25 de julho de 2012

Diferentes perspectivas


Sempre achei piada a ver (e fotografar) as coisas simples de diferentes perspectivas.
Lembro-me de há uns anos andar à coca para apanhar os cães e os gatos distraídos quando se sentavam simplesmente a olhar para o horizonte. Costumava dizer que estavam absortos nos seus pensamentos e depois, como era no Alentejo, havia sempre uma calma inerente a este acto como se em mais lado nenhum do planeta os animais pudessem ter tal vontade.
Com as plantas é igual, apesar de diferente, não é própriamente uma escolha, é a posição tranquila em que vivem, e nós, vamos lá atrás, posicionamo-nos e descobrimos a razão do seu florir.
Pronto, hoje deu-me para isto!

A força e a coragem

Tenho a sorte de pertencer a uma família (directa e alargada - onde se incluem aqueles amigos especiais que nos acompanham a vida inteira) com muitas mulheres cuja força e coragem são, no mínimo, inspiradoras.
Umas mais que outras mas por norma, todas elas com grandes exemplos e feitos ao longo da vida.

Já aqui falei na G que teve a surpresa da vida dela há pouco mais de um mês. As surpresas continuam a surgir e a força - tanto a dela como a de todos que com ela partilham estes tempos - teve e tem que se reforçar e reinventar a cada momento.
Muitas vezes o cansaço foi tanto que achámos que não conseguiríamos fazer o caminho a seu lado, mas conseguimos sempre, o nosso cansaço, por maior que fosse, nunca teve comparação com o dela.

Dentro do possível continua a correr tudo bem, e, não posso deixar de admirar e exaltar a condição feminina e a coragem das mulheres que passam por estas mutilações e continuam com as suas vidas porque têm filhos, netos, pais, maridos, irmãos que delas precisam.
Talvez venha daí, o facto de olharmos para fora, para os outros, para quem precisa de nós que nos dá aquela força suficiente para continuar sem sequer parar um bocadinho e lamber as feridas. Aquela força que os actos de entrega desprovidos de egoísmo de quem vive para os outros, tão bem sabem dar.
Mas o contrário também existe,  de quem tem tanto por que viver, multidões de gente em volta que se preocupa e luta e ajuda e mesmo assim não chega, e definham e rebentam com tudo ao seu redor.
Ou talvez o meio termo, talvez a grande maioria tenha um bocadinho de ambos cá dentro. Seja como for, a verdade é que a escolha que fazemos é que vai ditar o caminho que se abrirá à nossa frente.

Por muito que queiramos que as pessoas sigam determinado caminho, a escolha é sempre de quem caminha. A nós resta-nos ir ao íntimo de nós buscar força e apoiar seja o que for. Opinar apenas quando nos for pedido e abrir espaço (mental e emocional) para ajudar a decidir (nunca condicionando) em consciência a quem de direito.

A Viagem completa-se com os vários caminhos que se trilham, as etapas sucedem-se. Por aqui avizinham-se uma quantas bem difíceis, nós, permanecemos.
Mulheres corajosas é o que é.

Actualização ao post dos autocolantes


Composição efectuada ontem à noite na parede do corredor... Comeu a sopa toda, ganhou autocolantes!

24 de julho de 2012

Duas pequenas curiosidades...

...a propósito do post anterior:
A primeira
A segunda

A criança e os autocolantes

O frigorífico - o local próprio

parede no meu quarto

Outra parede no meu quarto, ao fundo à direita a cómoda no quarto dele, cheia de autocolantes

Porta da rua (lado de dentro, claro - mas do lado de fora passeia por lá um tigre)
Não sei, não consigo definir este interesse... profundo que as crianças têm pelos autocolantes.
Sei que, no meu tempo, padeci do mesmo "mal".
Os autocolantes têm um não sei quê de... muito apelativo, e eu lembro-me de a cada sítio que ía não deixar passar a oportunidade de poder aumentar a minha colecção. Lembro-me de as feiras da Fil serem o espaço de eleição para isso, "stand" que era "stand" tinha que ter o seu autocolante.
Não foi à toa que o Jamie Oliver conseguiu que os miúdos nas escolas trocassem um tipo de alimentação por outro mais saudável, foi a troco de autocolantes!
O meu filho, sendo criança, não é diferente e lá por casa abundam autocolantes como camelos no deserto (não são assim tantos mas também não são tão poucos).
Autocolantes servem de moeda de troca (comes a sopa e ganhas autocolantes), servem para fazer chantagem (se não comeres a sopa, não ganhas autocolantes), servem de motivação (olha, vamos comer uma sopa para ganhar uns autocolantes?), servem de pretexto (apetecia-me tanto brincar com autocolantes, vamos comer uma sopa?), servem para tudo e mais alguma coisa.
Claro que depois, havendo regras (os maiores só podem ser colados no quarto dele - sendo o tamanho controlado quando os compramos), todos em casa "beneficiamos" da alegria que uma composição colorida pode ter onde quer que seja aplicada.

E muita sorte tenho eu que os autocolantes de agora não são os mamarrachos das marcas que eram no nosso tempo.
Também tenho o carro (o volante), o computador no trabalho, o meu telefone (na parte de trás) e a mola do cabelo com autocolantes que o meu filho me ofereceu. Sou mesmo sortuda!
Todas as composições aqui apresentadas são da autoria da minha criança.

23 de julho de 2012

(As)pirar


Foi um dia chato chato chato, em todas as frentes.
Cheguei com uma neura a casa e tratei logo de aspirar para me despachar depressa.
Ele chegou a casa logo a seguir, a brincadeira no jardim atrasou-os e eu sem ninguém em casa adiantei-me.
Quando passei de um lado para o outro o G pergunta:
- Mamã  "piraste"?
- Sim filho, completamente!

Coisas por aí