25 de junho de 2013

Amarelo-senhora

A mamã ontem conseguiu finalmente uns minutos e arranjou as mãos. Pintei as unhas de um vermelho luminoso. Quando no carro lhe mostrei a cor perguntei-lhe:
-Gostas?
- Sim! - olhou mais um pouco e perguntou - É p'a seres senhora?
-.... Sim...
- Então, prá próxima tens de pintar de amarelo!
(ou não fosse o amarelo uma das cores preferidas desta idade).

24 de junho de 2013

Esclarecimento (ou não)

É por estas e por outras que sou contra o novo AO. Desvirtua-se a língua só porque sim, só porque alguém se lembra que a partir de agora lhe apetece inventar uma palavra.
Recebi o texto por email e fui em busca de confirmação por parte da nossa gramática. Descobri que a dúvida circula na net desde 2011, e descobri também que a nossa nova gramática já permite de tudo.
Bem dito Acordo Ortográfico, quem nunca soube escrever português agora dita as regras. Toda a gente diz o que lhe apetece, tudo é permitido.
 
Passo a transcrever.

                           Presidente e Presidenta
 (...)
 
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?!
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
 
Portanto, em Português correcto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta".
 
  Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
  "A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Aqui, aqui, aqui (e em tantos outros sítios).

21 de junho de 2013

E por falar em comida

No seguimento de um post que coloquei aqui em  Fevereiro a divulgar um concurso de comunicação lançado pela Oikos, gostaria de deixar aqui o link de acesso aos 12 melhores trabalhos que se fizeram por cá.  São bons, ninguém dúvida da capacidade desta gente. Talvez voltemos a ouvir falar deles.
Parabéns (atrasados).

O Ministro, a Europa e os OGMs

É oficial, estou em estado de choque.
 
A notícia já é de ontem.
E correndo o risco de torrar a paciência a quem me lê, tenho mesmo que reclamar. Não posso ficar calada.
 
Num mundo em crescente desespero por equilíbrio, saúde, equidade, igualdade, em crescente desespero  por trabalho, com tanta terra abandonada, ocorre-me responder primeiro que tudo com "quotas de produção".
É preciso alimentar? Cultive-se, cultive-se em segurança. E não, não tenho medo de meter as mãos na terra, digo cultive-se porque há muita gente a querer trabalhar e a quem não é permitido. Há terra suficiente para alimentar a população, há gente suficiente para produzir, ponto final.
 
Depois ("depois" apenas aqui em texto), temos a saúde que começa primordialmente no prato, como é que é possível que a inteligência deste senhor (e outros como ele) chegue a este ponto?
Evoluímos da forma que evoluímos pela alimentação que temos. E se na questão dos OGMs nos demarcamos dos Estados Unidos (que por acaso até tentam a todo o custo acabar com este tipo de produção), só temos mais é que dar o exemplo, lutarmos para mantermos a (pouca) proteção que temos, lutarmos por uma alimentação que evolui connosco e que à partida é livre de manipulação genética.
 
Em terceiro, lembrei-me dessa coisa  fantástica que a União Europeia anda aí a preparar que é a "lei das sementes" (já agora, as petições têm lá os links, é só clicar e assinar) e começo a achar que é muita coisa relacionada... se calhar já estou com a mania da perseguição mas que as coisas se juntam a formar um desenho, isso juntam.
Teoria da conspiração ou não, certo é que quando não estamos informados facilmente nos deixamos convencer que o que se pretende é o melhor para nós. E sinceramente, já começo a não acreditar em ninguém. É urgente que nos informemos, que "lutemos" pelo que é naturalmente nosso. Se e quando uma lei destas passar na Europa então já não há nada a fazer, passamos a ser frangos de aviário, as nossas crianças passam a desenvolver-se ainda mais depressa, as puberdades passam a ser aos 6 anos e o crescimento simplesmente para (aqui, aqui, etc). É isto que queremos?
Eu sei, pareço fundamentalista mas a verdade é que às vezes acho mesmo que o sou em relação a isto. Em minha casa não há só alimentos biológicos e detergentes ecológicos e roupa de algodão orgânico e sem branqueamentos, não, também há batatas fritas e gomas e garrafas de água de plástico e roupa e detergentes do Continente (embora o Continente já tenha a sua marca ecológica), mas assustam-me certas fronteiras que vão sendo ultrapassadas. Usa-se o nome do bem comum para se brincar com a saúde humana, e não está certo. Não está certo que decidam por nós sem considerarem a nossa vontade.
Estou mesmo lixada com isto ("lixada" não é bem a palavra que esta gente merece)!
 

Observar e aprender

Chegam as férias e as actividades multiplicam-se, não só se querem as crianças/jovens ocupados como há cada vez mais um esforço maior para dar a conhecer a arte/ciência/cultura às gerações mais novas.
Sempre tive uma predilecção especial pelas estrelas, pelos planetas, pelas galáxias. E é com satisfação que vejo o Observatório Astronómico fazer actividades atrás de actividades.
Hoje, por exemplo, aproveitando o solstício já que hoje ao meio dia solar, é o momento em que as sombras atingem o seu tamanho mínimo, observando (assim o sol o permita) e medindo, vão ensinar como fazer o cálculo do raio Terrestre... 
Oh, mas, mas.... e a matemática?  Não faz mal a ninguém, é assim que se consegue atrair a gente mais nova para determinadas áreas, também vão construir um relógio de sol. Se eu pudesse, estava lá caída com o meu piolho.
Mas não são só cálculos, no Domingo, por exemplo, a partir das 20h30m haverá uma sessão especial de observação da lua (de entrada livre) porque nessa altura a lua será "Super", bom, o efeito é apenas do nosso cérebro, a lua parece bem maior mas é o momento em que a lua estará mais próxima da terra (acontece todos os meses) e eles explicam isso tudo muito bem. Aqui.
São só sugestões, e é sempre bom dar a conhecer coisas novas às gerações que começam, abrir o leque de opções que têm à disposição, já para não falar da curiosidade e praticas diferentes do que estão habituados. É giro fazer coisas novas e conhecer os sítios onde os crescidos as fazem.

20 de junho de 2013

A querida chucha



A querida chucha desapareceu lá de casa.
O G atirou com a chucha e ela simplesmente desapareceu, não está em lado nenhum e quando na segunda-feira me pedia ajuda para a procurar perguntava-me com um ar desesperado:
"- Porque é que as minhas coisas estão todas a desaparecer?"

As coisas dele não estão todas a desaparecer, ele é que num acesso de mau feitio atirou com a chucha e a mamã só deu uma ajudinha a uma chucha cansada e já toda roída. E não, não correu nada mal.
Como a culpa foi dele - foi ele que atirou com a chucha - até nem reclama, já se passaram 2 dias (o dia intermédio passou na vovó mas havia por lá uma chucha perdida) e duas noites e parece ele que nunca usou uma chucha na vida.
E mais uma etapa superada.

Mano(a)

E assim foi, o meu filho tratou de dizer na escola para quem quisesse ouvir, alto e bom som que a mamã tinha um mano na barriga.
Sabendo que não tencionamos ter mais nenhum filho, a notícia gerou grande festa e animação, de tal modo que ontem de manhã quando lá chegámos, a educadora veio com um grande sorriso perguntar pelo bebé...
 
Escusado será dizer que não foi a barriga mas o coração da mamã que ficou meio apertado.

PS - Para o caso de ter ficado alguma dúvida, não, não há bebé nenhum.