Confesso que a questão do voluntariado é algo que me é próxima, sempre foi.
Gosto de voluntariado, dá-me uma sensação de plenitude, dá um sentido à vida. Confere-nos mais utilidade ainda, e há uma satisfação genuína em fazer o bem e dar conforto a quem não o tem.
Com um filho pequenito ainda, não posso nesta altura da minha vida, dedicar tempo a essa causa.
Fico feliz por ver cada vez mais gente jovem a encontrar dentro de si tempo e vontade para se distribuir pelos outros.
Parece-me, no entanto, que num mundo justo ou correcto ou ideal vá, o tempo (às vezes anos) em que se faz voluntariado deveria contar (não só para quem é ajudado como para quem ajuda, que retira daí a satisfação pela acção, pelo trabalho, pelo bem) também para as entidades que avaliam candidatos e curriculos, mas não. A atitude predominante é: "Ah, se faz voluntariado está desfazado da realidade profissional, não sabe nada de trabalho a sério, falta-lhe experiência, etc." Quando por vezes as experiências foram de tal forma enriquecedoras que mudaram a pessoa e a capacitaram para avaliar e agir de um modo tão mais preparado para o mundo actual, trazendo até soluções inovadoras para problemas que se perpetuam.
Porque é que a sociedade não vê isto?
Ah, é verdade a sociedade e o mundo profissional vivem do nepotismo, tinha-me esquecido.
Numa entrevista de emprego a que fui há alguns anos, a pessoa que me avaliou na altura e que mais tarde veio a ser meu chefe, achou interessante a questão do voluntariado e nessa mesma conversa/entrevista ele dizia-me que o voluntariado requer alguma coragem porque o voluntário tem que sair da sua zona de conforto para se dedicar ao outro. Eu nunca tinha pensado nisso, fazer voluntariado não tinha a ver comigo, era "para ajudar quem precisa". Mas ele tinha razão. É preciso coragem. Nem sempre quem é ajudado aceita bem essa ajuda, muitas vezes por questões de orgulho, muitas vezes acham que não precisam e muitas vezes não querem simplesmente mudar de vida. E ajudamos não porque sabemos mais, ajudamos porque podemos, porque é preciso, porque queremos, e é com humildade e entrega que se entra no mundo do outro para se ser aceite e se poderem reconhecer fragilidades, porque ali se encontra um ser humano igual a nós.
Mesmo assim, ainda bem que continuam a existir pais que incutem solidariedade nos filhos, o respeito e dedicação ao próximo. Mesmo assim, apesar de tudo ainda bem que existem pais "desfazados da realidade" que incutem isso mesmo nos seus próprios filhos.
19 de junho de 2012
Vem aí o Verão
Embora não pareça.
O Verão vai começar na 5ª feira e nem por isso o estado do tempo se compadece.
Mas de hoje a oito dias, de hoje a oito dias a conversa é outra... vamos estar aí todos de "bofes de fora". E depois, depois é constipação na certa, de terça para quinta são logo 14 graus!
O Verão vai começar na 5ª feira e nem por isso o estado do tempo se compadece.
Mas de hoje a oito dias, de hoje a oito dias a conversa é outra... vamos estar aí todos de "bofes de fora". E depois, depois é constipação na certa, de terça para quinta são logo 14 graus!
18 de junho de 2012
Conversa no local de trabalho
Pessoa 1: - Olha, trouxe para o nosso lanche!
Pessoa 2: - Uma bola, ah, é linda e tem muito bom aspecto mas não posso.
Pessoa 1: - Podes sim, vamos dividir e não é tão mau.
Pessoa 2: - Cheira tão bem. Oh mas eu estou a fazer dieta.
Pessoa 1: - Eu também, é por isso que vamos dividir, assim não faz mal.
Pessoa 2: - Ah, e tal...
Pessoa 1: - Pois, vai saber bem... toma.
Pessoa 2: - Ai, não, não posso...
E com tanta conversa a bola cai no chão. A pessoa 1 e a pessoa 2 ficaram a olhar... custou um bocadinho mas depois desdramatizaram e foram às suas vidas.
E assim estas duas pessoas cumpriram a dieta a que se propuseram.
Não vou dizer nomes, vocês entendem, é só para não causar mal-estar por aqui...
17 de junho de 2012
Pequeno delator
Conversa entre pai e filho esta tarde:
-Papá, hoje roubámos um "ógute" dos teus.
- Não faz mal filho, tu nunca roubas.
- Não papá, eu roubo com a mamã "sempe"!
Estou tramada.
-Papá, hoje roubámos um "ógute" dos teus.
- Não faz mal filho, tu nunca roubas.
- Não papá, eu roubo com a mamã "sempe"!
Estou tramada.
Paciência
Devo ter sido das últimas (senão a última) pessoa a descarregar o Instagram, é natural que ande um bocadinho entusiasmada, peço um pouco de paciência, pode ser que logo, logo a coisa passe.
Entretanto vão sendo ou serão mais que muitas as experiências que farei, estou mesmo a gostar. Mais, estou a tentar não me viciar.
Letras que fazem palavras
Conversa do meu filho comigo enquanto escrevia o post anterior.
Ele a descolar letras autocolantes da folha e a colar na mesa mesmo ao lado do meu computador. Eu a tentar concentrar-me.
- Mãe, o J faz G....?
- Não amor, o J faz jogo, faz... João, diz tu uma palavra por J.
- ...
- Joaninha. Diz outra.
- "Fomiga"!
Ele a descolar letras autocolantes da folha e a colar na mesa mesmo ao lado do meu computador. Eu a tentar concentrar-me.
- Mãe, o J faz G....?
- Não amor, o J faz jogo, faz... João, diz tu uma palavra por J.
- ...
- Joaninha. Diz outra.
- "Fomiga"!
Lá vamos nós
Confesso que houve uma altura em que achei (na minha ignorância) que não passássemos dos primeiros jogos, perdoem-me os apaixonados do jogo mas foi mesmo isso que pensei para este campeonato. Achei aquele estágio em Óbidos muito... muito "exibição de estrelas" e pouco estágio de preparação e concentração. Afinal parece que eles já a sabiam toda.
Hoje foram 2-1, espera-se que para a próxima seja pelo menos tão bom. Se há algo que une este país e deixa as misérias para trás (pelo menos por um bocadinho) são as vitórias no futebol.
Vamos lá pessoal, Força!
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