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| Um trabalho de uma sala da pré |
21 de setembro de 2012
20 de setembro de 2012
Uma estreia
E pronto, só faltava o carro. Agora já não falta nada, é oficial, autocolantes por tudo quanto é sítio
Pequenas grandes obras
18 de setembro de 2012
As manifestações e as detenções
É notícia de primeira página, hoje, a condenação do(s) detido(s) das manifestações de sábado.
Por entre um pedido de desculpas à PSP que vale o que vale, e umas horas de trabalho a favor da comunidade, pode ler-se ainda que “[os arguidos] comprometeram-se em abster-se da prática de atos violentos em manifestações públicas e desportivas durante o período de suspensão dos autos”, e eu acrescento que fora das manifestações públicas e desportivas (em casa por exemplo) tudo bem, e passados os 12 meses, podem voltar à normalidade. A PSP depois, se for chamada a intervir, leva com outro pedido de desculpas.
Custou-me ver, estava longe e acompanhei pela televisão mas custou-me ver a falta de respeito.
Não acredito que naquele mar de polícia não houvesse um único que não gostasse de se poder manifestar também. Eles estavam e estão sempre lá para garantir o direito à manifestação pacífica de todos nós. E mais, estão a trabalhar. São obrigados a estar lá.
E aquilo que fica sempre por dizer é que sendo claro como água, que no meio da multidão, onde o rio corre com mais força nunca se tenta apurar quem ordena (leia-se paga) o incitamento à revolta. Os individuos mais motivados desaparecem assim que esgota o tempo pago. Ou isso ou dão a cara a uma noite no presídio já com o deles garantido.
Sim, somos um povo pacífico, não é vergonha nenhuma, é a nossa maior força, valha-nos isso.
No meio de toda esta precaridade, só nos faltava agora começarmos com violências. Era só o que nos faltava!
O excerto da pena que transcrevo em cima foi retirado do iOnline mas podia ter sido de qualquer outro jornal ou até da página da PGDL.
Por entre um pedido de desculpas à PSP que vale o que vale, e umas horas de trabalho a favor da comunidade, pode ler-se ainda que “[os arguidos] comprometeram-se em abster-se da prática de atos violentos em manifestações públicas e desportivas durante o período de suspensão dos autos”, e eu acrescento que fora das manifestações públicas e desportivas (em casa por exemplo) tudo bem, e passados os 12 meses, podem voltar à normalidade. A PSP depois, se for chamada a intervir, leva com outro pedido de desculpas.
Custou-me ver, estava longe e acompanhei pela televisão mas custou-me ver a falta de respeito.
Não acredito que naquele mar de polícia não houvesse um único que não gostasse de se poder manifestar também. Eles estavam e estão sempre lá para garantir o direito à manifestação pacífica de todos nós. E mais, estão a trabalhar. São obrigados a estar lá.
E aquilo que fica sempre por dizer é que sendo claro como água, que no meio da multidão, onde o rio corre com mais força nunca se tenta apurar quem ordena (leia-se paga) o incitamento à revolta. Os individuos mais motivados desaparecem assim que esgota o tempo pago. Ou isso ou dão a cara a uma noite no presídio já com o deles garantido.
Sim, somos um povo pacífico, não é vergonha nenhuma, é a nossa maior força, valha-nos isso.
No meio de toda esta precaridade, só nos faltava agora começarmos com violências. Era só o que nos faltava!
O excerto da pena que transcrevo em cima foi retirado do iOnline mas podia ter sido de qualquer outro jornal ou até da página da PGDL.
Conversas
Ontem esquei-me de ver o que era o almoço na escola só me lembrei quando chegámos a casa e para não estar a ir á net resolvi arriscar:
- O que foi o teu almoço G?
- Sopa.
- E mais? Depois da sopa o que foi?
- Foi arroz mais coisas p'a mastigar!
Hoje fui tirar as dúvidas e fiquei a saber que foi arroz de cenoura e pataniscas de bacalhau, ele tinha razão.
Todos os dias quando chegamos a casa é uma guerra para sair do carro porque ele quer sempre sentar-se no lugar do condutor e fingir que conduz, mexe nos botões todos e apita.
E ontem, ao deitar, na marmelada do costume, a ver se fica mais uns minutos, agarrado a mim pergunta-me se já é crescido (algo que ele insiste em dizer que é).
- Já meu amor, já és um crescido!
- Sou quase da tua altura?
- És quase da minha altura.
- E posso conduzir?
- O que foi o teu almoço G?
- Sopa.
- E mais? Depois da sopa o que foi?
- Foi arroz mais coisas p'a mastigar!
Hoje fui tirar as dúvidas e fiquei a saber que foi arroz de cenoura e pataniscas de bacalhau, ele tinha razão.
Todos os dias quando chegamos a casa é uma guerra para sair do carro porque ele quer sempre sentar-se no lugar do condutor e fingir que conduz, mexe nos botões todos e apita.
E ontem, ao deitar, na marmelada do costume, a ver se fica mais uns minutos, agarrado a mim pergunta-me se já é crescido (algo que ele insiste em dizer que é).
- Já meu amor, já és um crescido!
- Sou quase da tua altura?
- És quase da minha altura.
- E posso conduzir?
17 de setembro de 2012
Estes tempos
Têm sido umas semanas de adaptação, ajustes aqui e ali e algumas coisas vão ficando para trás ou simplesmente, numa tentativa de não excluir coisa nenhuma, a atenção ao pormenor não tem sido a mesma.
Nos tempos de adaptação há alturas mais fáceis que outras e o truque é não nos deixarmos afectar pelas coisas pequenas. Só que, não é fácil.
Sendo uma mãe dos tempos que correm (pertencendo à geração a que pertenço) em que queremos poupá-los a tudo e a todos, queremos que sejam crianças acima de tudo, felizes, a verdade é que há coisas que têm que ser eles a passar e é absolutamente insano achar que os podemos fazer felizes 24 horas por dia e 365 dias por ano - estaríamos a criar monstros - mãe que é mãe ou pai que é pai não deixa de criar um bom trauma à sua criança.
Mas quando nos pedem algo, tentamos dar, certo? Desde que não nos peçam a Lua (e mesmo assim...)
Sei que o G gosta da escolinha nova, sei que gosta da A (a educadora) e sei que gosta dos amiguinhos que faz a cada dia. Nos dias melhores, no caminho para casa pede-me para o levar de volta à escola, nos outros dias não quer ir. E eu tento incentivar, "ir para a escola, aprender coisas novas, e brincar com os amiguinhos é tão bom!"
Ontem à noite perguntou-me porque é que não podia ir para a outra escola onde estão a G e o L, e eu, cá dentro ouvi: "porque é que não posso ir para onde era feliz, onde estão os meus amiguinhos de sempre, onde eu pertenço?" E morri um bocadinho.
Prometi-lhe que nos anos dele convidaríamos a G e o L para um lanchinho e ele ficou mais animadito.
Hoje, hoje já era outro dia e ele lá foi, meio sem vontade, e eu "digo-me" que é segunda-feira e que à segunda-feira custa em todo o lado. E ele levou o Cuquedo que sabe de cor e salteado (e talvez porque lhe abafe um pouco a saudade) e lá ficou de lagriminha no olho com o livro preso debaixo do braço. Eu tive que me vir embora.
Porque é que custa tanto?
Nos tempos de adaptação há alturas mais fáceis que outras e o truque é não nos deixarmos afectar pelas coisas pequenas. Só que, não é fácil.
Sendo uma mãe dos tempos que correm (pertencendo à geração a que pertenço) em que queremos poupá-los a tudo e a todos, queremos que sejam crianças acima de tudo, felizes, a verdade é que há coisas que têm que ser eles a passar e é absolutamente insano achar que os podemos fazer felizes 24 horas por dia e 365 dias por ano - estaríamos a criar monstros - mãe que é mãe ou pai que é pai não deixa de criar um bom trauma à sua criança.
Mas quando nos pedem algo, tentamos dar, certo? Desde que não nos peçam a Lua (e mesmo assim...)
Sei que o G gosta da escolinha nova, sei que gosta da A (a educadora) e sei que gosta dos amiguinhos que faz a cada dia. Nos dias melhores, no caminho para casa pede-me para o levar de volta à escola, nos outros dias não quer ir. E eu tento incentivar, "ir para a escola, aprender coisas novas, e brincar com os amiguinhos é tão bom!"
Ontem à noite perguntou-me porque é que não podia ir para a outra escola onde estão a G e o L, e eu, cá dentro ouvi: "porque é que não posso ir para onde era feliz, onde estão os meus amiguinhos de sempre, onde eu pertenço?" E morri um bocadinho.
Prometi-lhe que nos anos dele convidaríamos a G e o L para um lanchinho e ele ficou mais animadito.
Hoje, hoje já era outro dia e ele lá foi, meio sem vontade, e eu "digo-me" que é segunda-feira e que à segunda-feira custa em todo o lado. E ele levou o Cuquedo que sabe de cor e salteado (e talvez porque lhe abafe um pouco a saudade) e lá ficou de lagriminha no olho com o livro preso debaixo do braço. Eu tive que me vir embora.
Porque é que custa tanto?
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