12 de abril de 2013

Superação - Pensamento para o futuro

No domingo passado o nosso primeiro fez uma comunicação ao país. Foi ás 18:30 (se não estou em erro). A televisão saiu do canal infantil e entrou numa sala cheia de jornalistas que aguardavam uma presença a qualquer momento.
A mamã estava na cozinha, o papá aguardava a entrada em cena do protagonista e ele, ali numa excitação de quem espera algo importante mas sem fazer muito bem ideia do quê.
Quando o senhor entrou pela porta que a televisão mostrava ele correu para a cozinha:
-Vem aí, vem aí o Passos Coelho! - anunciou - Vou avisar a vovó! 
Ri, não disse nada e ele voltou para a sala
-Superação, ele disse superação!- espreitou da sala como que a manter-me a par do que se passava.
Pouco depois veio ter comigo: - Superar a crise!- disse em conclusão - Superar a crise!
 
Não vi a comunicação do nosso primeiro ministro mas a pessoa pequenininha que anda lá por casa resumiu tudo muito bem. Pena que tenham eles (os nossos pequenininhos) que levar com isto tudo, e agora ainda vão ser mais sete anos difíceis no horizonte.
Haja saúde. 

A Primavera


A Primavera é daquelas primas que às vezes é fantástica e outras vezes pode ser bem mázinha, daquelas com quem passamos muitas reuniões de família mas nunca um Verão inteiro. Companheira de brincadeiras por quem desarrumamos o quarto inteiro e a quem emprestamos todos os brinquedos.
Daquelas primas muito presentes na intensidade da infância e que depois, quando crescemos, recordamos com saudade porque nunca mais nos tivémos como antes, como se a idade adulta nos afastasse e só muito de vez em quando nos encontramos e usufruímos verdadeiramente na companhia uma da outra. Faço algum sentido? 
Porquê? Porque a Primavera aquela muito presente tem viagem marcada para a próxima semana, vem visitar-nos. Está tudo preparado, o programa das festas é o que acima copiei.
Tudo aqui, no seu original (não sei por quanto tempo mas, obviamente, aguardam-se alterações - para um lado ou para o outro).
E eu aqui numa tristeza porque ainda não vi andorinhas este ano.

8 de abril de 2013

Os senhores das empresas públicas

Não é segredo nenhum que correu pela net, no final do mês passado ( e continua), uma petição contra a presença do nosso antigo primeiro ministro como comentador da RTP. O que parece ser segredo é o facto de a RTP se estar a borrifar para a população.
 
Confirmei o número, e esta manhã este era o quadro do site da petição pública. Devo dizer que este post não tem nada a ver com a petição em si nem com quem nela figura, ontem foi o primeiro dia (de muitos, certamente) de comentários, eu não vi e não li ainda nada sobre o assunto, não sei se falou bem, se falou mal, se disse alguma coisa de jeito, se colocou o dedo na ferida ou se, como era costume, fez alguma birra. 
 
A questão aqui é tratar-se de uma empresa pública que vive com o nosso dinheiro, o nosso trabalho, o nosso esforço. Uma amostra acentuada da população manifestou-se por uma determinada opção, por um determinado direito e, como já vem sendo hábito, parece que todos os que gerem empresas pública passam, assim que são nomeados para os cargos, a fazer parte dos escolhidos por Deus. Não sei se os senhores da RTP acham que apenas 135 mil pessoas são contra e os outros 9 milhões e "meio" são todos a favor, ou se acham que o outro senhor ainda pode voltar ao governo e depois vão todos fazer companhia à Manuela Moura Guedes, não sei, sinceramente não sei, assim como assim, a RTP não é um canal muito visto lá por casa.
 
Em democracia todos temos uma palavra a dizer e sendo impossível agradar ao mesmo tempo a gregos e troianos, ensinaram-me os meus pais que é na  educação que nos demarcamos, a educação (o ser educado), o jogo de cintura, a diplomacia, a empatia pode ganhar ou perder uma guerra, e talvez nos possamos debater com a questão da empresa pública RTP ser uma empresa parasita de todos nós. Já que não temos uma palavra a dizer, já que não merecemos consideração nenhuma por aquilo que lutamos pacificamente e em democracia talvez eles não mereçam o nosso esforço, o dinheiro com que somos obrigados a contribuir para que possam ter a altivez que têm.
 
E antes que pensem que estou contra a RTP porque lá colocou o senhor a fazer comentários, não, não é a questão, a questão é dar uma satisfação a quem a sustenta, a questão era vir falar à população e explicar as suas escolhas, paga-se "taxa"(contribuição áudio-visual) para um político ir fazer campanha e dizer mal do governo? Não chegam as campanhas eleitorais em tempo próprio? Ou agora também para lá vai um de cada partido? Se o fizessem para manter a população informada, capacitá-la e incentivá-la a participar, mas não, se a população disser alguma coisa finge-se que não se ouve, é só mesmo mais um tacho! Estou farta de gente que tenho que sustentar e que me trata mal!
E quem diz RTP diz outras empresas, claro.
E não, isto não é incitamento à revolta (quem me dera), não tenho esse alcance.
Mas talvez valha a pena pensar no assunto.

O Bom e o Mau deste mundo

E depois há o reverso da medalha, li esta notícia e por muito que já tenhamos ouvido falar de como as coisas são, parece que nunca o sabemos verdadeiramente. E é a industria da moda de gera milhões e serve de inspiração às miúdas de todo o mundo. O que não é natural e ameaça a integridade do ser humano deve ser combatido, com todas as forças.
E como é que se consegue viver compactuando com este tipo de coisas? Ah, é verdade, pelo dinheiro que se recebe, a razão de sempre.
A raça humana tem graves problemas de ética e às vezes a desilusão é tão grande que apetece desistir. 
Só que depois, assim muito de vez em quando, aparece qualquer pequena coisa que nos restaura a fé...
Valha-nos isso

5 de abril de 2013

Amar e cuidar




Quando somos pequeninos, somos qualquer coisa de fantástico.

Viver no Campo













Assim foi a nossa Páscoa e já estamos cheios de saudades.
O tempo até colaborou (deve ter lido o blog), obrigada!
Correr, brincar, saltar, pisar nas poças, apanhar laranjas, observar os bichinhos, apanhar flores, fazer bolinhas de sabão, cavar a terra, apanhar limões, interiorizar paisagens diferentes, explorar, deixar a imaginação voar, respirar fundo, brincar com o Boris. Tudo o que viver na cidade não é.
Dois minutos depois de se sentar ferrou a dormir.
Qualquer dia mudamo-nos de armas e bagagens.

27 de março de 2013

As lanternas tailandesas, a praia de Carcavelos e a Street (beach?) art









 
Pois foi, esqueci-me de falar da aventura de sábado.
Tudo começou com uma iniciativa que nos (me) cativou pela beleza que prometia.
 
O peixe estava pronto a entrar no forno, horas todas contadas e tudo combinado com o maridão, daria tempo para ir, fotografar e voltar exactamente no momento de servir o jantar. Deixei marido e filho em casa e meti-me a caminho.
 
Cheguei com meia hora de folga, muita gente, muito, muito trânsito e a praia da Torre deserta!
"Mau!" toca de ligar à R: "Pois foi, não viste o facebook, hoje de manhã mudaram para a praia de Carcavelos!"
Havia tempo, toca a andar.
Muita gente contra a corrente, foi fácil perceber que a coisa não tinha mudado só de sítio. E tal como no ano passado foi tudo adiado, o vento, a chuva, etc...  No caminho encontrei a M que vinha de retorno e já me tinha tentado ligar. Obrigada Amiga, acho que nem te agradeci. Curioso como nos encontrámos no meio daquela multidão, se tivéssemos combinado ainda andávamos à procura uma da outra :)
 
Mas nada se perde, o passeio até estava agradável, a ideia era  fotografar e fotografei. Já não andava por ali há muito, a street art floresce por todo o lado, criatividade não nos falta. A multidão espalhou-se e parecia uma noite de Verão (não fosse o vento).
 
Cheguei a casa mesmo a tempo, o peixinho assado confortou-me o estomago. O marido e o filho confortaram-me a alma.