9 de setembro de 2013

E Viseu


 Viseu é muito mais que cinco ou seis fotografias. Acho que foi amor à primeira vista, gostei dela assim que a vi.
Mas Viseu com o desenrolar do tempo tem-se tornado família, Viseu não é uma cidade onde vamos passear e tirar fotografias (tal como Grândola), a Viseu vamos para estar com as raízes. Para falar do quanto a cidade mudou ao longo do tempo, para ver onde moravam amigos, onde se passavam noites em festa, onde antes era a escola, onde se fez o exame de não sei quê. Onde era a quinta da bisavó.







Ericeira

Eu sei, é um exagero mas pronto, foi o máximo a que consegui reduzir. Há que reconhecer que temos um país lindo e é um trabalho difícil fazer a seleção das fotografias. E se temos muitas é porque gostámos mesmo.
Para quem tiver paciência, seguem-se 10 conjuntos (ou 34 em 10).









 

8 de setembro de 2013

O Verão

Para mim o Verão terá sempre maiúscula. Mais pelo sentido, pela estação que é, pelo que nos dá do que pelo Acordo ortográfico.
A Primavera traz o parentesco no nome mas o Verão é por excelência o tempo dos primos.
 
Os meus verões da infância eram três infindáveis meses passados na companhia da minha prima, em plena vila alentejana, valia-nos a biblioteca municipal e uma ou outra amiga com quem ao fim da tarde corríamos a vila de bicicleta. Os banhos no tanque (de rega), o pão com manteiga e açúcar, a televisão a bateria, malgas de melancia ao lanche, as brincadeiras com os cães, os gelados feitos de refresco e congelados na arca. Açorda de alho, sopas de tomate, café de cafeteira, bolinhos de torresmos, e cartas, muitas cartas aos amigos que ficavam em Lisboa.
O céu nocturno era de cortar a respiração, tantas estrelas quantos os desejos dos homens. Este ano consegui voltar a vê-lo, há muito que não o via. Uma sensação de pureza e um banho de realidade, um alerta para o pequeno que somos comparado com o grande que nos achamos no Universo.
 
Este ano o G teve primos, muitos primos nas férias, este ano mostrei-lhe o céu nocturno e as estrelas que se escondem na noite, é um mundo novo que se revela aos nossos olhos. Inspirada pela visão disse-lhe que poderá ser tudo aquilo que ele quiser, as opções são tantas quantas estrelas há no céu.
Perguntou-me se era para aquele céu que íamos quando morremos. Expliquei-lhe que voltávamos para o sítio onde estávamos antes de nascer. Desconcertou-o mas deve ter-lhe dado alguma tranquilidade, não voltou a falar no assunto.
 
Mas o menino crescido já teve um Verão diferente, ao mesmo tempo que tentamos levá-lo a um qualquer sítio novo, tentamos juntar-nos sempre com a família para que tenha o melhor de todos os mundos. E é estranho vê-lo a resolver coisas com os primos, a combinarem o que vão fazer, a passear com eles separado dos adultos, sem "trela" (figurativamente falando). E ainda só vai fazer 4 anos! Às vezes acho que cresceu tanto neste último mês que já nem é o mesmo menino. E às vezes até acho que nem eu sou a mesma pessoa.

Porque adoramos Julho e Agosto
















24 de agosto de 2013

Férias



É verdade, temos andado desaparecidos mas logo logo partilharemos aqui o que tem sido feito de nós. Imagens não faltam :)

1 de agosto de 2013

As pessoas e a vida

Para quem não tem estado a ouvir rádio, hoje houve aí um pequeno alarido por causa de um blog do tumblr.
Uma rapariga (acho que alemã) foi de férias para Ibiza e a certa altura, durante a noite, já bem bebida, ela e os amigos (as) resolveram ir "skinni dippin" para refrescar as ideias. Mas como por todo o lado há gente sempre atenta às movimentações e vidas alheias, tudo o que o grupo de amigos retirou do corpo (roupa, carteiras, telefones, etc), desapareceu.
O... "rapaz" que achou por bem levar os pertences do grupo ficou com o smartphone da pequena e não sabendo que o upload automático das fotos para a dropbox estava ligado, nem tendo feito nenhum reset ao aparelho, começou a usá-lo.
Resultado, ela vai a cada dia que passa sabendo mais sobre a vida dele. Assim como toda a web.
Podem ver aqui se quiserem.  Mas, gostava só de parar um bocadinho para pensar sobre isto.
A vida é incrível, e neste mundo cada vez mais global as distâncias vão sendo encurtadas a cada dia que passa.
 
Nos meios... mais esotéricos (se é que possa chamar assim) existe uma designação para quem faz o trabalho do bem, chama-se trabalhador da luz. O trabalhador da luz existe em qualquer sítio, em qualquer sociedade, em qualquer tempo. O trabalhador da luz, o trabalho da luz é assim designado por oposição ao trabalho das trevas. A luz é o que nos permite ver, saber. Trabalhar para a luz é trazer à luz, é a partilha da informação. Informados fazemos melhores escolhas e colocando o ego de lado fazemos escolhas humanas e para o bem geral.
Às vezes pensamos e dizemos relativamente a algum assunto pior que "não queremos nem saber", é legitimo. Mas devemos saber. Do bom e do mau. Devemos estar atentos, temos a obrigação de fazermos as melhores escolhas possíveis.
 
Quando tenho conhecimento de casos destes, alguém que é "apanhado" por alguma coisa que fez penso sempre na vida e de como ela é mestra em ensinar-nos lições. Não sei qual é a lição deste senhor, não interessa, interessa que ele a aprenda e interessa tirarmos nós também uma lição disto tudo. A vida encarregar-se-á de levar as consequências até onde têm que ir. O mundo está cada vez mais global a todos os níveis. Temos colegas de trabalho em todas as partes do mundo, qualquer pessoa que se cruze connosco numa qualquer rua pode de algum modo ficar ligada a nós para sempre. Se for por bem é muito bom.

Economia de partilha

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Economia de partilha é o tema desta edição.
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