30 de dezembro de 2011

Em contagem decrescente

Street-art
E eis-nos chegados àqueles dias.
Aqueles dois dias de antecipação em que a cada conversa se faz um pouco do balanço do ano, em que somos todos peritos a analisar a conjuntura, em que nos pequenos momentos intermédios se vão fazendo novas resoluções, em que a sensação que paira no ar é de "fecho de ciclo", em que olhamos para trás e colocamos um visto em frente a 2011 na "check list" da vida, em que imbuídos de esperança acreditamos piamente (ou fingimos) que 2012 vai mesmo ser um ano em grande.

2011 não foi um ano bom mas vai sempre deixar-me lembranças pela positiva. Talvez por ter feito 40 anos e toda a gente dizer que a vida muda nos quarenta(s), acho que muita coisa mudou dentro de mim. Apesar de na maior parte das vezes nem me sentir com 40, a verdade é que eles vieram para ficar e se foi isso que me trouxe mais tranquilidade e uma nova forma de ver a vida, então já deviam ter vindo há mais tempo!

Os brindes que faço, são, em primeiro lugar à família, nuclear e alargada, a família é quem nós queremos que seja, os que cá estão e os que vivem no coração e na lembrança, obrigada pelo amor e pelo apoio.
Aos amigos, presentes, ausentes, "recuperados"(porque andavam perdidos), antigos, novinhos em folha e, claro, aos que se fazem nos blogs...
Às coisas boas da vida, a tudo o que fiz e que aprendi, por me tornarem um pouco mais quem sou.
E depois, um brinde às dificuldades e às "batalhas" porque é com elas que aprendemos acrescer e com elas aprendemos também o valor de tudo o resto.
Brindo também  ao que virá, em que cada momento será o que dele fizermos. Está nas nossas mãos, está tudo em aberto e é isso que é bom, "um mundo de possibilidades". A sensação de que se cumpre uma etapa e se inicia algo de novo deve estar sempre presente, não apenas na passagem de ano. O livre arbítrio dá-nos sempre escolhas e a hipótese de em qualquer momento pararmos de fazer o que não nos traz felicidade e começarmos algo novo.
Brindo ao que foi, ao que é e ao que será e, que possamos todos, entre nós, ter gestos, pensamentos, palavras e acções de amor, de bem-estar e de prosperidade para um futuro global que nospertence.

E no fim de tudo (mas não por último, ou como dizem os outros senhores, "last but not least"), brindemos a nós próprios pelo ser especial que somos e pela diferença que fazemos no mundo e nas vidas dos que nos querem bem.
Feliz Ano Novo!

26 de dezembro de 2011

?!?! (Sem palavras)

Depois de uma manhã inteira de brincadeira (com os brinquedos novos, claro!), "apanhei-o" a observar com muita atenção um folheto de instruções. Achei piada e perguntei:
"- O que estás a ler filho?"
Ele franziu ainda mais as sobrancelhas e disse:
"- Não sei, não tenho os ócos!"

25 de dezembro de 2011

A Magia do Natal

Até há bem pouco tempo foi assim:
(Ler com a melodia do Jingle-bell)
"Dijó-bel, dijó-bel
Dijó-bel aué.
Dijó-bel, dijó-bel
Hey!"

Depois, cerca de uma semana antes do Natal, descobriu as rimas:
Jigó-bel, Jigó-bé
vai levar do pé.
Jogó-bel, Jigó-bé
vai levar do pé
Hey."

23 de dezembro de 2011

Imagem do dia

Muitos Parabéns



Hoje o pequeno T faz um ano.
O G fez um desenho lindo para lhe oferecer.

Parabéns T, que a vida seja suave contigo, que os amigos sejam presentes e muitos, e que o amor seja a maior constante da tua vida.
Adoromos-te pequenino.

22 de dezembro de 2011

A "zeba" é a mamã


Este ano estreei-me nas lides teatrais das Festas (escolares) de Natal.
Não, não fui ver nenhum teatro do meu filho. Fui, eu e os outros pais todos daquela escolinha, fazer teatro para as nossas crianças! Ah pois é!
Não bastou uma vida inteira escolar a preparar e a fazer teatro para os pais, senão agora ter que perpetuar o nervoso miudinho e continuar para plateias de filhos, conjuges, avós e outros familiares e amigos chegados.
Mas foi muito giro e para quem sofre de algum tipo de stress no trabalho, os ensaios são autenticas sessões de terapia, pela descontracção pela "galhofa", pela aproximação entre pais.
Fizemos "o Cuquedo" que eles adoram e já sabem de cor e salteado, arranjámos as imagens dos bichinhos (dois de cada) colámos num chapéu de papel, vestimos as cores aproximadas e lá fomos nós animar a criançada.
Correu lindamente e eles adoraram, no fim cantámos e eles vieram todos ter connosco ao "palco".
Mas a finalidade deste post não é falar do teatro que fizemos, nesse mesmo dia houve a troca de prendas, o Pai Natal apereceu por lá e deu uma prenda a cada criança. O G ganhou um livro: "Maria e Sebastião exploram a selva e aprendem a contar". Todas as noites me pede para lhe ler a história e quando no fim os animais estão todos juntos ele diz apontando cada um:
"- O macaco, o codilo, a giafa, o fante, a zeba é a mamã, o leão e o pótamo!"