bem alta) brasileira bem ao ritmo do Carnaval, muita cor, muita animação e muita gente a ver.  E o dia até colaborou, parece que no meio do frio que tem estado, naquele momento a temperatura até deu uma ajudinha.









4 de fevereiro de 2016

A começar de novo

Será apanágio de Outono? Terão as folhas a cair algum efeito de inércia virtual sobre mim?
Tanto assunto para partilhar no blog (sem interesse profundo, é certo) e eu, sem conseguir colocar organização em mim para dar corda aos pés (ou mãos) e fazer destas pequenas coisas que tanto gosto.
E com muita vontade, abro a página numa nova mensagem e penso que quem me segue (ou seguia) merece melhor.
E as palavras para mais um recomeço escapam-me. 

Passaram-se uns meses e não tenho bem noção se terei mudado muita coisa cá por dentro, sei que, como todos, descubro a cada dia novos degraus no caminho que pretendo seguir, mas, que por enquanto, se a vida me colocou aqui, é porque devo permanecer onde estou, nem que seja só por mais um dia. Há dia calmos em que tranquilamente vivo com esta "solução", outros, nem tanto assim.
No meio da confusão e da corrida da vida, faço um esforço por me ligar ao que verdadeiramente interessa, mas no meio do rio, somos levados pelo caudal.


A vida segue, o puto cresce a olhos vistos, já escreve, já lê e já opina a torto e a direito. E o nosso pensamento do futuro que antes parecia simples e longínquo, toma toda uma nova dimensão.

E por falar em futuro, saiu no passado domingo, no DN, uma entrevista a Josep Menéndez (homem da linha da frente da transformação do ensino nos Colégios Jesuitas da Catalunha). Muito interessante para quem sentiu um desajuste profundo na realidade do ensino no nosso país ou, para quem simplesmente se preocupa com o rumo e evolução da educação. Tudo aqui.

Escrevia eu que a criança já lê. É verdade. Dizia-me o mês passado (quando leu o primeiro livro todo sozinho), "Mãe, estou tão feliz, não sabia que ler era tão fácil."
E o meu coração enche, e mesmo ao escrever enquanto revivo o momento na minha cabeça, não consigo deixar de sentir uma alegria imensa e sorrio.
A vida às vezes é tão boa.

E um pouco por todo o lado percebem-se pequenas mudanças no comportamento humano, parece que se começa a ver um bocadinho mais de tolerância, aqui e ali, de empatia, ou até mesmo (trevo-me a dizer), de compaixão. Estarei enganada?  Não vale responder logo após ver as notícias na televisão. 
São novos tempos, ou talvez seja apenas cansaço da estupidez.

E seguimos com a vida.

19 de novembro de 2015

O Dia do Homem

Não sou daquelas pessoas que acha que um dia comemorativo deprecia todos os outros [364] dias do ano.
Gosto de dias comemorativos, dão-nos razões em barda para falar e trocar ideias sobre temas (e às vezes direitos) que por termos como garantidos, nem nos lembramos do foi preciso para os adquirir.

A mim acontece-me todos os anos, por volta do Dia da Mulher, alguém dizer-me que não percebe o porquê do dia, uma vez que não existe o Dia do Homem (não que um implique o outro).
Ah, mas existe, o meu filho (6 anos) assim que acordou disse-me logo que hoje é o Dia Internacional (não se esqueceu do "internacional") do Homem. E está num completo êxtase. Até já me disse que no Dia da Mulher me deu uma prenda (foi um desenho lindo, mas acho que ele confundiu com o Dia da Mãe)...


O Dia Internacional do Homem celebra-se desde 1999 (sim, há 16 anos, e aposto que todos os [homens] que dizem que "não acham piada a celebrar essas coisas",  hoje vão mencionar a data, e devem.). Existe para promover modelos masculinos positivos. Celebra as suas conquistas e contribuições para a sociedade. E visa promover a saúde masculina - porque eles não se preocupam tanto - e a igualdade entre os géneros.

Já agora,  vale sempre a pena, lembrar que ao longo do mês de 
Novembro são várias as iniciativas que decorrem para a prevenção do cancro da próstata.
Sobre este tema, mais informação aqui.

Homens de Portugal (e do mundo), um dia muito feliz para todos.
Para o meu pai, o meu marido e o meu filho, uma beijoca gorda e um dia em grande. 

16 de novembro de 2015

Desta ironia que nos afasta

A Declaração de Paris (1995) baseada em três artigos (18º, 19º e 26º) da Declaração Universal dos Direitos Humanos  foi assinada por 185 estados que "Alarmados pela intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do anti-semitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem a sua liberdade de opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento,(...) aprovam e proclamam solenemente a (...) Declaração de Princípios sobre a Tolerância.
Decididos a tomar todas as medidas positivas necessárias para promover a tolerância nas nossas sociedades, pois a tolerância é não somente um princípio relevante mas uma condição necessária para a paz e para o progresso económico e social de todos os povos," declaram seis artigos construídos sobre o direito à liberdade de pensamento, de consciência e religião, de opinião, de expressão e, da educação à  compreensão, tolerância e amizade entre todas as nações e todos os grupos étnicos ou religiosos.

A ironia é que foi em Paris, foi a França que quebrou as barreiras e deu  os maiores passos para a inclusão e tolerância. E é louvável, bebo desta água, rejo-me por estes valores e é assim que quero que o meu filho cresça, no respeito e aceitação da diversidade do mundo, pela liberdade de pensamento e religião, no reconhecimento do direitos e liberdades de cada um, sem qualquer renuncia a si próprio.
Não é fácil. Alimento-o de aceitação e liberdade e reconhecimento pelos direitos do próximo, e ele chega cheio de repressão, e carregado de juízos de valor sobre o que pensa quando fala sobre isso na escola. 
Funciona muito bem no papel, na prática é pior, 185 estados assinaram a Declaração de Paris e nunca, nem uma vez se pensou que a sua tolerância alimentou a intolerância de outros.
O passo foi grande mas o mundo não é todo igual. O trabalho deve ser de todas as partes, em todo o lado e com todas as idades. Não há mera migração de pessoas, em massa migram também ideias, culturas, religiões, hábitos. Migram sociedades inteiras e tudo o que isso acarreta de bom e de mau.
E não é justo, abrir as portas à intolerância e o fanatismo entrar de mão dada.
Hoje, mais do que nunca esta Declaração faz sentido. 
Para uns a raiva, e para outros, a tristeza e frustração falam mais alto e é legitimo. É importante que no fim os valores permaneçam, são eles que nos fazem ser quem somos e é por eles que lutamos.
Curiosamente em momento algum ouvi referência ao Dia Internacional para a Tolerância que se celebra hoje. 

26 de junho de 2015

Antes de morrer quero...


Por causa desta publicação (aqui), baseada neste projecto, embora com as diferenças que a idade e história de cada um implicam, foi-me inevitável pensar naquele balanço que de vez em quando fazemos das nossas vidas.

Fazer uma pausa e pensar em que ponto do caminho estamos e, optar por tentar melhorar, é sempre desejável. O problema, é quando andamos a mil, sem tempo nem espaço para carregarmos na pausa.
Ver pessoas com uma idade avançada, ainda com objectivos, aspirações ou mesmo sonhos, é, no mínimo, inspirador. Há muito pouco disso por aí, nos dias que correm. 

Quanto ao projecto original, ler as aspirações pessoais de cada um (maioritariamente gente mais nova), coloca muita coisa em perspectiva.
O que para um poderá ser algo extremamente fácil, para outro poderá ser um projecto ou objectivo de vida mais difícil de atingir. No fim, se nos fizer pensar um pouco, já é bastante positivo.

Por causa disto lembrei-me de algo (alguém ou um filme, não sei) que nos sugeria escrevermos o nosso próprio elogio fúnebre para sabermos como gostaríamos de ser recordados (algo do género "se não o fazemos pelos outros, façamo-lo pelo nosso próprio ego"), e depois, agir em conformidade.  
Parece-me ser um objectivo a considerar, não?

A publicação do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo é simplesmente maravilhoso. Espero que todos eles consigam realizar o seu sonho.

Sobre a "tradição"

Não o poderia dizer melhor.

16 de junho de 2015

Ver sem óculos

Em Novembro do ano passado tive que começar a usar óculos, sempre, diariamente. Vicissitudes da idade, já lá vão 44.
Se gosto? não, detesto. É mais uma preocupação, mais uma chatice, mais um cuidado a ter. E quando se sujam (sujam-se facilmente), incomodam mesmo. Não são como os o.b., embora se possa correr e andar a cavalo, não se pode tomar banho com eles. E toda a gente sabe que os estamos a usar...

Mas tinha que ser, não nos curam, servem apenas para nos ajudar a ver melhor e é para já, a melhor solução para não vivermos um pouco à margem do que não conseguimos ver. 
Tudo isto para dizer que há dias encontrei este pequeno filme e, como resulta mesmo, achei que era de partilhar.

Gata escondida

...com o rabo de fora

30 de abril de 2015

As notícias

Todos os dias quando chego ao trabalho ligo o computador, vejo os emails, "assino" os recibos de leitura e passo os olhos pelos jornais do dia (email com os destaques do dia  dos jornais nacionais). Todos os dias tenho o mesmo pensamento, todos os dias decido que vou anular a subscrição das notícias porque todos os dias chego ao fim do email a sentir-me mal, nauseada e à beira das lágrimas.

Questiono-me como é possível que façamos certas coisas uns aos outros.
A cada dia penso que será impossível vir a sentir-me pior, mas o dia seguinte consegue sempre surpreender-me, porque no dia seguinte, por incrível que pareça, há sempre uma notícia mais sórdida que as anteriores. É um crescendo.
Como é que nos conseguimos manter sãos? Seremos mesmo sãos?
Porque é que as notícias são assim? Porque é que os jornais vivem disto? Porque é que as pessoas consomem estas coisas?
Parece que quanto mais se noticia, mais entra pela vida, mais real se torna e mais cai na banalidade. Estaremos todos dormentes?

Porque é que teve que haver uma (reunião de uma) equipa multidisciplinar para (estudar aspectos éticos, jurídicos e sociais) para decidir se uma criança de 12 anos interrompia ou não uma gravidez [fosse essa gravidez resultante de um abuso ou "não"]. Uma criança de 12 anos!
E vivemos a pairar na expectativa e antecipação das decisões (de quem de direito??)?!?..

Estamos a ficar habituados a tudo. "Eles" que decidam! Já não nos choca se 200 ou 300 meninas são raptadas (seja para que finalidade for, são raptadas), Se mães vendem os prostituem os filhos, se pedófilos vão poder continuar a trabalhar com crianças, se filhos cortam os pescoço à mãe, se o ex-marido mata a família toda da ex-mulher, se um sujeito mata outro e lhe come partes do corpo. Desde que seja longe, não me toca a mim.
Num pais onde os homossexuais são mais discriminados que os predadores sexuais (entre eles os pedófilos) porque lhes é permitido o anonimato.

Hoje estou mesmo zangada com os jornais, porque me entristece ver o caminho que seguimos. Os jornais só noticiam, eu sei e também sei que posso escolher não ler, mas os jornais também pode escolher as notícias ou forma como as apresentam. Há uma banalização e uma dependência do chocante, do sangue, da malvadez, do cruel, do imundo que nos afasta cada vez mais do "humanismo" e da convergência que é suposto termos mais presente nas nossas vidas. Deveríamos ser nós a recusar o que não nos alinha com a verdadeira essência.  
E não, não é nenhum tipo de censura, é apenas tristeza e desagrado pelo que me faz sentir.

29 de abril de 2015

20 de abril de 2015

O Liebster Award (e um pedido de desculpas à M)

Não sei muito bem como abordar este tema e, quanto mais tempo passa, pior.
Estou em falta, estou tão em falta e não devo adiar mais porque posts perfeitos não existem, nem respostas perfeitas, nem blogs perfeitos.
E se por um lado me sinto grata, por outro, não me sinto merecedora de todo.

Há umas semanas (há mais de um mês) a M, do blog Vidas na nossa vida, nomeou este blog para um Liebster Award (aqui neste post, tudo explicadinho). Eu nem queria acreditar, há meses que esta minha viagem avança aos empurrões. É verdade que a vontade de estar sempre presente é muita, continuo a fotografar cada pequena coisa e a guardar informação quase diariamente que acho que vou logo partilhar e depois não tenho tempo e a ocasião passa e perde-se o timing. Às vezes acho que vou conseguir arranjar um bocadinho, "hoje é que é" e depois não é. 
A seguir a M aparece e fala-me do liebster award, mentalmente começo a escrever o post, O tempo continua a passar, a vida puxa por mim, eu percebo. 

À semelhança da M vou dobrar um pouco (mais) as regras, vou responder às questões porque há sempre curiosidade e respeito isso mas, não posso nomear ninguém, não agora,  não ainda. Tirando dois ou três blogs, há muito que não viajo pela blogosfera, não sei quem chegou, quem partiu. Há muito que não sei nada de ninguém, não tenho tido tempo. Sinto que devo tentar acompanhar e voltar a conhecer os blogs antes de poder nomear alguém. Parece-me ser o mais acertado.

As 5 respostas todas juntas.
A ideia para o nome deste blog não foi tão aleatória quanto o próprio nome pode sugerir. A "viagem" é o caminho que vou fazendo e partilhando aos poucos, o meu caminho, a minha vida . O "reconhecimento" vem de reencontrar ou reconhecer trilhos de outros tempos. É o caminho que fazemos tendo em conta que intuitivamente  vamos reconhecer os lugares  por onde já passámos antes, e que estamos em condições de fazer melhores escolhas.
Este caminho é parte de mim, é parte da minha vida. Numa escala de importância vem depois da família e (infelizmente) depois do trabalho, mais ou menos no lugar onde me coloco a mim. 

As viagens, fiz algumas, adoro viajar, apaixonei-me pela Suécia. Gostava de conhecer países fora da Europa mas quanto mais tempo passa, menos importância isso vai tendo dentro de mim. Talvez tudo mude quando o G for mais crescido, talvez possa viajar com ele (temos uma viagem planeada à Disney para o próximo mês mas isso é para um post diferente). Para já, a viagem da minha vida, é aquela que faço desde que o meu filho nasceu. Vejo tudo com outros olhos, o que absorvo é sempre na perspectiva de o preparar o melhor que conseguir para que ele possa passar tranquilamente pela vida. Para que ele reconheça e dê o seu contributo para ser a tal mudança que desejar ver no mundo.

Os livros. Tenho muitos livros preferidos, não conseguiria escolher só um. Os livros são outras viagens que nos ajudam na vida. Uns são o escape que nos levam a sonhar, outros são utensílios que nos ajudam com as escolhas do caminho.
Às vezes leio um livro "só" pela sua história simples, pelos lugares onde me pode levar, pelas histórias de outras personagens. Mas a maioria dos livros que leio são ferramentas que espero me ajudem a compreender o mundo. Às vezes parece que quanto mais leio, mais distante fico do objectivo. Mas, sei que o truque é (tentar) perceber as pessoas.
Neste momento estou a ler "Educar para o futuro" de PaulTough (Ed. Clube do Autor). Recomendo.
Sei que o voltarei a ler um dia. Esclarecedor a muitos níveis. Um estudo que nos explica como as forças de carácter [preseverança, autocontrolo, entusiasmo, optimismo, gratidão, curiosidade, etc] influenciam as crianças e o seu desenvolvimento. Muito bom. 

A última questão é a mais avassaladora de todas, o meu maior desejo para este ano. O meu maior desejo não é só para este ano. O que desejamos todos nós? O que desejo eu enquanto mãe, mulher, ser humano?
Indo de encontro ao livro que estou a ler, quero um mundo que vejo aos poucos começar a mostrar sinais de tolerância, generosidade, gratidão.  Pode não parecer porque as notícias só mostram os dramas mas, pequenos grandes gestos vão dando do que falar e é esse  mundo que quero ver crescer todos os dias. É esse o mundo que quero para mim, para a minha família, para todas as pessoas.

E M, desculpa. Obrigada pela nomeação. Não a mereço mas aqui vai o melhor que consigo neste momento. 

2 de abril de 2015

O forro que os coze

O G está de férias, tem estado esta semana em casa dos avós, coisa que ele adora. 
A avó (mais firme que o avô) certifica-se que ele come como deve, que toma o banho, que não abusa dos doces, e tenta pôr ordem às vontades que o avô lhe faz, enfim, aquele tratamento recomendado do costume. 
O avô é o companheiro de brincadeiras. Faz (quase) tudo o que o neto pede e, brinca com ele tudo aquilo que não brincou na sua infância.
Ontem foram os dois comprar pão. No supermercado, o G pede ao avô um ovo de Páscoa Kinder (dos grandes),o avô disse-lhe que não porque a avó depois ralhava com ele (avô). E o G pediu e pediu e pediu e o avô insistia que não porque a avó depois ralhava muito e não podia ser. Mas como sei que o avô estava desertinho de lhe fazer a vontade, não deve ter sido muito convincente nos nãos, tanto que o G saiu do supermercado com um ovo grande nas mãos.
Diz o meu pai que ele levava o ovo como a coisa mais valiosa que ele já tinha tido e ía feliz com um sorriso enorme. Às tantas virou-se para o avô e disse:
- Ai avô, vais levar tanto nas orelhas!...

27 de março de 2015

Os ciclos

Desde que o ano lectivo começou, em Setembro, que o meu filho delira por já estar no 1º andar (do edifício da escola, que é o da primária). As conversas sobre a escola vão todas invariavelmente dar ao mesmo, o facto de estar quase a ir para o primeiro ano.
Lá para Janeiro comecei a ouvir-lhe uma palavra nova: "finalista".

Ontem na reunião de pais, no meio de muitas novidades sopradas por alto para o começo do próximo ano (a apresentação da futura professora, novas disciplinas curriculares, etc), lá se falou na festa de fim de ano e, na festa (só deles) de finalistas. Só para aquela turma, só para os pais, só com as surpresas que estão a ser preparadas, só para as despedidas.
Foi-nos dito que são precisas fitas, fitas de finalistas (é verdade). Azuis claras para os meninos e cor de rosa para as meninas.

A última vez que usei/comprei fitas foi na faculdade, há 20 anos (Céus!)
Acho que nem sei bem onde se vendem as fitas.
Uma amiga falou-me de uma loja de trajes académicos e fitas que há no CC Colombo. É pertinho do escritório e dei lá um saltinho à hora do almoço. 
Pedi fitas, azuis claras.
A senhora perguntou-me qual era o curso... nem sei bem o que me apeteceu responder, o meu filho é realmente finalista, mas, do infantário...  sorri e optei pela verdade. Ainda nos rimos um bocadinho.

Falta escrever qualquer coisa bem bonita, bem inspirada para lhe ficar para o futuro. Sei que todos vão assinar nas fitas uns dos outros, sei que os professores também vão escrever e não sei mais nada. Não quero pensar muito no assunto, a não ser nas partes que nos fazem rir. 
Está quase, mais um ciclo que se completa. No outro dia lia numa parede que a vida é o que nos acontece quando estamos ocupados a fazer planos, e não é que é verdade?



25 de março de 2015

Do ensino

É bom "abrir"o jornal/revista e ver que o mundo, apesar de muita coisa, avança no bom caminho.  É bom ver que o sistema se adapta às necessidades. E mesmo longe, mais no tempo que na distância (infelizmente), a esperança fica que as mentes (menos brilhantes) que tomam as decisões por cá, se inspirem e permitam às nossas crianças usufruir das inovações de modelos vencedores. Há que abrir os olhos e deixar de ser pequenino.
Ou isso, ou pôr o puto a aprender finlandês rapidamente.

A noticia da visão: aqui
A notícia do The Independent (mais elaborada): aqui

Quando o Inverno já chateia


Só para me lembrar que, por vezes, mesmo contra todas as probabilidades, de um momento para o outro, tudo pode mudar para melhor.