20 de setembro de 2012

Uma estreia


E pronto, só faltava o carro. Agora já não falta nada, é oficial, autocolantes por tudo quanto é sítio

Pequenas grandes obras

Ao segundo dia de aulas pintaram e ao terceiro colaram e
fizeram os auto-retratos

As pinturas da primeira semana

A colagem motivada pelas vindimas
Sãos os orgulhos das mamãs e dos papás, fazem coisas lindas e crescem felizes. É o que se quer.

18 de setembro de 2012

As manifestações e as detenções

É notícia de primeira página, hoje, a condenação do(s) detido(s) das manifestações de sábado.
Por entre um pedido de desculpas à PSP que vale o que vale, e umas horas de trabalho a favor da comunidade, pode ler-se ainda que [os arguidos] comprometeram-se em abster-se da prática de atos violentos em manifestações públicas e desportivas durante o período de suspensão dos autos”, e eu acrescento que fora das manifestações públicas e desportivas (em casa por exemplo) tudo bem, e passados os 12 meses, podem voltar à normalidade. A PSP depois, se for chamada a intervir, leva com outro pedido de desculpas.

Custou-me ver, estava longe e acompanhei pela televisão mas custou-me ver a falta de respeito.
Não acredito que naquele mar de polícia não houvesse um único que não gostasse de se poder manifestar também. Eles estavam e estão sempre lá para garantir o direito à manifestação pacífica de todos nós. E mais, estão a trabalhar. São obrigados a estar lá.

 E aquilo que fica sempre por dizer é que sendo claro como água, que no meio da multidão, onde o rio corre com mais força nunca se tenta apurar quem ordena (leia-se paga) o incitamento à revolta. Os individuos mais motivados desaparecem assim que esgota o tempo pago. Ou isso ou dão a cara a uma noite no presídio já com o deles garantido.
Sim, somos um povo pacífico, não é vergonha nenhuma, é a nossa maior força, valha-nos isso.
No meio de toda esta precaridade, só nos faltava agora começarmos com violências. Era só o que nos faltava!

O excerto da pena que transcrevo em cima foi retirado do iOnline mas podia ter sido de qualquer outro jornal ou até da página da PGDL.

Conversas

Ontem esquei-me de ver o que era o almoço na escola só me lembrei quando chegámos a casa e para não estar a ir á net resolvi arriscar:
- O que foi o teu almoço G?
- Sopa.
- E mais? Depois da sopa o que foi?
- Foi arroz mais coisas p'a mastigar!
Hoje fui tirar as dúvidas e fiquei a saber que foi arroz de cenoura e pataniscas de bacalhau, ele tinha razão.

Todos os dias quando chegamos a casa é uma guerra para sair do carro porque ele quer sempre sentar-se no lugar do condutor e fingir que conduz, mexe nos botões todos e apita.
E ontem, ao deitar, na marmelada do costume, a ver se fica mais uns minutos, agarrado a mim pergunta-me se já é crescido (algo que ele insiste em dizer que é).
- Já meu amor, já és um crescido!
- Sou quase da tua altura?
- És quase da minha altura.
- E posso conduzir?

17 de setembro de 2012

As nuvéns


E no caminho para casa vimos dragões a voar pelo céu, parecia uma pintura...

Estes tempos

Têm sido umas semanas de adaptação, ajustes aqui e ali e algumas coisas vão ficando para trás ou simplesmente, numa tentativa de não excluir coisa nenhuma, a atenção ao pormenor não tem sido a mesma.
Nos tempos de adaptação há alturas mais fáceis que outras e o truque é não nos deixarmos afectar pelas coisas pequenas. Só que, não é fácil.

Sendo uma mãe dos tempos que correm (pertencendo à geração a que pertenço) em que queremos poupá-los a tudo e a todos, queremos que sejam crianças acima de tudo, felizes, a verdade é que há coisas que têm que ser eles a passar e é absolutamente insano achar que os podemos fazer felizes 24 horas por dia e 365 dias por ano - estaríamos a criar monstros - mãe que é mãe ou pai que é pai não deixa de criar um bom trauma à sua criança.
Mas quando nos pedem algo, tentamos dar, certo? Desde que não nos peçam a Lua (e mesmo assim...)

Sei que o G gosta da escolinha nova, sei que gosta da A (a educadora) e sei que gosta dos amiguinhos que faz a cada dia. Nos dias melhores, no caminho para casa pede-me para o levar de volta à escola, nos outros dias não quer ir. E eu tento incentivar, "ir para a escola, aprender coisas novas, e brincar com os amiguinhos é tão bom!"

Ontem à noite perguntou-me porque é que não podia ir para a outra escola onde estão a G e o L, e eu, cá dentro ouvi: "porque é que não posso ir para onde era feliz, onde estão os meus amiguinhos de sempre, onde eu pertenço?" E morri um bocadinho.
Prometi-lhe que nos anos dele convidaríamos a G e o L para um lanchinho e ele ficou mais animadito.

Hoje, hoje já era outro dia e ele lá foi, meio sem vontade, e eu "digo-me" que é segunda-feira e que à segunda-feira custa em todo o lado. E ele levou o Cuquedo que sabe de cor e salteado (e talvez porque lhe abafe um pouco a saudade) e lá ficou de lagriminha no olho com o livro preso debaixo do braço. Eu tive que me vir embora.
Porque é que custa tanto?