23 de maio de 2014

Como nos sentimos

No editorial da revista Prevenir do mês de Abril vem um link para uma TED talk brilhante sobre a depressão.
É um tema difícil mas um acto corajoso, uma conversa não só na primeira pessoa que nos dá a conhecer um pouco mais desse mundo estranho que são os caminhos da mente e o esforço sobre-humano que todos os dias é necessário enfrentar.
Andrew Solomon, um escritor nova-iorquino que conheceu a fundo a inacção, a tristeza, a falta de vitalidade, e tudo o mais que a caracteriza. 
Simplesmente a não perder. Aqui.

O começo do fim-de-semana

A semana de trabalho parece ganhar todo um novo sentido quando chega a sexta-feira ao final do dia, quando muda aquele último minuto que nos dá a permissão de nos levantarmos mesmo antes de desligar o computador, arrumamos a secretária a correr e saímos porta a fora. Há dias em que me esqueço das horas mas à sexta-feira é imperdoável, a tarde já pesa tanto que literalmente nos arrastamos de um lado para o outro, o silêncio que reina naquele escritório à sexta à tarde, denuncia a dormência colectiva que se apodera de nós. É penoso, a sério!
Adoro chegar a sexta à noite e saber que posso (se quiser), ver um filme ou uma série sem ter que me preocupar com o número de horas que (não) vou dormir. Levanto-me sempre muito cedo e normalmente às 10 da noite já caio para o lado. À sexta à noite é rara a vez que não adormeço em frente à TV. Hoje já cabeceei várias vezes, mas é sexta-feira, é dia de inabalavelmente me manter acordada só porque sim, ir para a cama é dar o braço a torcer e perder  estas tão desejadas primeiras horas. É ponto de honra, é sexta-feira e é dia de ficar sentada no sofá nem que seja para dormir.

20 de maio de 2014

O Martelo do Thor


Somos fãs da Rádio Comercial e o piolho é super-fã do "hoje é dia de...", canta o "jingle" ou o indicativo, como eles dizem, e vibra com a informação que faz questão de repetir exaustivamente para não se esquecer de dizer na escola.
Hoje então foi o delírio, de acordo com a mitologia Escandinava, hoje é dia do Martelo do Thor, e se há fã do martelo do Thor, mais do que do o próprio Thor, é o meu filho!
E lá veio ele o resto do tempo no carro a fazer efeitos sonoros enquanto na sua imaginação empunhava e lançava a "ferramenta"  poderosa em direcção a monstros imaginários

Desde que me conheço que adoro heróis de animação, BD e ficção -  Disney, Marvel, venham eles, quantos mais, melhor e vou adorar poder partilhar isso com o piolho (quando ele crescer mais um bocado). Mas, quando nos tornamos mães (e se calhar pais também) avaliamos as coisas por outro prisma, e ainda bem. Não querendo entrar na parte da "Psicanálise dos contos de fadas" (que é um livro fantástico escrito por Bruno Bettelheim e que recomendo - mas só a quem tem paciência para este tipo de literatura), quando pensamos ou transpomos um pouco daquela realidade para a nossa é que nos apercebemos da quantidade de violencia que carregam, e se sonhamos em andar ali de um lado para o outro a fazer o mesmo que o herói, vale a pena pensar no stress que realmente seria, um mundo hostil, cheio de inimigos com capacidade estranhas para nos lixar a vida, que só querem o que nós temos e muitas vezes só nos querem matar porque sim . Gostamos de ver porque o herói dá uma carga de pancada aos maus e no fim vence sempre. E nós vibramos porque na nossa imaginação também damos cargas de pancada e vencemos sempre - somos heróis.  
Paralelismos à parte, porque também vivemos num mundo lixado onde a pancada que damos e levamos é um pouco diferente (embora faça por vezes mais mossa), e há "seres" com quem interagimos que parecem mesmo de outro mundo, pelos "poderes" que têm. Talvez não seja tão mau deixar as "ferramentas" e os seus donos nos mundos a que pertencem, assim como assim a vida já é tão complicada e se todos pudéssemos ser heróis, era uma confusão desgraçada. Diz-se que em terra de cegos, quem tem olho é rei, e nós somos assim, quem é grande é quem tem o poder, a única diferença é que não somos como os seres invasores, não nos atrevemos a fazer frente. Somos seres pacíficos, e pancadaria mesmo, só em sonhos, ali ao lado do Chris Hemsworth...

16 de maio de 2014

Cem dias felizes


Dizem que são necessários 28 dias para mudar um comportamento. É o tempo que o cérebro necessita para quebrar um hábito.
E já que a felicidade vem de dentro, bora lá ser feliz!
Tudo aqui.

Modas há muitas


Não sei com que velocidade as modas voam de escola para escola mas, parece-me que há por aí uma epidemia (pandemia?) de pulseirinhas de elásticos. E claro, de tão coloridas que podem ser nem os mais pequeninos ficam imunes. É vê-los a querer fazer, e a não conseguir, e sobrar sempre para quem? Claro, os pais - as mães que isto é coisa de gaja, pai que é gajo não é apanhado morto a fazer pulseirinhas coloridas.

A modos que lá fui à "loja do chinês" e comprei mais dois pacotes de elásticos... um deles de elásticos que mudam de cor ao sol. Já sei que vai querer uns que mudem de cor dentro de água e uns que mudem de cor à noite e outros que mudem de cor quando o rei fizer anos... mas não há, só mesmo na imaginação deles.

À conta disto já revivi neste últimos dias algumas modas que vingaram nos meus tempos de escola. Daquela que mais memórias e saudades me deixou é o lemon twister (um anel - que se colocava no tornozelo - ligado por um tubo a um limão - tudo de plástico -  fazia-se rodar com um pé e saltava-se com o outro), adorava aquilo. Lembro-me também do Aquaplay com os botões para tentarmos com a força da "corrente" enfiar os aneis nos espigões. Lembro-me do Vai-vem, um género de limão grande com duas pegas de cada lado e duas cordas que o atravessavam, ao abrirmos de um lado, o limão deslocava-se nas cordas para o outro jogador...  O 4 em linha...  Do cubo mágico não se esquece até porque nunca deixou verdadeiramente de existir. Ah, e tive um "jogo electrónico" e mais, ainda funciona! Mas este, o meu filho não vai conhecer já até porque nem deve achar piada nenhuma, é a preto e branco...

Mas agora é mais pulseiras e mãe fixe deve ter e usar uma pulseira feita pela, ou igual, à da sua cria. Chama-se empatia, há quem lhe chame orgulho, há quem lhe chame mariquice. Cá por mim chama-se abraçar a ideia e aproveitar porque tenho a desculpa de ser mãe e posso sempre dizer que o piolho insistiu, e ele bem que insiste. É aproveitar.

13 de maio de 2014

O melhor de dois mundos

"No dia 16 de Maio nasce uma nova marca. A Optimus e a ZON juntam-se para lhe dar o melhor de dois mundo. Mas não se preocupe: para si, tudo se mantém." 

Esta foi a mensagem que alguns milhares de pessoas receberam hoje nos telemóveis, fazendo parte da campanha de lançamento da junção das duas operadoras.
Mas há algo de estranho, ou eles ficaram de repente demasiado honestos ou qualquer coisa de muito estragado os senhores da publicidade comeram ao almoço.
Que eles não dão nada a ninguém, já nós sabemos, que eles dizem ter o melhor de dois mundo, todos dizem, mas, prometer que vão dar o melhor e depois dizer a cada um que tudo se manterá, por mais pura verdade que seja, é... desconcertante, é demasiado frontal, é demasiado honesto, nós não estamos habituados a isto.

De qualquer modo, obrigada, agradeço a honestidade, mesmo, nem estou em mim de surpreendida. E ironias à parte, sei que falam a verdade.
Pela parte que me cabe, e com toda a honestidade, prometo que também tudo se manterá.

Na escola

Por estes dias aprende-se sobre o corpo humano.