27 de outubro de 2013

Alfaces ( e cebolas)


Diz o Borda D'Água que Outubro é mês para resguardar do gelo e preparar canteiros para a sementeira de alface e cebola.
Por aqui já semeámos, já colhemos e já comemos as alfaces da nossa horta (leia-se varanda). Não me lembro quando as plantámos - Setembro seguramente.  E hoje, porque o Borda d'água disse, já replantámos tudo.  Também temos salsa. E recomendo não só porque temos as plantas frescas quando precisamos, mas porque para eles, é uma aventura segurar na semente, plantar e ver crescer. Pode ser feito num qualquer pequeno vaso dentro de casa (para a alface o vaso tem que ser um bocadinho maior senão não cresce) e já agora, um alerta para o tipo de terra, já se vendem sacos de terra própria para cultivo de alimentos, a planta absorve tudo o que o solo contiver - caso não tenham por perto sitio onde ir buscar um bocadinho de terra sã (a terra para flores tem químicos específicos para flores).
Boas sementeiras caso queiram arriscar.

O dia para os Jornalistas da Paz

Hoje é Dia dos Jornalistas pela Paz. 
Quando era miúda cheguei a querer ser (entre muitas outras coisas) jornalista. Talvez um pouco impressionada com filmes e séries da década de 80 em que jornalistas heróicos salvavam o mundo. A minha ideia, no entanto, não era salvar o mundo (!), o que me motivava era escrever. Escrever, escrever, escrever de forma limpa e clara. Ter ideias brilhantes e mover montanhas com elas. Nunca me ocorreu que os jornalistas dos filmes eram personagens moldadas cujas vidas e sucessos são pensados a várias cabeças.

A vida levou-me por outros caminhos e hoje basicamente embora me continuem a impressionar as ideias brilhantes e bem escritas, aprendi que todos nós quando temos algo de bom a transmitir e se com isso pudermos ajudar alguém a perceber melhor a vida, fazemos um pouco jornalismo pela paz. Que me perdoem os Jornalistas-jornalistas, não quero de forma alguma menosprezar o seu trabalho nem apropriar-me do seu esforço. E perdoem-me a comparação, só acho que se divulgando informações que podem ser úteis aos outros (e a até para connosco - tendo em conta que muitas vezes encontramos as nossas respostas enquanto tentamos ajudar outros a encontrar soluções) e os ajudamos a encontrar caminhos para a vida, fazemos um pequeno "trabalho" em prol da Paz, é a tal eterna história de trazer à luz, de mostrar o caminho.

Mas os Jornalistas, aqueles que se focam em perseguir histórias onde o ser humano não é entendido como tal, em defender o seu trabalho,em expor situações, pessoas, países, culturas, religiões. Jornalistas que arriscam tudo para que a verdade se saiba, têm todo o meu respeito e admiração. Talvez na próxima vida faça parte das vossas fileiras. 
E sendo o Nobel da Paz o único (dos prémio Nobel) que (de acordo com a wikipédia) "pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas num processo de resolução de problemas, em vez de apenas distinguir aqueles que já atingiram os seus objetivos em alguma área específica"*, não é curioso que nenhum jornalista que tenha exposto uma situação de violação de direitos humanos e com isso tenha ajudado a salvar seres humanos de uma vida miserável - de uma morte certa, nunca tenha ganho este prémio? Ou será que ando a ver demasiada televisão?

De qualquer modo, a todos os jornalistas que trabalham para um mundo melhor, a todos os jornalistas isentos de influencias e cores políticas, a todos os jornalistas que conseguem ver no seu semelhante razão suficiente para lutar por um amanhã em paz, feliz dia e votos de muito sucesso.

26 de outubro de 2013

Mensagem para o Bruno


Bruno, és um homem de sorte, não só porque ela (ele?) te ama de uma forma diferente como te ama sem medos. E no fundo isso é o mais importante.

Constipações, gripes e virus


Para onde quer que me vire, só vejo, leio ou oiço falar de crianças doentes.
À excepção da ida ao médico de ontem, não saímos de casa desde quarta feira, parece-me que "frio" só hoje é que deu um pequeno ar da sua graça, não imagino como será quando se instalar de vez.
A sério, são assustadores os relatos, é só crianças em hospitais, mas o que é que se passa? Parece que com eles é sempre tudo mais assustador. Custa sempre mais quando são os pequeninos.

Sei que a vitima que se segue sou eu, sou de momento o  melhor caso para estudo de desenvolvimento de vírus de constipação. Foram gafanhotos, espirros, tosse directamente na cara, dia e noite. Foram beijinhos de esquimó, foi nariz a ser limpo na minha camisola, no meu pescoço, nos meus braços (no fundo, no meu tudo o que estivesse à mão) nos momentos de colo...
Sempre fui uma esponja quando se trata de vírus, é apanágio meu, por isso, na próxima semana, em que na escola se esperam bolachinhas e bolinhos e festas de Halloween, ar de morta-viva já não será problema, o resto, logo se vê.
E quanto a manter o blog actualizado, espero conseguir, sinceramente, já não há paciência para vir ao blog e ele sempre no mesmo sitio, imagino quem me lê.

E vamos ver se as crianças melhoram, o meu está com Clavamox e singulair e mucosolvan e parece que o estamos a matar cada vez que tem que tomar algum deles. E o pior é que já desconfia que o iogurte leva qualquer coisa a mais.... o que é que vai ser de mim esta noite?

22 de outubro de 2013

E vão quatro

Nem sei muito bem por onde começar.
O tempo não tem sido muito, primeiro porque queria deixar tudo pronto para ter os dois dias de férias para me dedicar de corpo e alma à festinha, segundo porque foram três dias completamente caóticos e finalmente porque de volta ao trabalho tinha uma pilha de quase dois centímetros de papel em cima da secretária.
Mas quem corre por gosto não cansa e para ver o filhote feliz, com os olhinhos a brilhar no momento de desempacotar o tão pedido bolo do Mickey, vamos à lua se preciso fôr
Não o faço porque sou maluca (como nos dizem nestas alturas) faço-o porque gosto e faço-o porque ele gosta. E não tenho técnicas (nenhumas) especiais, vou às apalpadelas, literalmente, ou tudo teria corrido de uma forma bem mais rápida.

Comecei quinta feira depois do almoço e com a interrupção da tarde de sexta feira para cantar os parabéns na escolinha, foi dia e meio (tudo somado) de pé na cozinha. Sábado não cabia nas calças, de inchada que estava. Parece mentira mas eram dois quilos, dois quilos que desapareceram por artes mágicas só porque no Domingo dormi até me fartar. Não me venham cá dizer que o cansaço emagrece... a mim e aos 40s já não.
Mas pronto, antes que comece para aqui a deambular por temas que nada acrescentam à história, aqui fica um pouco do "Making of". Foi o típico caso de não olhar a meios para atingir os fins. A pontaria é o resultado final, acho que consegui acertar no alvo, naquelas linhas mais afastadas do centro, mas no alvo.
E adorei, faria tudo de novo com aldrabice e tudo, é que no fim, o Mickey parecei que sofria de uma qualquer doença estranha, começou a ficar mole e enrugado... 

O bolo que foi para a escola (antes de completar o nome...).  



O primeiro bolo (da Casa do Mickey) foi o da escola, na sexta feira. O que o fez sentir-se o rei da festa porque tinha um bolo que não só era do Mickey mas que tinha estrelinhas e tudo...  E deu-me uma satisfação especial porque arrancou um "Ah" geral de admiração infantil dentro da sala.
O segundo era para a família que cá está mais perto e dois ou três amiguinhos mais especiais. Este Mickey, teve tantas mas tantas festinhas (não sei se teve beijinhos mas não me admirava nada) que acho que se a ASAE lá tivesse passado teria de certeza interditado a festa. Ah, e de casa já levava um buraco na orelha (da direita) porque o meu filho não resistiu.



16 de outubro de 2013

Bananas

A flor antes de ser o fruto.



Para quem como eu não faz/fazia a menor ideia da beleza da banana em flor.

15 de outubro de 2013

Entender a greve

Ontem a caminho de casa ía eu já a antecipar e a recordar os efeitos da greve do Metro da semana passada e estava com a minha lengalenga para  meu filho:
- Amanhã temos que acordar bem cedinho [levanto-o todos os dias à 7:00] para sair cedo porque há greve.
E começa o senhor da rádio com as notícias a dizer que a greve foi desconvocada e eu digo:
- Olha, afinal já não há greve.
- O que é greve?
- Então não te lembras, a mamã já te explicou [há uns meses], é quando por exemplo tu vais lavar a loiça e reparas que não tens detergente, então, ficas ali ao pé do lava-loiça e dizes que não podes fazer o trabalho que te mandaram porque não tens condições, não tens tudo o que é preciso por isso não consegues trabalhar.
- Ah eles não querem trabalhar não é?
...