16 de julho de 2013

Perceber o mundo

Com crianças tudo muda.
Com crianças o imprevisto torna-se frequente e se algumas vezes nos fazem rir à gargalhada noutras alertam-nos para o que se passa à nossa volta ou para a forma como vivemos e levamos a vida.
 
No domingo o meu filho disse-me muito sério:
-"Mãe, eu vi uma senhora morrida!"
- "Viste uma senhora morrida?" - estava mais preocupada em perceber para onde a  conversa se dirigia do que a corrigi-lo.
-"Sim, no sítio Buraca!"
 
E assim percebemos que o mundo não se pode mudar de um momento para o outro, bem ou mal as pessoas vão sempre morrer, os canais divulgam as notícias como querem, é certo que não os podemos ter numa redoma, podemos aos poucos "trabalhar" para construir um mundo melhor enquanto a televisão se mantem (nestas idades) no canal Disney/Panda.

12 de julho de 2013

Um post

Gostei muito deste post.
As pessoas estão ainda demasiado acomodadas. A crise veio trazer mais gestos solidários, mas também trouxe acomodação. É mais fácil pagar para ajudar (afasta um qualquer sentimento de culpa) do que realmente envolvermo-nos.
É bom fazer algo em que se acredita.

Já não há desculpas

Aprender a desenhar a sério.
E como em tudo, a prática faz... o hábito!
Aqui para começar e seguir até ao 21 (no mínimo).

Mini "maxi art-attack" doméstico

 
E depois não me venham cá dizer que os pais não promovem nem fomentam a criatividade. Quem nunca viu a minha casa (principalmente a sala) e o estado permanente de completo caos não me pode dizer (quase) nada.
E não me perguntem o que é, não se vê logo que é um auto-retrato?
Tive que me empoleirar em cima do sofá para fotografar a obra em toda a sua plenitude.

Boas Notícias!

Conheço alguém que vai adorar saber disto.
Foi a notícia que andou a correr "mundo" na semana passada.
Por isso, nada de desesperos. Por alguma razão as crianças o fazem e mais vale não saberem de nada senão ainda querem que os pais o façam também...

Vestidos para a mamã

Há um anúncio na rádio que começa assim: "a minha mulher adora vestidos".
Ontem de manhãzinha vinha com o G no carro a caminho da escola, começou o anúncio e ele, imediatamente:
- A minha mamã adora vestidos. Não adoras mãe?
- É verdade, adoro vestidos. Não tenho é muitos.
- Porquê?
- Porque não tenho dinheiro para os comprar.
Ele pensou um segundo
- Mas o pai tem!... E eu e o papá vamos comprar roupa p'a ti.
- Vão? Tu e o pai? E tu tens dinheiro?
- Tenho olha, até tenho um cartãozinho - e mostrou um cartão de desconto da Repsol que terminou o mês passado e o pai deu-lho para ele brincar, ele guarda religiosamente o cartão no carro (para ir às compras).
 
Achei giro que ele tivesse oferecido tão prontamente a sua assistência. Noventa e nove por cento (98, vá) das vezes ando de calças mas, no verão, com o calor, adoro mas adoro vestidos. Provavelmente por me ver mais "menina" ele goste de me ver de vestido e ache que devo usar mais, talvez. Sei que quando calço umas sabrinas/botas/ténis coloridos ou floridos ele elogia-me, diz "uau mamã, que sapatos tão giros!"
É o sentido estético, isso ou a esperteza galanteadora, o tempo o dirá.
 
"Papá" leste este post?...

Nas notícias de hoje

Li esta notícia e fiquei mesmo satisfeita, grande Juiz, adorei que ele tivesse tido tão genial ideia. Gosto quando as pessoas se empenham (nem que seja só um bocadinho) em ajudar os outros, gosto de ler notícias destas, gosto de ver o mundo a caminhar numa boa direcção.
Depois fiquei com pena, só uma marca, só uma, concordou. Talvez as outras achem desprestigiante que os pobres vistam roupa com os seus logos - que até nem tem referências nenhumas porque serão retiradas (as referências). E já agora se são retirados os logos, não sei porque é que as marcas ainda têm que autorizar o que quer que seja, mas pronto.
E por fim estraguei tudo, estraguei porque fui ler os comentários (na esperança de descobrir que marca teria sido a que concordou), e achei que estava noutro mundo, noutro país, numa realidade alternativa daquelas tipo filme série B, num planeta de...   nem tenho palavras, e até senti vergonha!
Será possível que as pessoas não entendam as dificuldades por que certas famílias passam nestes tempos?
Roupa que vai para destruir, que nem é fabricada pelas marcas (as marcas não têm prejuízo nenhum)... o prejuízo vai para quem as contrafez que é o que se quer...
Se calhar sou eu, só posso ser eu!