Recebi por e-mail, não sei quem é o autor.
5 de julho de 2012
E lá vão eles
E lá têm ido eles todas as manhãs.
As mães ficam a fazer adeus no passeio ou penduradas no muro para tirar fotografias (não sou a única).
Hoje a conversa que ficou entre nós comparáva-nos às mães que ficavam a ver partir os filhos para a guerra. Não é o caso claro, mas, ficamos a vê-los partir, a fazer adeus, a mandar beijinhos e eles partem de sorriso nos lábios, para variar.
4 de julho de 2012
Os segredos que as portas encerram
O G, todos os dias, depois de banhinho tomado, vestido de fresquinho, penteadinho e colocado no chão, desata a correr pelo corredor a fora (como faz sempre) para ser o primeiro a passar a porta e depois fecha-a, quem vier atrás, que se desenrasque.
Ontem ao final da tarde não foi diferente, eu fiquei mais uns minutos a estender a toalha e arrumar uma ou outra coisa. Quando regressei para terminar o jantar, abri a porta e passei. O G veio ter comigo com um ar muito inquiridor:
- Mamã, como é que vieste?
- Como é que vim?
- Sim, como é que vieste?
Não percebi e perguntei porquê
- Porque eu tirei isto!
Ontem ao final da tarde não foi diferente, eu fiquei mais uns minutos a estender a toalha e arrumar uma ou outra coisa. Quando regressei para terminar o jantar, abri a porta e passei. O G veio ter comigo com um ar muito inquiridor:
- Mamã, como é que vieste?
- Como é que vim?
- Sim, como é que vieste?
Não percebi e perguntei porquê
- Porque eu tirei isto!
3 de julho de 2012
Jardim da Babilónia
Porque hoje estou numa de natureza.
Quando a população intervém, quando há vontade e acção, fazem-se obras fantásticas.
Esta rua não tem nome, não existe no mapa da cidade.
Dos pátios ou logradouros que existiram, do arregaçar de mangas das senhoras (sim, é uma obra no feminino) que os habitam, da sua vontade e trabalho nasceu um jardim.
Tudo o que aqui está foi plantado, construído, trazido, arranjado com todo o cuidado por quem, dentro de si, encontrou espaço e tempo para se dedicar a um projecto comum em que o ganho é a satisfação de passar e/ou permanecer num mundo à parte.
Não sei quantas senhoras se envolveram nem quanto tempo demorou a obra, sei que pediram à junta ajuda com a água para a rega e meteram mãos ao trabalho.
Que ideia tão boa.
Aqui no meio da pedra nasceu um pequeno oásis povoado de centenas de espécies de plantas, de pássaros, repuxos com peixes e gatos que se passeiam. Em pouco mais de 50 metros.
Haja vontade.
2 de julho de 2012
Primeiro dia de praia
E lá foi ele, para uma vida independente da dos pais.
Já estão, a esta hora, quase quase de volta.
Como eu às vezes gostava de ser uma "mosca" (ou talvez um bichinho mais... apetecível) para poder voar e ver a alegria destes piolhos todos porque são os primeiros amigos e estão todos juntos num local que os faz felizes.
E foram de autocarro como o meu filho fez questão de me dizer vezes sem conta durante o fim-de-semana: - "vamos de atocarro pá paia!"- foi uma estreia.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


