20 de janeiro de 2013

O Nosso Mundo

Em Setembro de 2000, os 191 países da ONU assinaram um pacto, uma declaração (a Declaração do Milénio) onde se comprometem concretamente a atingir dentro do prazo (2015), os oito objectivos (de desenvolvimento do milénio - ODM) que deverão transformar o mundo.
Acabar com a pobreza extrema e a fome, promover igualdades, erradicar doenças, proteger os mais frágeis, promover o desenvolvimento sustentável.
2015 é já ali ao virar da esquina e os ODMs têm ficado convenientemente na gaveta (pelo menos por cá).
A primeira vez que ouvi falar deles foi por volta de 2007, quando fiz um estágio na Oikos, e sinceramente, desde esse tempo, fora desses meios, muito pouco encontrei de novo sobre este tema.
E é uma pena, os ODMs estão intrinsecamente ligados aos direitos do Homem e neste nosso pequeno mundo (felizmente), é um tema sobre o qual não é preciso nem pensar que existe.
Nos dias que correm, com tanta mudança a decorrer, o futuro parece-nos muito incerto, estamos preocupados, não sabemos o que nos está reservado e pensamos nos nossos filhos.
"My World" é a voz de todos nós, é uma ferramenta global, para que possamos contribuir com o que consideramos prioritário nas mudanças que queremos ver no mundo.
Não custa nada, é uma votação ao estilo de teste americano. Não deixem de contribuir para melhorar o mundo de todos nós.



19 de janeiro de 2013

Socorro

 
O G tem um carrinho da loja dos chineses que canta, dança e acende as luzes (só não leva o pequeno almoço à cama), o único defeito que tem é o volume do som, acho que os vizinhos do primeiro andar o conseguem ouvir.
Estando doentinho, tem a vantagem de lhe serem permitidas mais coisas que o costume. Mas não há ouvidos que aguentem, não há cabeça, não há disposição e quase já não há boa vontade. E a continuar assim, pelo menos mais um dia em casa é o que nos espera.
O que vale é que resistência de mãe é algo que recarrega mais depressa que o telemóvel.

Tem sido assim

Estende-me os braços e diz:
- Mamã, peciso de ti.
Eu abraço-o e digo baixinho:
- Vai-te embora, febre, não te queremos aqui.
- Não te  peocupes mamã, a febe já está a passar.
                                  
                             *
- Estou preocupada contigo - digo-lhe num abraço.
- Desculpa mamã!
(oooooooohh!)

                             *

A febre teima em não sair, neste momento está sob o efeito do brufen, é uma maravilha, parece que nada o consegue parar, canta e dança, diz-me "olha, tu não consegues fazer isto" e salta dois quadrados dos mosaicos do chão ou dá um salto enquanto roda no ar, nem parece o mesmo. Depois, de um momento para o outro a febre entra em grande, olho para ele, as faces vermelhas e os olhos pequeninos revelam tudo, parece que vem de mansinho, quando damos por ela já avança pelos 39 graus.
É assim, tem sido assim, não somos diferentes das outras pessoas mas custa tanto quando se trata dos nossos.

O que se tem ouvido cá por casa

"- Mamã/Papá, obigado pela tua ajuda, já me sinto muito melhor."

Chuva, chuva, chuva, chuva....

 
Não sendo benfiquista, acho que não me lembro de algua vez ver o nosso mapa assim, (quase) todo pintado de vermelho.
Haja paciência para este terceiro dia sem sair de casa...  também só já quero é que ele fique bom. Trabalhamos para isso.
Bom fim de semana.

18 de janeiro de 2013

Da coragem e da valentia

 
A febre vem (+-) de seis em seis horas, o ben-u-ron não tem tido descanso e hoje lá fomos à senhora doutora.
Como da última vez a visita não tinha corrido muito bem, ensaiámos na sala de espera, expliquei-lhe o que a médica iria fazer e que seria muito bom para ele ficar melhor.
Entre vê-lo a levantar a camisola para ser auscultado, inclinar a cabeça para mostrar os ouvidos, abrir a boca e deixar ver a garganta e, responder ele às perguntas da médica, achei que estava a sonhar. Não era a mesma criança.
Saiu de lá com um "pauzinho", um diploma e a promessa da médica de que iria ser seu genro.
Oito horas passadas, acho que ainda estou a rebentar de orgulho.