28 de dezembro de 2012

Natal é...

...dar



e receber.
 
E tudo aquilo que podemos dar de nós, faz as melhores prendas do mundo.
Adoro receber bolachinhas... adoro as prendas feitas por e para alguém. Tem tanto de quem somos.


20 de dezembro de 2012

As festas

Dezembro não é só o mês do Natal, nestes três últimos dias (hoje ainda não sei) houve três festas de anos na sala do G. Doces todos os dias!
Ontem no caminho para casa a comer um chupa-chupa disse:
- Já estou farto de doces!
"Deve estar algum santo para cair do altar", pensei.
- Também acho filho, dá cá isso.
- Não, depois de comer o chupa-chupa é que eu já não como mais nenhum!
Pois.

São as correrias

São as correrias de deixar tudo pronto a tempo e horas.
De estar com os amigos de quem nos lembramos sempre mas que nestas alturas lembrança é mais sinónimo de presença física, de dizer olá cara a cara, de vir dizer ao outro que a amizade permanece para além da escrita. Os amigos que o tempo ou a distância afastou mas que na memória permanecem imutáveis e  presentes, de quem sentimos falta mas a quem ainda podemos falar, é preciso lembrar que para estes ainda vamos a tempo.
 
As correrias da época e os locais apinhados denunciam também o tal do "consumismo" que a crise se propõe sanar. Mas, principalmente agora, logo agora, dar um presente pode ter todo um novo significado. No meio da luta e dificuldades diárias, poder proporcionar uma alegria a uma criança, é também um acto de amor, porque para quem dá, o amor também está presente no esforço daquela compra, e o amor retorna no sorriso e na alegria.
 
As correrias de preparar tudo, para faltar o menos possível, na casa, na mesa onde a familia alargada se vai reunir, a comida e a bebida que acompanharão a partilha. Casas e mesas de família onde as mãos de quem sabe (ou de quem quer saber) dão formas e sabores que alimentam os sentidos e os desejos.
 
As correrias da antecipação da alegria, do reencontro, do convivio, deixam-nos sem tempo para muito mais. Ficamos sem tempo e ficamos cansados mas esquecemos as coisas menos boas e ficamos felizes.

14 de dezembro de 2012

Para o fiel amigo

Para muita gente, o melhor amigo continua a ser o eterno bichinho de quatro patas que desde sempre acompanhou o homem ao longo da sua evolução.
Manteve-se fiel, resistiu a abandonos e maus tratos. Resistiu a apuramentos de raça, resistiu a "freak shows" e combates. E permaneceu.

Adoro cães, tive o privilégio de os ter como companhia ao longo de grande parte da minha vida, tive casos de verdadeira dedicação e amizade (deles para mim). Foram os melhores companheiros daquela viagem de infancia/adolescência que eu alguma vez poderia ter tido.

Acho maravilhoso sempre que encontro  mostras de dedicação do homem para com o cão (na verdade, acho maravilhoso sempre que encontro mostras de dedicação do homem seja para o que fôr).
Nestes tempos "interessantes" em que vivemos, com o número de animais abandonados a aumentar porque há cada vez menos condições para os manter, são obviamente também, cada vez menos os mimos (leia-se compras) que se destinam ao fiel amigo. Por isso, quando encontro coisas simples que nos fazem investir apenas algum tempo, cuidado, criatividade, carinho e bons momento passados em família (caninos incluidos), maravilho-me e fico grata por poder testemunhar.

Sem preço de qualquer espécie, AQUI (escolher por arquitecto) é só fazer o download da habitação que mais agrade ao amiguinho/crianças/dono e depois é só construir o projecto em familia, a várias mãos e patas. Sem preço mas com muito valor.
Perfeito para o tipo de época em que estamos.

12 de dezembro de 2012

Boas ideias


Dívidas


Lá vamos nós...
Se uma empresa "normal" dever 400 milhões de euros o que é que acontece? Ah, é futebol, e futebol é para entreter as massas. Mas (e o que eu vou dizer é discutível) uma familia por muito apaixonada que seja por futebol, quando perde tudo, quando deixa de ter comida para alimentar os filhos, preocupar-se-á com isto? Se calhar sim! Ah então, ok, mais um "aumentozinho" de impostos é aceitável.

11 de dezembro de 2012

As incríveis crianças


Não raras vezes, sempre que chegamos ao destino, o meu filho salta para o lugar do condutor e diz que vai ele a conduzir. Outras vezes (mais raras) só quer ir à frente ao meu lado.
Numa das muitas (muitas mesmo) vezes que vimos o filme "Os Incríveis" ele virou-se para mim e perguntou-me se a mãe do "Flecha" ía buscá-lo à escola.
- Sim filho, a mãe do Flecha vai buscá-lo e levá-lo à escola como a mãe faz contigo.
- Mas olha, vês, ele vai ao lado da mãe dele!
(!)