22 de janeiro de 2013

6 dias

 
Foram seis dias, seis dias intensos.
Manter a "peste" ocupada nos momentos em que febre era vencida é que foi o mais complicado. Mas o interessante foi vê-lo fazer os puzzles ao contrário porque da maneira correcta já é demasiado fácil.
É engraçado vê-los superarem-se, encontrarem maneiras de tornar as brincadeiras de sempre interessantes.
Desenhar com carvão foi a novidade, amanhã volta à vida real e eu preciso de férias.


a tea and a thought

Bom dia!

20 de janeiro de 2013

Casar

Há uma ou duas semanas o G viu (com olhos de ver), a mamã e o papá na cozinha a dar um abraço. Meio encostado meio escondido na ombreira da porta perguntou com ar acanhado: "Estão a casar?"
Agora quer casar connosco a toda a hora, por tudo e por nada diz "vamos casar!" e lá vamos todos a correr dar um abraço a três. Ele fica tão feliz!

Tréguas

Parece que a febre está finalmente a ceder, deu ainda um ar da sua graça por volta da hora do almoço mas desde aí que não tem dito nada.
Foram três dias e pior, três noites para esquecer. O papá cedeu o seu lugar na cama e o G dormiu como gosta, com companhia. Optámos por não ficar os três para ele não aquecer muito (por causa da febre), mesmo assim, foram horas de voltas e mais voltas na cama, sem encontrar a tranquilidade necessária para um soninho descansado. Muita medição de febre e muito remédio para o bucho. Sempre que o cansaço vencia um bocadinho e ele conseguia adormecer, chamava baixinho e eu dizia "o que foi amor?" e ele repetia: "Toooooooodles".
E depois das sete da manhã dormiu até às dez. Sesta é mentira e eu, eu já não suporto o loto do Noddy.
Como hoje ainda estamos de prevenção à febre, amanhã ficamos ainda em casa, será o quinto dia (suspiro!).
Amiga, o cafézinho combinado para amanhã de manhã vai ter que ficar adiado.

O Nosso Mundo

Em Setembro de 2000, os 191 países da ONU assinaram um pacto, uma declaração (a Declaração do Milénio) onde se comprometem concretamente a atingir dentro do prazo (2015), os oito objectivos (de desenvolvimento do milénio - ODM) que deverão transformar o mundo.
Acabar com a pobreza extrema e a fome, promover igualdades, erradicar doenças, proteger os mais frágeis, promover o desenvolvimento sustentável.
2015 é já ali ao virar da esquina e os ODMs têm ficado convenientemente na gaveta (pelo menos por cá).
A primeira vez que ouvi falar deles foi por volta de 2007, quando fiz um estágio na Oikos, e sinceramente, desde esse tempo, fora desses meios, muito pouco encontrei de novo sobre este tema.
E é uma pena, os ODMs estão intrinsecamente ligados aos direitos do Homem e neste nosso pequeno mundo (felizmente), é um tema sobre o qual não é preciso nem pensar que existe.
Nos dias que correm, com tanta mudança a decorrer, o futuro parece-nos muito incerto, estamos preocupados, não sabemos o que nos está reservado e pensamos nos nossos filhos.
"My World" é a voz de todos nós, é uma ferramenta global, para que possamos contribuir com o que consideramos prioritário nas mudanças que queremos ver no mundo.
Não custa nada, é uma votação ao estilo de teste americano. Não deixem de contribuir para melhorar o mundo de todos nós.



19 de janeiro de 2013

Socorro

 
O G tem um carrinho da loja dos chineses que canta, dança e acende as luzes (só não leva o pequeno almoço à cama), o único defeito que tem é o volume do som, acho que os vizinhos do primeiro andar o conseguem ouvir.
Estando doentinho, tem a vantagem de lhe serem permitidas mais coisas que o costume. Mas não há ouvidos que aguentem, não há cabeça, não há disposição e quase já não há boa vontade. E a continuar assim, pelo menos mais um dia em casa é o que nos espera.
O que vale é que resistência de mãe é algo que recarrega mais depressa que o telemóvel.

Tem sido assim

Estende-me os braços e diz:
- Mamã, peciso de ti.
Eu abraço-o e digo baixinho:
- Vai-te embora, febre, não te queremos aqui.
- Não te  peocupes mamã, a febe já está a passar.
                                  
                             *
- Estou preocupada contigo - digo-lhe num abraço.
- Desculpa mamã!
(oooooooohh!)

                             *

A febre teima em não sair, neste momento está sob o efeito do brufen, é uma maravilha, parece que nada o consegue parar, canta e dança, diz-me "olha, tu não consegues fazer isto" e salta dois quadrados dos mosaicos do chão ou dá um salto enquanto roda no ar, nem parece o mesmo. Depois, de um momento para o outro a febre entra em grande, olho para ele, as faces vermelhas e os olhos pequeninos revelam tudo, parece que vem de mansinho, quando damos por ela já avança pelos 39 graus.
É assim, tem sido assim, não somos diferentes das outras pessoas mas custa tanto quando se trata dos nossos.