Por aqui o regresso às aulas foi calmo e tranquilo, acho que apesar de três semanas de afastamento e brincadeira total, as saudades da escola e dos amiguinhos já se faziam sentir.
Talvez valha a pena lembrar que existem já mais de 150 bancos de reutilização de livros escolares. Para os mais distraídos, a informação toda aqui. E é uma boa ideia. Vale a pena contribuir, é uma forma de ajudar crianças e jovens a chegar ao conhecimento, e isso só é bom para todos.
Contribuir e usufruir, a ideia é nos dois sentidos.
Movimentos destes só nos podem deixar felizes, com fé e esperança num mundo melhor.
9 de setembro de 2013
Viseu (parte II)
A primeira vez que pensei a sério em Viseu foi quando me inscrevi na faculdade. Tínhamos (acho que ainda é assim) que colocar as várias faculdades por ordem de preferência, primeiro vinha Lisboa porque era cá que vivia, depois coloquei Viseu e em terceiro lugar coloquei o Porto. Tinha a certeza que ía entrar em Viseu - entrei em Lisboa. E Viseu ficou para mais tarde.
A parte velha de Viseu é a que mais me atrai, acho que à medida que vou envelhecendo, me vão encantando cada vez mais as histórias por contar. Há uma atracção generalizada pelo campestre antigo e eu não sou excepção. Pudesse eu ter uma casinha com um quintal numa qualquer aldeia e acho que nunca mais de lá saía. Ainda não perdi a esperança, talvez um dia ganhe o totoloto, só preciso de começar a jogar.
E Viseu
Viseu é muito mais que cinco ou seis fotografias. Acho que foi amor à primeira vista, gostei dela assim que a vi.
Mas Viseu com o desenrolar do tempo tem-se tornado família, Viseu não é uma cidade onde vamos passear e tirar fotografias (tal como Grândola), a Viseu vamos para estar com as raízes. Para falar do quanto a cidade mudou ao longo do tempo, para ver onde moravam amigos, onde se passavam noites em festa, onde antes era a escola, onde se fez o exame de não sei quê. Onde era a quinta da bisavó.
Ericeira
Eu sei, é um exagero mas pronto, foi o máximo a que consegui reduzir. Há que reconhecer que temos um país lindo e é um trabalho difícil fazer a seleção das fotografias. E se temos muitas é porque gostámos mesmo.
Para quem tiver paciência, seguem-se 10 conjuntos (ou 34 em 10).
8 de setembro de 2013
O Verão
Para mim o Verão terá sempre maiúscula. Mais pelo sentido, pela estação que é, pelo que nos dá do que pelo Acordo ortográfico.
A Primavera traz o parentesco no nome mas o Verão é por excelência o tempo dos primos.
Os meus verões da infância eram três infindáveis meses passados na companhia da minha prima, em plena vila alentejana, valia-nos a biblioteca municipal e uma ou outra amiga com quem ao fim da tarde corríamos a vila de bicicleta. Os banhos no tanque (de rega), o pão com manteiga e açúcar, a televisão a bateria, malgas de melancia ao lanche, as brincadeiras com os cães, os gelados feitos de refresco e congelados na arca. Açorda de alho, sopas de tomate, café de cafeteira, bolinhos de torresmos, e cartas, muitas cartas aos amigos que ficavam em Lisboa.
O céu nocturno era de cortar a respiração, tantas estrelas quantos os desejos dos homens. Este ano consegui voltar a vê-lo, há muito que não o via. Uma sensação de pureza e um banho de realidade, um alerta para o pequeno que somos comparado com o grande que nos achamos no Universo.
Este ano o G teve primos, muitos primos nas férias, este ano mostrei-lhe o céu nocturno e as estrelas que se escondem na noite, é um mundo novo que se revela aos nossos olhos. Inspirada pela visão disse-lhe que poderá ser tudo aquilo que ele quiser, as opções são tantas quantas estrelas há no céu.
Perguntou-me se era para aquele céu que íamos quando morremos. Expliquei-lhe que voltávamos para o sítio onde estávamos antes de nascer. Desconcertou-o mas deve ter-lhe dado alguma tranquilidade, não voltou a falar no assunto.
Mas o menino crescido já teve um Verão diferente, ao mesmo tempo que tentamos levá-lo a um qualquer sítio novo, tentamos juntar-nos sempre com a família para que tenha o melhor de todos os mundos. E é estranho vê-lo a resolver coisas com os primos, a combinarem o que vão fazer, a passear com eles separado dos adultos, sem "trela" (figurativamente falando). E ainda só vai fazer 4 anos! Às vezes acho que cresceu tanto neste último mês que já nem é o mesmo menino. E às vezes até acho que nem eu sou a mesma pessoa.
24 de agosto de 2013
Férias
É verdade, temos andado desaparecidos mas logo logo partilharemos aqui o que tem sido feito de nós. Imagens não faltam :)
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