5 de agosto de 2012

Fazer o pão







Não temos um país assim tão grande que existam diferenças brutais no modo de fazer as coisas.
No entanto, para falar, tenho sempre presente o Alentejo que me está mais próximo.
Nascida e criada na cidade, os Verões sempre pertenceram ao sul, aliás, as férias sempre pertenceram ao sul, Carnaval, Páscoa, Verão e Natal, houve sempre sempre o tempero do Alentejo.
Lá em casa fazia-se o pão, foi sendo cada vez mais raro, à medida que a dona da casa envelhecia e perdia a força... mas naquela tipica casa alentejana, o pão fazia-se! A última vez, há cerca de 10 anos, fui eu que o fiz!
Não é nada fácil, a força necessária é capaz de nos deixar incapacitados (a nós, gente da cidade) durante algum tempo, é preciso exercer uma força capaz de deixar a massa no ponto, nem demais nem de menos senão, ou fica duro, ou não cresce, ou espalha-se, ou sei lá o quê. E claro, nunca se fazia um pão só, fazia-se pão para... uma semana(?) - não esquecer que o Alentejo é a terra da Açorda de alho, das sopas de tomate, das sopas de tudo e mais alguma coisa. E todas elas com pão.
Quem nunca comeu aquele pão caseiro, nunca conhecerá verdadeiramente o pão alentejano.
Tenho muitas saudades. Não sei se voltarei a empreender tal tarefa... pode ser que um dia me dê para isso, acho que pelo menos o forno ainda funciona! Só preciso de me inscrever num ginásio para fazer a necessária preparação física.

Como moça de costela alentejana que sou, preparar o meu pão é algo que me agrada, o meu marido aqui há uns anos ofereceu-me uma máquina de fazer pão. Trabalhou algumas vezes e foi de férias para a despensa (a máquina, não o marido).
Ano de 2012, Julho, dia vinte e qualquer coisa, não sei o que se passou, fui desencantar a máquina da prateleira onde vivia. Habita de novo a minha cozinha.
Naquele dia de Julho trabalhou e neste momento fabrica de novo um pão de espelta.

E montada a história, dadas a conhecer as razões e laços emocionais que me prendem ao fabrico do pão, posso finalmente falar do pão que ganha forma na minha cozinha neste entardecer de verão. Não é nem de perto nem de longe nada que se pareça com o produto original, mas é bom. Ter pão quente, acabadinho de fazer nunca é uma coisa má. Faço pão de espelta, é uma variedade de trigo bem menos prejudicial à nossa saúde, a imagem em baixo, é do primeiro que fiz - apenas espelta, hoje juntei sementes de linhaça moidas (Omega 3 e 6). Nunca segui nenhuma daquelas receitas que acompanham a máquina, pão com soro de leite? o que é isso? Não é pão de certeza.

Pão é das coisas mais simples de fazer, farinha, sal, fermento de padeiro e água.
1/2 Kg de farinha leva 350 ml de água (morna) com 1 colher de chá de sal e uma de sopa de fermento de padeiro - não sei se são as quantidades científicas mas são as que faço. Coloca-se a farinha na máquina, e junta-se a água com tudo o resto dissolvido. Esta receita é para a máquina e para a mão.

É algo que vale bem a pena experimentar, com ou sem máquina, pão feito em casa, é uma dádiva de quem o faz, para quem o come. E voltando atrás no tempo, e porque se faziam 8,10 ou 12 pães de cada vez, o primeiro pão de cada fornada, nunca se podia cortar com a faca, era à mão (normalmente fofinho ao sair do forno, não era difícil) senão quem o fazia deixava de ter força para o voltar a fazer, cortar o pão com a faca cortava a força à "padeira".



Ainda falta uma hora e meia para o pão ficar pronto!  :(

#photoadayAUG - 5

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4 de agosto de 2012

Coisas novas no supermercado



Nunca nos tinhamos lembrado dos carrinhos para o tamanho deles e hoje o pai (porque ele andava numa guerra tremenda com o cesto - porque tinha que ser ele a levar) lembrou-se.
E no carrinho dele levou tudo o que era preciso e era o carrinho dele.
Apercebi-me que os carrinhos pequeninos sofrem do mesmo mal que os grandes - embicam para um dos lados, e isso não ajuda nada porque no fim quem se lixa... é o mexilhão (que é como quem diz o pai ou a mãe).
De qualquer modo, foi bom e ainda bem que se lembram deles para estas coisas, faz com que haja um sentimento de partilha, de pertença -  de fazer parte e partilhar das mesmas tarefas. Foi uma estreia e como estreia que foi, eu não podia deixar de registar.

Os outros nós





que é como quem diz, a família.
Passar bocadinhos bons, descontraídos, com quem nos quer bem e ver os elementos mais novos a conviver, ouvi-los falar das seus gostos e desejos, é tão relaxante como divertido como inspirador.
Até nos esquecemos da semana de trabalho que ainda trazemos agarrada a nós.
Tão boas estas coisas simples que a vida nos dá.

#photoadayAUG - 4

Somewhere I sat

3 de agosto de 2012

Joseph W. Richardson


Gostaria de partilhar aqui a "descoberta" deste fotógrafo fantástico que encontrei na net. Identifico-me muito com este tipo de fotografia. Acho-o brilhante!
Aqui