24 de junho de 2012

Primeiro fim-de-semana de Verão

Seguir para sul
rumo a outras paisagens

rever velhos amigos

fazer coisas de que tinha saudades

andar completamente à vontade

aprender a suportar o calor

lambuzar-me de malencia

ver a fruta a crescer nas árvores

aprender como nascem as cebolas

passar tempo valioso em família

rever mais velhos amigos

descobrir sobre a paisagem alentejana

Encontrar pinhas "floridas" nos pinheiros

apanhar figos e teimar em carregar a caixa

procurar a bola no meio do feijão

descobrir mangueiradas de verão e seguir descalço

comer caracóis

Encantar-me com as cores do fim do dia

22 de junho de 2012

Cores


No meio do cimento, do alcatrão, dos carros, das pessoas. Ainda que para venda e naqueles minúsculos quadradinhos de terra que nos fazem duvidar da sua força para vingar, ainda assim, são natureza e são cor e são uma lufada de ar fresco.

Tinta Crua - Créditos

ou pelo menos, divulgação.

Apercebi-me que já "publiquei" aqui desenhos do artista do post anterior e nunca nunca fiz referência nenhuma em termos de divulgação do trabalho dele.
Aqui, aqui, aqui, no facebook - Tinta Crua,  etc.

No flickr então a galeria é fantástica. Apercebi-me de que tenho tantos daqueles desenhos fotografados.

É incrivel a capacidade criativa de algumas pessoas. O que nos move a ir para a rua e a colocar, expôr o trabalho assim em qualquer lado. Foram várias as vezes que vi, passei e até fotografei desenhos dele e que no dia seguinte simplesmente tinham desaparecido.
Tive uma professora de "artes" que dizia que nós só poderíamos viver do nosso trabalho (artistico) no dia em que pegássemos num desenho nosso, que gostássemos, e o conseguissemos rasgar com desprendimento. Talvez viver/crescer seja isso mesmo, pegar nas experiências, retirar apenas o ensinamento e desprendermo-nos ao ponto de conseguirmos seguir em frente sem correntes e fazer de novo, e melhor, cada vez melhor.
Outra vezes a vida simplesmente retira-nos tudo e não temos outro remédio senão andar para a frente porque não há nada a que nos possamos prender. Prefiro a primeira opção e espero e desejo sinceramente que estes nossos artistas de rua vivam assim também, divulgando e oferecendo o seu talento porque acredito que um dia a sua recompensa chegará.

"Long live the streets"

Street art #7


(na Baixa)