5 de junho de 2012

Ainda o Dia da Criança

Não escrevi um post sobre o dia da criança no próprio dia. Ainda bem que o tema é constante, não apenas pertencente a um dia no ano, e por essa razão em qualquer momento esse/este post estará actual e inserido por si só no contexto diário, seja ele qual fôr.

Mas inicialmente pensei fazê-lo e queria tê-lo feito, o tempo ou a falta dele, é que me pregou uma partida.
Imaginei algo onde pudesse incluir uma ou outra curiosidade como por exemplo o dia Universal da Criança ser a 20 de Novembro - a Declaração dos direitos da Criança, claro! - de no Japão existirem dois dias da criança, um para as meninas (3 de Março) e outro para os meninos (5 de Maio), sim é verdade! De por todo o planeta existirem as mais variadas datas para comemorar este dia mas, a "melhor" de todas, é que, os Estados Unidos, o país da democracia e das oportunidades, onde o maior sonho está ao alcance de qualquer pessoa, os Estados Unidos, não assinaram a Convenção do Direitos da Criança, são neste momento o único país (ou um dos únicos) do mundo que não lhes reconhece os direitos.  Pois é, parecem que os preocupa o facto de num dos artigos dizer que os Estados devem tomar todas as medidas possíveis para assegurar que as crianças (os menores) não participem directamente nos conflitos armados... o nos Estados Unidos recrutam-se meninos (de 17 anos) para a Guerra. Idem com as penas de prisão perpétua e de condenação à morte.
Sem mais palavras.

Hoje, como ontem ou amanhã (em algumas partes do mundo), o Dia da Criança é todos os dias.
Na passada 6ª feira (1 de Junho - o dia), o meu "pirilampo" mais uma vez não foi à escola. Tive tanta pena quando ele na sua vozinha adoentada e de olhinhos tristes muito abertos me dizia: "mamã, hoje há balões na escola!"  E eu, de coração apertado  só queria encher a casa de balões de todas as cores, de todas as formas e de todos os tamanhos para ele se alegrar e assim, quem sabe, num passe de magia, ficar bem.
Dói no coração e dói na alma.
Os nossos meninos deveriam ser sempre e apenas muito felizes.

A vida é curiosa, tudo se altera quando somos mães, não que não soubessemos da existencia, ou não nos soubessemos capazes de um amor assim, da inocência e da possibilidade da condição humana num ser pequenino, no início de vida, mas porque em todas as crianças encontramos a nossa, há sempre um bocadinho da nossa criança nas outras crianças todas e há sempre um bocadinho de nós nas outras mães todas.
E tornamo-nos assim como que "mães universais", com o tal coração (de mãe), capaz de abrigar todo o mundo e o mundo todo.
E a cada esquina do percurso, observamos melhor, com olhos de mãe. E como tudo seria diferente se as mães governassem o mundo...
A expresão "a mão que embala o berço é a mão que governa o mundo", é bem verdadeira mas a um outro nível que não raras vezes nada tem a ver com o Amor. Infelizmente.

Entrámos na Era do Amor, vem aí a energia no feminino, a energia da mãe, da geradora de vida. Para todos, para o planeta, para a consciência global.
E não, os homens não vão passar a andar de saia, os homens vão encontrar dentro deles o seu lado materno que vai passar a ter mais peso nas suas decisões diárias de "governação do mundo". E quando esse lado materno entrar em acção, nunca mais mãe alguma verá um filho partir para a guerra. E o Dia da Criança será com toda a certeza todos os dias por todo o planeta.





Update ao caso das fraldas "perdidas"

Fará hoje à noite uma semana que ele experimentou a sensação de vestir umas cuecas pela primeira vez.
Foi tão grande ou tão forte que no dia seguinte não me deixou por-lhe fraldas e assim por opção dele iniciámos um trabalho que não pode (ou não deve) ter regresso.

A coisa tem corrido mais ou menos, como seria de esperar, não é de um dia para o outro que se transformam bebés em meninos mas, tendo em conta que é um rapaz e que tem dois anos e meio, até tem corrido bem. Isto porque dizem que as meninas são mais despachadas. E eu acredito.

Ontem foi o primeiro dia em que se portou como um menino "crescido", o dia todo na escola e nem um "acidente".
Sou a orgulhosa mamã de um "piolho" que se sabe portar bem quando quer. Como todos.

E as fraldas duram e duram e provavelmente seguirão de herança para um dos mais novos da família.
Que alegria e que alívio!
Sou ou não sou uma sortuda?

Mãe, olha...


...uma tejôra!

Ai que saudades


Não é a coisa mais linda, mais perfeitinha, digna de figurar nos melhores livros da especialidade, mas que soube bem, soube.

4 de junho de 2012

Geometria a jacto



Alguém reparou, esta manhã, o quanto os "nossos" jactinhos andaram ocupados a desenhar o céu?
As fotos não lhes fazem justiça (aos desenhos, claro!).

Mais para oeste



Encontrei mais Street art em Benfica.
Bichinhos a caminho do Jardim zoológico...

1 de junho de 2012

O estatuto do estudante

Toda esta "polémica" sobre o novo estatuto do estudante faz-me pensar nos direitos  e nos deveres, porque em qualquer sociedade os direitos trazem deveres.
Não li ainda o novo estatuto do estudante, estou a emitir uma opinião assim, como quem lê uma frase e acha que já sabe tudo por isso, peço aqui um bocadinho de paciência com alguma patacoada que possa sair destas linhas.
Dizia eu que não li ainda o novo estatuto do estudante mas, assim a seco há coisas que me parecem bem, principalmente porque  Nuno Crato deixa ao critério das escolas (que são quem deve conhecer melhor o aluno, a família e o ambiente em que estão inseridos), as medidas a aplicar em cada situação (refiro-me às medidas disciplinares que é o que provoca sempre mais alvoroço) .

"O Estatuto do Aluno e Ética Escolar estabelece uma nova cultura de disciplina e esforço, promovendo o mérito; promove a responsabilização e comprometimento de alunos, pais ou encarregados de educação pelas suas condutas e deveres; e reforça a autoridade dos professores."

No novo estatuto do estudante fala-se do reconhecimento e respeito pela autoridade do professor, fala-se do regime de faltas, fala-se das medidas disciplinares, fala-se do reforço das disciplinas fundamentais, autonomia das escolas, melhor acompanhamento do estudante, etc.... Só duvido é que este diploma responsabilizando mais as famílias, vá acabar com as constantes ameaças que se vêem nos jornais, de certos "encarregados de educação" (só esta expressão neste contexto merecia uma análise profunda) aos professores.

Ainda há pouco falávamos aqui (no trabalho), aqueles que são mais velhos ou mais experientes nestas coisas de reuniões de pais, dizem eles, que nestas ditas reuniões só se vêem os pais dos alunos que têm melhores notas, percebe-se a preocupação e o empenhamento.
E eu digo que muitos dos outros pais trabalham de sol a sol e sofrem penalizações graves se deixarem o trabalho mais cedo... encontra-se sempre um "senão", há sempre situações que nos são desconhecidas, e sei que há pais cujos filhos têm más notas e que se preocupam e que sofrem por isso, por sentirem que a vida não lhes dá a opção de poderem estar mais presentes e, também sei que essa falta de opção pode ser tão perturbantemente enganadora quanto a responsibilização de um pai (ou mãe) por absolutamente tudo o que o seu filho resolver fazer ao longo da vida.
Mas não me cabe fazer aqui qualquer tipo de juízo, este post não é para isso.

Parece-me bem a direcção que prevejo este caminho tomar.
Parece-me bem uma regulamentação sobre captação de imagens  nas escolas e parece-me bem o reforço de medidas de recuperação de aprendizagem (em caso de faltas jstificadas)...
Assim por alto.