8 de abril de 2013

Os senhores das empresas públicas

Não é segredo nenhum que correu pela net, no final do mês passado ( e continua), uma petição contra a presença do nosso antigo primeiro ministro como comentador da RTP. O que parece ser segredo é o facto de a RTP se estar a borrifar para a população.
 
Confirmei o número, e esta manhã este era o quadro do site da petição pública. Devo dizer que este post não tem nada a ver com a petição em si nem com quem nela figura, ontem foi o primeiro dia (de muitos, certamente) de comentários, eu não vi e não li ainda nada sobre o assunto, não sei se falou bem, se falou mal, se disse alguma coisa de jeito, se colocou o dedo na ferida ou se, como era costume, fez alguma birra. 
 
A questão aqui é tratar-se de uma empresa pública que vive com o nosso dinheiro, o nosso trabalho, o nosso esforço. Uma amostra acentuada da população manifestou-se por uma determinada opção, por um determinado direito e, como já vem sendo hábito, parece que todos os que gerem empresas pública passam, assim que são nomeados para os cargos, a fazer parte dos escolhidos por Deus. Não sei se os senhores da RTP acham que apenas 135 mil pessoas são contra e os outros 9 milhões e "meio" são todos a favor, ou se acham que o outro senhor ainda pode voltar ao governo e depois vão todos fazer companhia à Manuela Moura Guedes, não sei, sinceramente não sei, assim como assim, a RTP não é um canal muito visto lá por casa.
 
Em democracia todos temos uma palavra a dizer e sendo impossível agradar ao mesmo tempo a gregos e troianos, ensinaram-me os meus pais que é na  educação que nos demarcamos, a educação (o ser educado), o jogo de cintura, a diplomacia, a empatia pode ganhar ou perder uma guerra, e talvez nos possamos debater com a questão da empresa pública RTP ser uma empresa parasita de todos nós. Já que não temos uma palavra a dizer, já que não merecemos consideração nenhuma por aquilo que lutamos pacificamente e em democracia talvez eles não mereçam o nosso esforço, o dinheiro com que somos obrigados a contribuir para que possam ter a altivez que têm.
 
E antes que pensem que estou contra a RTP porque lá colocou o senhor a fazer comentários, não, não é a questão, a questão é dar uma satisfação a quem a sustenta, a questão era vir falar à população e explicar as suas escolhas, paga-se "taxa"(contribuição áudio-visual) para um político ir fazer campanha e dizer mal do governo? Não chegam as campanhas eleitorais em tempo próprio? Ou agora também para lá vai um de cada partido? Se o fizessem para manter a população informada, capacitá-la e incentivá-la a participar, mas não, se a população disser alguma coisa finge-se que não se ouve, é só mesmo mais um tacho! Estou farta de gente que tenho que sustentar e que me trata mal!
E quem diz RTP diz outras empresas, claro.
E não, isto não é incitamento à revolta (quem me dera), não tenho esse alcance.
Mas talvez valha a pena pensar no assunto.

O Bom e o Mau deste mundo

E depois há o reverso da medalha, li esta notícia e por muito que já tenhamos ouvido falar de como as coisas são, parece que nunca o sabemos verdadeiramente. E é a industria da moda de gera milhões e serve de inspiração às miúdas de todo o mundo. O que não é natural e ameaça a integridade do ser humano deve ser combatido, com todas as forças.
E como é que se consegue viver compactuando com este tipo de coisas? Ah, é verdade, pelo dinheiro que se recebe, a razão de sempre.
A raça humana tem graves problemas de ética e às vezes a desilusão é tão grande que apetece desistir. 
Só que depois, assim muito de vez em quando, aparece qualquer pequena coisa que nos restaura a fé...
Valha-nos isso

5 de abril de 2013

Amar e cuidar




Quando somos pequeninos, somos qualquer coisa de fantástico.

Viver no Campo













Assim foi a nossa Páscoa e já estamos cheios de saudades.
O tempo até colaborou (deve ter lido o blog), obrigada!
Correr, brincar, saltar, pisar nas poças, apanhar laranjas, observar os bichinhos, apanhar flores, fazer bolinhas de sabão, cavar a terra, apanhar limões, interiorizar paisagens diferentes, explorar, deixar a imaginação voar, respirar fundo, brincar com o Boris. Tudo o que viver na cidade não é.
Dois minutos depois de se sentar ferrou a dormir.
Qualquer dia mudamo-nos de armas e bagagens.

27 de março de 2013

As lanternas tailandesas, a praia de Carcavelos e a Street (beach?) art









 
Pois foi, esqueci-me de falar da aventura de sábado.
Tudo começou com uma iniciativa que nos (me) cativou pela beleza que prometia.
 
O peixe estava pronto a entrar no forno, horas todas contadas e tudo combinado com o maridão, daria tempo para ir, fotografar e voltar exactamente no momento de servir o jantar. Deixei marido e filho em casa e meti-me a caminho.
 
Cheguei com meia hora de folga, muita gente, muito, muito trânsito e a praia da Torre deserta!
"Mau!" toca de ligar à R: "Pois foi, não viste o facebook, hoje de manhã mudaram para a praia de Carcavelos!"
Havia tempo, toca a andar.
Muita gente contra a corrente, foi fácil perceber que a coisa não tinha mudado só de sítio. E tal como no ano passado foi tudo adiado, o vento, a chuva, etc...  No caminho encontrei a M que vinha de retorno e já me tinha tentado ligar. Obrigada Amiga, acho que nem te agradeci. Curioso como nos encontrámos no meio daquela multidão, se tivéssemos combinado ainda andávamos à procura uma da outra :)
 
Mas nada se perde, o passeio até estava agradável, a ideia era  fotografar e fotografei. Já não andava por ali há muito, a street art floresce por todo o lado, criatividade não nos falta. A multidão espalhou-se e parecia uma noite de Verão (não fosse o vento).
 
Cheguei a casa mesmo a tempo, o peixinho assado confortou-me o estomago. O marido e o filho confortaram-me a alma.

A Primavera e a Páscoa


Desde miúda que oiço dizer "Carnaval em casa, Páscoa na rua".
No Carnaval o tempo esteve muito incerto e se momentos existiram que deixaram dúvida quanto à saída do corso, a verdade é que a chuva marcou maioritariamente presença por todo o país.
Por isso, Tempo, se  és visita regular deste blog, lembra-te, a tradição é uma coisa forte, a tradição faz parte da memória do povo, a tradição liga-nos ao conhecimento antigo e o conhecimento antigo é teu amigo, conhece-lo bem. E depois, precisamos de ânimo, podias agilizar um bocadinho a coisa, trazia o Sol deixavas um povo inteiro a sorrir, isso é que era.
Dez milhões (talvez um bocadinho menos por estes dias, deves saber que há muitos de nós espalhados pelo mundo) de pessoas felizes por estar neste país... coisa rara!
Prometes que vais pensar? Prometes?

26 de março de 2013

Uma ideia genial



O meu filho costuma dizer-me: "Mamã, tive uma ideia genial!" Mas na realidade ele foi e é a ideia genial que eu e o pai concretizámos.
(Acho que nunca vou deixar de ser a mãe babada)