11 de setembro de 2012
Acabadinhas de chegar
Duas folhas de autocolantes, acabadinhas de chegar à minha mesa, directamente dos anos 80.
Desconheço o autor...
10 de setembro de 2012
A "nova" austeridade
Mais um saco de uma tonelada para carregar todos os dias para onde quer que se vá.
E mais uma vez lá vai o privado pagar a má gestão do público com toda a precariedade que o segundo traz ao primeiro.
E não se dão conta que estão a corroer os alicerces? É preciso explicar o que são alicerces e para que servem? E será tembém necessário explicar a esta gente que a este grau a contestação já não é gratuita (se é que alguma vez o foi), é mesmo uma desilução profunda e medo pelo futuro? É a pobreza que bate à porta já de muita gente, confrontada com os topos de gama com que se cruzam no caminho.
É tanta coisa que se vê por aí... até me faltam as palavras.
E sim, começo a ter receio.
7 de setembro de 2012
O primeiro "A"
Chegou radiante ao pé de mim.
- Mãe, olha, fiz um "A", dois "às"!
- Que lindo, filho ( e elogiei mais do que dou aqui a entender), mas o "A" tem que estar unido aqui em cima, como fizeste no primeiro, vês, tem um pontinho aqui em cima onde se juntam... assim é um "H", faz lá outra vez.
Já tinha feito um, quando fez o segundo veio mostrar:
- Vês mãe, tem um pontinho em cima! - e fez o terceiro, sem pontinho...
De qualquer modo, foi o primeiro "A", guardo religiosa e carinhosamente todos este momentos. Partilho-os aqui não para me gabar mas porque me fazem imensamente feliz, pela procura, pela vontade de crescer tão especial destes anos. Consigo ver-lhe a necessidade de se exprimir no mundo criado e ditado pelos adultos, quem não escreve ou não lê, não está incluido e, por muito estranho que isso possa parecer, consigo mesmo ver essa necessidade em muito do que faz.
Não sabia que assistir na primeira fila ao desenvolver de um ser humano podia ser tão fascinante. Sou feliz!
Falemos um bocadinho de chuchas
Já aqui falei de Estocolmo, nascida numa ilha, rapidamente se estendeu pelas outras em volta. São catorze ilhas que hoje compõem a cidade. Numa dessas ilhas - Djurgarden - existe um parque enorme que se chama Skansen. Skansen é simultaneamente um parque, um jardim zoológico e um museu ao ar livre. Foi construido com a intenção de preservar a memória cultural e o modo de vida da Suécia dos últimos séculos. Aqui encontram-se mais de uma centena de construções originárias de todo o país que foram desmontadas, trazidas e reconstruidas peça a peça dentro do parque. E aí existem também algumas reproduções de pequenas cidades e oficinas com os seus artesão.
No jardim zoológico não vamos ver leões, elefantes ou girafas, os animais são maioritariamente espécies escandinavas (há que ter em conta o rigor do Inverno).
Mas e o que é que tudo isto poderá ter a ver com as benditas chuchas?
Como diz o meu filho: "Eu expico!"
Dentro de Skansen existe Liil -Skansen, e Liil-Skansen é um jardim zoológico para crianças (que desde Março deste ano está em funcionamento o ano todo - incluindo agora o Inverno). Lá as atracções são os bichinhos que mais despertam a curiosidade dos nossos pequeninos, incluindo, todos os mais recentes habitantes - as crias de todas as espécies, com a vantagem de lhes poderem tocar e fazer muitas festinhas.
Toda esta conversa porque em Liil-Skansen existe um pequeno espaço onde gatinhos e coelhinhos pequeninos, pedem com aqueles olhos enormes... as chuchas! Ah pois é, são espertos estes suecos. E resulta, se resulta, é um mar de chuchas por todo o lado. Grinaldas de chuchas cobrem as árvores.
Não há criança que chegada a hora, vá a Liil-Skansen e não se sinta sensível à "dor" do bichinho, que não ache que precisa mais da chucha que o pobre bicho.
Por cá, o nosso zoo ainda não se lembrou de uma coisa assim, podemos sempre tentar um caminho do género, mas como em tudo, muitos fazem mais do que um ( ou assim se espera), e é mais fácil um fazer porque outros fizeram, do que ser o pioneiro a abdicar do maior tesouro da sua vida.
Haja força, paciência e sabedoria, tudo se resolverá, tenho fé!
Olha,
...o PIB caiu, que surpresa tão grande!
Cá p'ra mim, tropeçou, com tantos apoio e ajudas à produção interna, ele levanta-se já já.
Cá p'ra mim, tropeçou, com tantos apoio e ajudas à produção interna, ele levanta-se já já.
4 de setembro de 2012
Portugal dos Pequenitos
As férias terminaram no Portugal dos Pequenitos, parece que andámos no percurso de Cassiano Branco...
Portugal dos Pequenitos é altamente recomendável para todas as idades "pequenas" (e grandes).
Começam por brincar às casinhas porque a escala assim o proporciona, e aprendem que a Arquitectura tradicional varia não só por todo o país, como ao longo da história, com a história.
Pequenos museus da marinha, do traje, do mobiliário. Reproduções de alguns dos monumentos mais conhecidos.
Já lá não ía há muitos muitos anos, mais de uma vida, acho eu. Foi tão bom.
E o orgulho de ver turistas por lá encantados com este nosso cantinho...
Recomendo mesmo.
O primeiro dia
Foi uma frente unida (só podia, não é?) que todos armámos para este temível dia.
A criança foi "bombardeada" (mas sem exageros!) com frases de encorajamento para encarar com agradável expectativa a mudança de escola. E ele ía feliz, e quando viu o escorrega enorme ficou ainda mais feliz.
Tentei disfarçar ao máximo a minha angustia (de mãe), viémos a cantar pelo caminho e rimos e foi tudo muito leve e agradável. Só foi pior quando falou no L (melhor amigo) e na G... disse-lhe que eles estavam noutra escola (não menti) e mudei de assunto rapidamente.
Seguimos directamente para a entrada (sem passar pelos baloiços), à porta a desconfiança instalou-se e dali não quis passar. A educadora veio ter connosco para o encorajar a entrar, e nada.
Com muita tranquilidade peguei-lhe ao colo com a promessa de que lhe faria companhia ainda durante algum tempo, lá fomos. Ficámos a saber que a sala dos três anos é a sala dos sapinhos, toda em tons de verde. Lá dentro a auxiliar e mais três meninos. O D e o P vieram trazer-lhe carrinhos e ele lá foi ver a caixa dos brinquedos.
Vou saltar a parte em que tive que me vir embora porque ainda que ele tenha sido levado para ver o cão (a escola tem um cão!), as lágrimas eram muitas (as dele porque eu consegui disfarçar) e ainda fiquei uns minutos no carro a tentar recompor-me.
Perto da hora do almoço a educadora já me dizia ao telefone que nem parecia que era o primeiro dia numa escola nova.
As nossas cabeças (adultos e crianças) são tão diferentes e ainda bem. A nossa experiencia de vida e medo de sofrer e principalmente querer evitar-lhes todo o tipo de sofrimento é que estraga tudo. Sofrer é inevitável, faz-nos crescer e isto não é sofrer, isto é mudança. Mudar é sempre bom.
À tarde a caminho de casa pediu-me para ir outra vez para a escola :)
Hoje ficou aos saltinhos de alegria porque íam fazer uma pintura.
Ah (suspiro!) esta vida de mãe é uma corrida de obstáculos mas com toda a certeza, de bem mais de 3000 metros. E agora, entre barreiras, retomo um bocadinho o fôlego.
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