19 de novembro de 2015

O Dia do Homem

Não sou daquelas pessoas que acha que um dia comemorativo deprecia todos os outros [364] dias do ano.
Gosto de dias comemorativos, dão-nos razões em barda para falar e trocar ideias sobre temas (e às vezes direitos) que por termos como garantidos, nem nos lembramos do foi preciso para os adquirir.

A mim acontece-me todos os anos, por volta do Dia da Mulher, alguém dizer-me que não percebe o porquê do dia, uma vez que não existe o Dia do Homem (não que um implique o outro).
Ah, mas existe, o meu filho (6 anos) assim que acordou disse-me logo que hoje é o Dia Internacional (não se esqueceu do "internacional") do Homem. E está num completo êxtase. Até já me disse que no Dia da Mulher me deu uma prenda (foi um desenho lindo, mas acho que ele confundiu com o Dia da Mãe)...


O Dia Internacional do Homem celebra-se desde 1999 (sim, há 16 anos, e aposto que todos os [homens] que dizem que "não acham piada a celebrar essas coisas",  hoje vão mencionar a data, e devem.). Existe para promover modelos masculinos positivos. Celebra as suas conquistas e contribuições para a sociedade. E visa promover a saúde masculina - porque eles não se preocupam tanto - e a igualdade entre os géneros.

Já agora,  vale sempre a pena, lembrar que ao longo do mês de 
Novembro são várias as iniciativas que decorrem para a prevenção do cancro da próstata.
Sobre este tema, mais informação aqui.

Homens de Portugal (e do mundo), um dia muito feliz para todos.
Para o meu pai, o meu marido e o meu filho, uma beijoca gorda e um dia em grande. 

16 de novembro de 2015

Desta ironia que nos afasta

A Declaração de Paris (1995) baseada em três artigos (18º, 19º e 26º) da Declaração Universal dos Direitos Humanos  foi assinada por 185 estados que "Alarmados pela intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do anti-semitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem a sua liberdade de opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento,(...) aprovam e proclamam solenemente a (...) Declaração de Princípios sobre a Tolerância.
Decididos a tomar todas as medidas positivas necessárias para promover a tolerância nas nossas sociedades, pois a tolerância é não somente um princípio relevante mas uma condição necessária para a paz e para o progresso económico e social de todos os povos," declaram seis artigos construídos sobre o direito à liberdade de pensamento, de consciência e religião, de opinião, de expressão e, da educação à  compreensão, tolerância e amizade entre todas as nações e todos os grupos étnicos ou religiosos.

A ironia é que foi em Paris, foi a França que quebrou as barreiras e deu  os maiores passos para a inclusão e tolerância. E é louvável, bebo desta água, rejo-me por estes valores e é assim que quero que o meu filho cresça, no respeito e aceitação da diversidade do mundo, pela liberdade de pensamento e religião, no reconhecimento do direitos e liberdades de cada um, sem qualquer renuncia a si próprio.
Não é fácil. Alimento-o de aceitação e liberdade e reconhecimento pelos direitos do próximo, e ele chega cheio de repressão, e carregado de juízos de valor sobre o que pensa quando fala sobre isso na escola. 
Funciona muito bem no papel, na prática é pior, 185 estados assinaram a Declaração de Paris e nunca, nem uma vez se pensou que a sua tolerância alimentou a intolerância de outros.
O passo foi grande mas o mundo não é todo igual. O trabalho deve ser de todas as partes, em todo o lado e com todas as idades. Não há mera migração de pessoas, em massa migram também ideias, culturas, religiões, hábitos. Migram sociedades inteiras e tudo o que isso acarreta de bom e de mau.
E não é justo, abrir as portas à intolerância e o fanatismo entrar de mão dada.
Hoje, mais do que nunca esta Declaração faz sentido. 
Para uns a raiva, e para outros, a tristeza e frustração falam mais alto e é legitimo. É importante que no fim os valores permaneçam, são eles que nos fazem ser quem somos e é por eles que lutamos.
Curiosamente em momento algum ouvi referência ao Dia Internacional para a Tolerância que se celebra hoje. 

26 de junho de 2015

Antes de morrer quero...


Por causa desta publicação (aqui), baseada neste projecto, embora com as diferenças que a idade e história de cada um implicam, foi-me inevitável pensar naquele balanço que de vez em quando fazemos das nossas vidas.

Fazer uma pausa e pensar em que ponto do caminho estamos e, optar por tentar melhorar, é sempre desejável. O problema, é quando andamos a mil, sem tempo nem espaço para carregarmos na pausa.
Ver pessoas com uma idade avançada, ainda com objectivos, aspirações ou mesmo sonhos, é, no mínimo, inspirador. Há muito pouco disso por aí, nos dias que correm. 

Quanto ao projecto original, ler as aspirações pessoais de cada um (maioritariamente gente mais nova), coloca muita coisa em perspectiva.
O que para um poderá ser algo extremamente fácil, para outro poderá ser um projecto ou objectivo de vida mais difícil de atingir. No fim, se nos fizer pensar um pouco, já é bastante positivo.

Por causa disto lembrei-me de algo (alguém ou um filme, não sei) que nos sugeria escrevermos o nosso próprio elogio fúnebre para sabermos como gostaríamos de ser recordados (algo do género "se não o fazemos pelos outros, façamo-lo pelo nosso próprio ego"), e depois, agir em conformidade.  
Parece-me ser um objectivo a considerar, não?

A publicação do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo é simplesmente maravilhoso. Espero que todos eles consigam realizar o seu sonho.

Sobre a "tradição"

Não o poderia dizer melhor.

16 de junho de 2015

Ver sem óculos

Em Novembro do ano passado tive que começar a usar óculos, sempre, diariamente. Vicissitudes da idade, já lá vão 44.
Se gosto? não, detesto. É mais uma preocupação, mais uma chatice, mais um cuidado a ter. E quando se sujam (sujam-se facilmente), incomodam mesmo. Não são como os o.b., embora se possa correr e andar a cavalo, não se pode tomar banho com eles. E toda a gente sabe que os estamos a usar...

Mas tinha que ser, não nos curam, servem apenas para nos ajudar a ver melhor e é para já, a melhor solução para não vivermos um pouco à margem do que não conseguimos ver. 
Tudo isto para dizer que há dias encontrei este pequeno filme e, como resulta mesmo, achei que era de partilhar.

Gata escondida

...com o rabo de fora