4 de junho de 2012
Geometria a jacto
Alguém reparou, esta manhã, o quanto os "nossos" jactinhos andaram ocupados a desenhar o céu?
As fotos não lhes fazem justiça (aos desenhos, claro!).
1 de junho de 2012
O estatuto do estudante
Toda esta "polémica" sobre o novo estatuto do estudante faz-me pensar nos direitos e nos deveres, porque em qualquer sociedade os direitos trazem deveres.
Não li ainda o novo estatuto do estudante, estou a emitir uma opinião assim, como quem lê uma frase e acha que já sabe tudo por isso, peço aqui um bocadinho de paciência com alguma patacoada que possa sair destas linhas.
Dizia eu que não li ainda o novo estatuto do estudante mas, assim a seco há coisas que me parecem bem, principalmente porque Nuno Crato deixa ao critério das escolas (que são quem deve conhecer melhor o aluno, a família e o ambiente em que estão inseridos), as medidas a aplicar em cada situação (refiro-me às medidas disciplinares que é o que provoca sempre mais alvoroço) .
"O Estatuto do Aluno e Ética Escolar estabelece uma nova cultura de disciplina e esforço, promovendo o mérito; promove a responsabilização e comprometimento de alunos, pais ou encarregados de educação pelas suas condutas e deveres; e reforça a autoridade dos professores."
No novo estatuto do estudante fala-se do reconhecimento e respeito pela autoridade do professor, fala-se do regime de faltas, fala-se das medidas disciplinares, fala-se do reforço das disciplinas fundamentais, autonomia das escolas, melhor acompanhamento do estudante, etc.... Só duvido é que este diploma responsabilizando mais as famílias, vá acabar com as constantes ameaças que se vêem nos jornais, de certos "encarregados de educação" (só esta expressão neste contexto merecia uma análise profunda) aos professores.
Ainda há pouco falávamos aqui (no trabalho), aqueles que são mais velhos ou mais experientes nestas coisas de reuniões de pais, dizem eles, que nestas ditas reuniões só se vêem os pais dos alunos que têm melhores notas, percebe-se a preocupação e o empenhamento.
E eu digo que muitos dos outros pais trabalham de sol a sol e sofrem penalizações graves se deixarem o trabalho mais cedo... encontra-se sempre um "senão", há sempre situações que nos são desconhecidas, e sei que há pais cujos filhos têm más notas e que se preocupam e que sofrem por isso, por sentirem que a vida não lhes dá a opção de poderem estar mais presentes e, também sei que essa falta de opção pode ser tão perturbantemente enganadora quanto a responsibilização de um pai (ou mãe) por absolutamente tudo o que o seu filho resolver fazer ao longo da vida.
Mas não me cabe fazer aqui qualquer tipo de juízo, este post não é para isso.
Parece-me bem a direcção que prevejo este caminho tomar.
Parece-me bem uma regulamentação sobre captação de imagens nas escolas e parece-me bem o reforço de medidas de recuperação de aprendizagem (em caso de faltas jstificadas)...
Assim por alto.
Não li ainda o novo estatuto do estudante, estou a emitir uma opinião assim, como quem lê uma frase e acha que já sabe tudo por isso, peço aqui um bocadinho de paciência com alguma patacoada que possa sair destas linhas.
Dizia eu que não li ainda o novo estatuto do estudante mas, assim a seco há coisas que me parecem bem, principalmente porque Nuno Crato deixa ao critério das escolas (que são quem deve conhecer melhor o aluno, a família e o ambiente em que estão inseridos), as medidas a aplicar em cada situação (refiro-me às medidas disciplinares que é o que provoca sempre mais alvoroço) .
"O Estatuto do Aluno e Ética Escolar estabelece uma nova cultura de disciplina e esforço, promovendo o mérito; promove a responsabilização e comprometimento de alunos, pais ou encarregados de educação pelas suas condutas e deveres; e reforça a autoridade dos professores."
No novo estatuto do estudante fala-se do reconhecimento e respeito pela autoridade do professor, fala-se do regime de faltas, fala-se das medidas disciplinares, fala-se do reforço das disciplinas fundamentais, autonomia das escolas, melhor acompanhamento do estudante, etc.... Só duvido é que este diploma responsabilizando mais as famílias, vá acabar com as constantes ameaças que se vêem nos jornais, de certos "encarregados de educação" (só esta expressão neste contexto merecia uma análise profunda) aos professores.
Ainda há pouco falávamos aqui (no trabalho), aqueles que são mais velhos ou mais experientes nestas coisas de reuniões de pais, dizem eles, que nestas ditas reuniões só se vêem os pais dos alunos que têm melhores notas, percebe-se a preocupação e o empenhamento.
E eu digo que muitos dos outros pais trabalham de sol a sol e sofrem penalizações graves se deixarem o trabalho mais cedo... encontra-se sempre um "senão", há sempre situações que nos são desconhecidas, e sei que há pais cujos filhos têm más notas e que se preocupam e que sofrem por isso, por sentirem que a vida não lhes dá a opção de poderem estar mais presentes e, também sei que essa falta de opção pode ser tão perturbantemente enganadora quanto a responsibilização de um pai (ou mãe) por absolutamente tudo o que o seu filho resolver fazer ao longo da vida.
Mas não me cabe fazer aqui qualquer tipo de juízo, este post não é para isso.
Parece-me bem a direcção que prevejo este caminho tomar.
Parece-me bem uma regulamentação sobre captação de imagens nas escolas e parece-me bem o reforço de medidas de recuperação de aprendizagem (em caso de faltas jstificadas)...
Assim por alto.
31 de maio de 2012
Gentinha medíocre
Andava mentalmente a ensaiar um post sobre aqueles e-mails que por aí se propagam onde nos aconselham a todos emigrar.
Estava eu tentada a escrever algo que rebatesse tal atitude, não que discorde, mas porque é o nosso país, porque não lutar por ele? Que herença deixamos nós aos nossos filhos?
E depois, numa bela manhã (desta semana), entram-nos portas adentro os fiscais de execuções, seis!
Um antigo funcionário da empresa que já cá não trabalha há mais de 2 anos (de seu nome Pedro Félix) pregou um calote de 15 mil € a alguém, e mesmo por várias vezes informando as finanças que essa pessoa já não fazia parte da empresa e que, quando fazia, o salário que auferia não era penhorável (porque a lei existe e cumpre-se), mesmo assim, espetaram o "crachá" de... fiscal(?) na cara de quem lhes abriu a porta. E entraram.
De tudo o que viram penhoraram as duas fotocopiadoras (velhinhas, velhinhas) e procuraram por tudo e mais alguma coisa a que pudessem deitar a mão. Só que por aqui a marca do mobiliário é mesmo Office Center e não há cá tapetes persas nem máquinas Nespresso.
Saíram, meteram-se nos seus Lexus e M3 (BMW) descapotável - ninguém me contou, eu vi - e lá foram eles, felizes da vida por mais uma tarefa cumprida, e vieram 6 fazer um trabalho destes.
E por aqui ficou no ar uma sensação de impotência, de desamparo, de vontade de baixar os braços... de desistir deste país! Não temos ajudas nenhumas, quem nos deveria proteger e ajudar só nos lixa e empurra para baixo.
Uma empresa que paga balurdios mensalmente em impostos e segurança social, que sustenta uma boa quantidade de gente que está do outro lado a tentar penhorar-nos o futuro, que dá emprego a cerca de 100 pessoas...
Talvez fosse melhor mesmo fecharmos a porta.
Talvez fosse melhor mesmo irmos todos comer à custa. Vem aí o Verão e podíamos ir todos para a praia e no final do mês viria o subsídio e esfregaríamos as mãos de contentes e não teríamos nem metade, nem um terço das chatices.
Que desilusão!
O pior foi o ar, a cara de pau, a sem vergonhice.
Humildade nos actos e nas palavras também é preciso. Ja´para não falar na justiça, por cá ela não é só cega como também não quer ver e não quer nem saber.
Gentinha medíocre que faz deste um país pequenino.
Estava eu tentada a escrever algo que rebatesse tal atitude, não que discorde, mas porque é o nosso país, porque não lutar por ele? Que herença deixamos nós aos nossos filhos?
E depois, numa bela manhã (desta semana), entram-nos portas adentro os fiscais de execuções, seis!
Um antigo funcionário da empresa que já cá não trabalha há mais de 2 anos (de seu nome Pedro Félix) pregou um calote de 15 mil € a alguém, e mesmo por várias vezes informando as finanças que essa pessoa já não fazia parte da empresa e que, quando fazia, o salário que auferia não era penhorável (porque a lei existe e cumpre-se), mesmo assim, espetaram o "crachá" de... fiscal(?) na cara de quem lhes abriu a porta. E entraram.
De tudo o que viram penhoraram as duas fotocopiadoras (velhinhas, velhinhas) e procuraram por tudo e mais alguma coisa a que pudessem deitar a mão. Só que por aqui a marca do mobiliário é mesmo Office Center e não há cá tapetes persas nem máquinas Nespresso.
Saíram, meteram-se nos seus Lexus e M3 (BMW) descapotável - ninguém me contou, eu vi - e lá foram eles, felizes da vida por mais uma tarefa cumprida, e vieram 6 fazer um trabalho destes.
E por aqui ficou no ar uma sensação de impotência, de desamparo, de vontade de baixar os braços... de desistir deste país! Não temos ajudas nenhumas, quem nos deveria proteger e ajudar só nos lixa e empurra para baixo.
Uma empresa que paga balurdios mensalmente em impostos e segurança social, que sustenta uma boa quantidade de gente que está do outro lado a tentar penhorar-nos o futuro, que dá emprego a cerca de 100 pessoas...
Talvez fosse melhor mesmo fecharmos a porta.
Talvez fosse melhor mesmo irmos todos comer à custa. Vem aí o Verão e podíamos ir todos para a praia e no final do mês viria o subsídio e esfregaríamos as mãos de contentes e não teríamos nem metade, nem um terço das chatices.
Que desilusão!
O pior foi o ar, a cara de pau, a sem vergonhice.
Humildade nos actos e nas palavras também é preciso. Ja´para não falar na justiça, por cá ela não é só cega como também não quer ver e não quer nem saber.
Gentinha medíocre que faz deste um país pequenino.
Colombo e arredores
Esta manhã é má ideia e se alguém tiver mesmo que para lá ir, não se assuste com aparato. Ambulâncias e polícia por causa de um simulacro de evacuação.
Reabre de novo por volta do meio-dia.
Reabre de novo por volta do meio-dia.
30 de maio de 2012
E pronto,
Começámos ontem nas andanças das cuecas. Foi um sucesso. Claro que foi só um bocadinho mas foi o suficiente para causar uma impressão de tal forma grande que hoje se recusou a pôr fralda. E lá foi ele de cuecas para a escola.
Ontem à primeira pessoa que nos tocou à campainha foi vê-lo de porta aberta, calças pelos tornozelos e a mostrar as cuecas azuis às risquinhas com um orgulho tremendo.
Queremos todos crescer tão depressa...
Hoje antes de sair pediu e fez cocó e xixi. Na escola, mostrou as cuecas a toda a gente e nestas alturas, e nestas idades, basta um mostrar para todos entrarem no esquema e fazerem disto um acontecimento "global" à dimensão do pequeno mundo deles.
Tenho estado o dia todo a morder-me para saber novidades desta nova etapa. Quantas vezes já terá ele mudado de roupa?
Ontem à primeira pessoa que nos tocou à campainha foi vê-lo de porta aberta, calças pelos tornozelos e a mostrar as cuecas azuis às risquinhas com um orgulho tremendo.
Queremos todos crescer tão depressa...
Hoje antes de sair pediu e fez cocó e xixi. Na escola, mostrou as cuecas a toda a gente e nestas alturas, e nestas idades, basta um mostrar para todos entrarem no esquema e fazerem disto um acontecimento "global" à dimensão do pequeno mundo deles.
Tenho estado o dia todo a morder-me para saber novidades desta nova etapa. Quantas vezes já terá ele mudado de roupa?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
