Não me interpretem mal, adoro feriados. Adoro aquele diazinho de bónus numa semana de 4 dias. Ficar um dia em casa (sem ser por doença) se fôr no Inverno então, não há nada melhor.
Agora com tanta austeridade e dificuldade para a esquerda e dificuldade para a direita, até os feriados se vão. Pronto, é para evitar que o país perca os tais não sei quantos milhões por cada dia parado.
Por isso, foi com grande surpresa que ouvi a notícia dos dois dias de tolerância de ponto que o Estado vai dar aos funcionários públicos.
Nas empresas não-públicas (algumas) é dado a escolher, ou o dia 24 ou o dia 31. Quem trabalhar num, pode tirar o outro. Quem quiser ou tiver que tirar os dois (que é o meu caso porque a escola da criança fecha), tem que meter um dia de férias (idem), e já é uma sorte porque a empresa não tem que dar coisa nenhuma. E se a empresa perder dinheiro, problema dela e dos seus funcionários. Já por outro lado, o Estado se perder dinheiro aumenta os impostos ou corta na educação.
Que país é este senhores? Que gestão é esta?
Chico-espertice, é o que é.
Ah, e já agora, neste tipo de coisa, nunca ouvi dizer que era inconstitucional... mas eu até ando meia distraída.




