27 de junho de 2013

Independências


Incutir independência é a obrigação de qualquer pai/mãe minimamente ciente do seu papel.
Mesmo ao mais distraído dos pais, que faça as "coisas" por não se lembrar de pôr à prova o seu rebento, ele (rebento) tratará de se "rebelar" e querer ser ele a fazer certas coisas "sozinho!"
O meu pirulito há muito que já se consegue vestir sozinho (chegar realmente a vestir-se e então de manhã com as pressas, é outra história) mas ontem à noite, quando chegou a hora do pijama, despiu-se todo e feliz da vida disse-me:
-Mamã olha, dobrei a roupa toda sozinho!
(Fica o registo para mais tarde lhe recordar).

As flores


O meu filho gosta de apanhar florinhas para dar à mamã. A vovó já o ensinou a pedir antes de o fazer porque às vezes as flores pertencem a jardins e não se pode simplesmente andar a colher a flor alheia.
Mas na semana passada na escola não se livrou de ficar de castigo porque resolveu apanhar um malmequer e teve tanto azar que veio logo um terço do arbusto atrás.
Ficou sentadinho no recreio a ver os outros brincar...
Tento explicar-lhe que as plantas são lindas onde estão, e pessoalmente não concordo com a apanha de flores, a alegria/cor/luz que dão a uma casa é demasiado efémera, como se o custo (e não estou a falar de dinheiro) fosse demasiado alto. As flores são bonitas no jardim sempre, mesmo até ao fim.
E não tenho nada contra as floristas.

25 de junho de 2013

Feeding the 5000

É uma campanha internacional contra o desperdício alimentar que terá lugar em Lisboa, no Jardim da Amnistia Internacional (que se localiza entre a Rua de Campolide, a Av. José Malhoa e a Rua Cardeal Saraiva)  no dia 7 de Julho.
Esta campanha passou já por Inglaterra, França e Irlanda e no final deste mês passará ainda por Amesterdão (dia 29). Tem como parceiros o programa FUSIONS, a campanha Think.Eat.Save.
 
Das 11:30 às 21:00h será confecionada uma sopa da pedra com o objectivo de alimentar 5000 pessoas. Desenrolar-se-á ainda ao longo do dia um conjunto de actividades culturais e sociais relacionadas com a temática e com o apoio de movimentos como Zero Desperdício e a ReFood.
Tudo por uma boa causa.
Não esquecer, dia 7 do mês que vem.

Aqui para mais informações sobre a campanha internacional e para assinar a petição.
E aqui para saber tudo o que se vai passar no próximo dia 7.

Amarelo-senhora

A mamã ontem conseguiu finalmente uns minutos e arranjou as mãos. Pintei as unhas de um vermelho luminoso. Quando no carro lhe mostrei a cor perguntei-lhe:
-Gostas?
- Sim! - olhou mais um pouco e perguntou - É p'a seres senhora?
-.... Sim...
- Então, prá próxima tens de pintar de amarelo!
(ou não fosse o amarelo uma das cores preferidas desta idade).

24 de junho de 2013

Esclarecimento (ou não)

É por estas e por outras que sou contra o novo AO. Desvirtua-se a língua só porque sim, só porque alguém se lembra que a partir de agora lhe apetece inventar uma palavra.
Recebi o texto por email e fui em busca de confirmação por parte da nossa gramática. Descobri que a dúvida circula na net desde 2011, e descobri também que a nossa nova gramática já permite de tudo.
Bem dito Acordo Ortográfico, quem nunca soube escrever português agora dita as regras. Toda a gente diz o que lhe apetece, tudo é permitido.
 
Passo a transcrever.

                           Presidente e Presidenta
 (...)
 
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?!
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
 
Portanto, em Português correcto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta".
 
  Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
  "A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Aqui, aqui, aqui (e em tantos outros sítios).