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16 de novembro de 2013

A árvore


Teve que ser.
Domingo passado pediu-me para fazer a árvore de Natal mas como a nossa árvore é tamanho XL, prometi-lhe que a faríamos hoje. Não falou de outra coisa toda a semana, nem queria ir à escola. Ontem não conseguia dormir só com a antecipação e hoje acordou(-nos) às 6:30 e já não dormiu mais. 
Foi trabalho para várias horas mas este ano tive um ajudante bem motivado, já dá umas boas ajudas.
Tendo em conta o que foi o ano passado, este ano não arrisquei, só tirámos do baú tudo o que fosse à prova de G, tecido, madeira, metal... tudo muito resistente.
Ficou alegre, colorida e cheia de bonecos, fica sempre, o Natal é assim mesmo.
Levamos quinze dias de avanço, mas como me dizia alguém há uns dias, é preciso aproveitar a vontade. E é mesmo. 

O que apanham no ar

Sabemos que a mensagem passa quando ouvimos o nosso filho a apanhar os brinquedos do chão da sala enquanto reclama:
- Ai ai, estou sempre a arrumar, sempre a arrumar!

10 de novembro de 2013

Mimo para todos

Pai e filho no sofá a ver desenhos animados. Vejo o piolho inclinar-se para o pai e dizer com carinha de mimo:
- Quem é que adora o papá querido?

Posso? Posso?

-Mãe?Achas que um dia destes podemos telefonar ao Pai Natal só para saber se está tudo bem com ele?

-Papá, posso ter um animal de estimação? Um cão ou um gato ou um hamster ou um peixinho ou uma vaca ou um boi ou um cavalo?


7 de novembro de 2013

O que nos diz a emoção

Tropecei neste pequeno filme por acaso e fiquei... não sei explicar, talvez de coração partido. Afligiu-me ver um bebé chorar... de emoção.

5 de novembro de 2013

"Intendo-te"

Entrou a correr na cozinha:
-Mãe, mãe, eu quero um intendo!
Parei um segundo para raciocinar
-Queres uma Nintendo! - corrigi
- Pois, uma Nintendo.
Resolvi perguntar:
- O que é isso uma Nintendo?
- Então é um tablet com duas lentes que abre assim. - E fez o gesto de um livro a abrir na horizontal.

Quando tinha dois anos os avós ofereceram-lhe uma PlayStation no Natal (daquelas que ele poderia levar para todo o lado - portátil - não sei se há de outras... perdoem-me a ignorância), mas nós ficámos com receio de ele se agarrar muito aos jogos logo de muito pequenino e trocámos a PS pela Wii (daquelas que tem que estar em casa ligada à tv) porque assim conseguiria ter jogos na mesma mas mais controlado. Fazem-me confusão as crianças nos carros sem olharem sequer pela janela. Queríamos evitar a dependência total da máquina a cada sitio que fossemos.
A coisa até tem corrido bem e volta e meia lá pede para jogar na "máquina i" mas é muito pequenino, ele gosta mesmo é de nos ver jogar a nós (que nem sempre temos paciência) e fazer a "torcida" e confesso que até à data nunca apostámos muito em jogos para  ele (na Wii), tem o telefone da mãe e do pai que lá muito de vez em quando se lembra e pede para jogar. Pensámos arranjar um tablet dos mais baratinhos para colocar umas quantas aplicações adequadas à idade, como temos no telefone, mas vai depender dos preços, também não queremos que tudo lhe passe ao lado, e sempre há uma série de boas aplicações gratuitas. Ainda me parece muito cedo para algo mais embora alguns coleguinhas dele tenham as PSPs e as Nintendos e as levem para a escola, ele vê e também quer, claro. 
Agora anda a fazer a lista das coisas que vai pedir ao Pai Natal, não escapa uma, é cada boneco/carro/bola que vê nos anúncios. A Ninteno, claro, mas "a 3DS". 
Sabem-na toda.

30 de outubro de 2013

Um lado bom da vida

Costumava defender com unhas e dentes a mudança da hora. Mesmo a semana passada, antes do piolho adoecer, mal podia esperar pela mudança de hora, mais uma hora durante a noite e ele ao dia seguinte levantar-se-ía melhor, sem a birra de sono habitual. Mas, a vida tem destas coisas e ele ficou doente. Mudança ou permanência, o resultado foi o mesmo. A única diferença (que não muda em nada a cena do levantar) é que quando saímos de casa já temos luz do sol. 
Podia queixar-me aqui que a luz baixinha do sol para quem conduz a esta hora só serve mesmo para encandear... podia, mas não queixo, o sol é precioso, vem aí o Inverno (que se adivinha bem frio e bem escuro) e vamos ter muitos dias a suspirar por ele (o sol).
E se por um lado saímos de casa já com luz solar por outro chegamos a casa já no lusco-fusco... também me podia queixar por isso... E depois do esforço do levantar a mim e ao piolho e encarar as birras e o transito, chegar ao trabalho com a sensação que o dia já vai a "meio" e constatar que afinal ainda são oito da manhã.... também me podia queixar por isso... E o frio?... (tudo coisas simples).
Respiro fundo.
Está um dia lindo, está um sol maravilhoso, tenho saúde, tenho emprego, tenho um filhote fantástico, tenho casa e comida. Pronto, tenho frio e tenho sono mas bolas, se não tivermos coisas menos boas para comparação, não sabemos dar valor às melhores.
Ontem à noite o meu filho era um super-herói: 
- Mãe, imagina que fazes uma situação e eu apareço e vou salvar-te!
Eu fingi que tropecei 
- Socooooorro, tropecei e vou cair! (mãe faz cada coisa).
Ele "voou" e agarrou-se às minhas pernas para me salvar:
- Pronto, salvei-te!
- Oh, obrigada meu herói!
Ele virou-se levantou os braços em "L" à altura dos ombros (a mostrar os músculos) e disse:
- Super G...! 
E pronto, há lá coisa melhor que ter um super-herói em casa? Queixas para quê? Ele resolve tudo.

15 de outubro de 2013

Entender a greve

Ontem a caminho de casa ía eu já a antecipar e a recordar os efeitos da greve do Metro da semana passada e estava com a minha lengalenga para  meu filho:
- Amanhã temos que acordar bem cedinho [levanto-o todos os dias à 7:00] para sair cedo porque há greve.
E começa o senhor da rádio com as notícias a dizer que a greve foi desconvocada e eu digo:
- Olha, afinal já não há greve.
- O que é greve?
- Então não te lembras, a mamã já te explicou [há uns meses], é quando por exemplo tu vais lavar a loiça e reparas que não tens detergente, então, ficas ali ao pé do lava-loiça e dizes que não podes fazer o trabalho que te mandaram porque não tens condições, não tens tudo o que é preciso por isso não consegues trabalhar.
- Ah eles não querem trabalhar não é?
...

11 de outubro de 2013

Conversas de avó e neto

Ontem ao final da tarde o G foi com a avó ao supermercado. A alguma distância ainda da hora do jantar a criança já com um ratinho a roer ou talvez alguma gulodice pediu bolachas. A avó com a condição de ele só comer uma ou duas lá lhe fez a vontade.
Quando saíram da loja quis abrir o pacote e a avó pediu-lhe uma bolacha. Ele deu a bolacha disse:
- Tu ficas gorda, não podes comer! - as bolachas apesar de pequeninas parece que tinham chocolate num dos lados.
E o G continuou a comer umas a seguir a outras. A  avó vendo o caso mal parado começou a pedir mais:
- Dá cá outra.
- Não, gorda! - atirou o G
- Não me importo, dá cá. Eu fico gorda e tu? tu não ficas?
Ele respondeu imediatamente, defendendo-se:
- Eu estou a crescer!

Ele aprendeu por estes dias a chamar gorda(o). Não sei com quem, ainda não tive hipótese de descobrir. No entanto já o alertei para o facto de apesar de ser verdade, porque é constatação, há pessoas que não lidam bem com essa verdade pura. Já lhe expliquei que as pessoas não são gordas porque o escolham ser(!), ou tão pouco se sintam felizes assim. Tentei explicar-lhe que não o deve fazer porque magoa.
Não tenho conseguido chegar ao objectivo até porque se para nós a explicação racional não é plausível, quanto mais dentro da cabeça de uma criança de 3/4 anos.
Para ele existe a verdade (a "coisa boa") e começa a existir a mentira (a "coisa má"), haverá alguma coisa no meio?

20 de setembro de 2013

Beijinhos que curam

O G só meu viu de óculos no trabalho (ainda antes das férias). Normalmente nunca tenho tempo em casa para o computador por isso os óculos habitam permanentemente a minha secretária no escritório.
À noite nas despedidas de boas noites, ele já deitado puxa-me para me dar um beijinho num olho (na pálpebra, claro) e depois no outro, e disse:
- Pronto mamã, assim já não precisas mais de usar óculos!

19 de setembro de 2013

Os trabalhos para a escola

Com a aproximação do Dia Internacional da Paz, com o prazo de entrega do trabalho para hoje e a faltar ainda a frase sobre o tema, ontem voltei à carga:

- Então G, afinal sabes ou não o que é a Paz?
Ele receptivo à conversa explicou-me:
- Olha, é assim, quando dizemos [e colocou a sua melhor cara de zanga] "Deixa-me sossegado! Deixa-me sozinho!" - virou costa como se se fosse embora e simulou uma saída brusca. Depois voltou a virar-se, sorriu e disse:
- É assim!
- Mas isso é zangado, a Paz é uma coisa tranquila, e a pomba o que tem a ver com essa Paz? - perguntei.
- A Paz é uma coisa para fazer a pomba no dia da Paz!
Não é mentira, por causa da Paz temos que decorar a pomba para o dia da Paz. Não estava a conseguir nada.

Insisti.
- Mas a A [educadora], na sala, falou convosco sobre a Paz. Sabes dizer o que ela disse?
Ele fez uma cara embaraçada e disse que não se lembrava.
- E se eu perguntar ao D [melhor amigo] o que é a Paz o que é que achas que ele me responde?
- Não sei! - Disse encolhendo os ombros.
Bolas!
- E se eu perguntar à A [educadora] o que é que achas que ela me responde? 
Ele abriu muito os olhos e fazendo aquela cara de quem descobriu algo fantástico disse:
- Boa mamã, a A sabe de certeza o que é. Podes perguntar no dia das perguntas!

Resolvi abordar o tema pelo outro lado.
- Olha, e a Guerra? Sabes o que é a Guerra?
- Sei, Guerra é uma palavra que começa por G.
Confesso que nesta altura já não conseguia fazer cara séria mas se começasse a rir estragava tudo.
- Guerra é quando as pessoas lutam, e para haver Paz não se pode andar à luta.
- "Não andar à luta" é regra da sala e é a minha especialidade! 
- Então e quando há Guerra?
- Se houver Guerra, se alguém portar mal, não há Paz!  - Disse.
E eu comecei a ver uma luzinha ao fundo do túnel.
Ele continuou:
- Paz é para todos ficarem amiguinhos e falarem uns com os outros, mas, - espetou o indicador- um de cada vez! E ficam todos em Paz quando deixam de lutar.
- E porque é que achas que "Não andar à luta" é regra da sala?
- Para a sala ficar em Paz!

Trabalho cumprido!




18 de setembro de 2013

Da Paz e dos Sorrisos

Na escola prepara-se o tema da Paz, para casa vem uma mão recortada em branco para decorar sob a mesma temática e escrever uma frase.
No ensaio da frase perguntei-lhe:
- G, o que é a Paz?
- A Paz é uma pomba branca!
- A pomba é o símbolo da paz, é o desenho que representa a Paz. Mas a Paz, sabes o que é?
Ele pensou um pouco e sem muita vontade respondeu:
- É assim, por exemplo, quando alguém diz "deixa-me em paz"!
Pronto, mensagem recebida.

Ontem na escola mostrou-me o desenho que fez do T e o desenho que o T fez dele.
No desenho que ele fez, por baixo da cabeça, junto ao pescoço estavam duas semicircunferências (uma de cada lado). Perguntei-lhe o que eram.
-São os ombros! - (óbvio!)
- Ah, e fizeste os olhos clarinhos, boa, o T tem olhos claros!
Ele aproximou-se apontou para o desenho e disse:
- E o sorriso [um sorriso enorme de orelha a orelha] é como tu!
E já não precisei de perguntar mais nada.


23 de julho de 2013

21 de julho de 2013

O espaço sideral




Muito por culpa dos desenhos animados e das suas viagens a Marte e outros sítios do universo. O G andava a pedir-me para ver os espaço sideral e Marte e Júpiter. Quando descobriu o telescópio arrumadinho num cantinho deixou de haver desculpa e lá foi então a mãe montar a traquitana para o piolho ver a lua. Pois, é que temos um telescópio mas para ver Marte e Júpiter só mesmo quando visitarmos o observatório.

Assim têm sido os nossos dias

 
O Gi (amiguinho do G) fez anos e foi uma festa de meninos.
Não há muitas meninas na sala e mais ainda agora em tempo de férias. A modos que a "testosterona infantil" andou para lá ao rubro. Chegaram a ser 7 no trampolim, volta e meia dasatava tudo à bofetada. Os pais ficavam meio sem jeito, mas, o melhor é serem eles a resolver os sarilhos em que se metem. Cabeçadas, tropeções, pisadelas e birras (muitas). Entre muito ranho e muitas lágrimas a tarde foi super divertida.
E estas festas em que os pais ainda participam são o melhor meio para que possamos também ter aquele convívio são e troca de ideias e truques (tão necessários por estas alturas).
Foi cansativo mas foi bom.

12 de julho de 2013

Mini "maxi art-attack" doméstico

 
E depois não me venham cá dizer que os pais não promovem nem fomentam a criatividade. Quem nunca viu a minha casa (principalmente a sala) e o estado permanente de completo caos não me pode dizer (quase) nada.
E não me perguntem o que é, não se vê logo que é um auto-retrato?
Tive que me empoleirar em cima do sofá para fotografar a obra em toda a sua plenitude.

8 de julho de 2013

Desejos para o futuro

Já o ouvi dizer:
"Quem me dera ser professor!"
 
Também já disse:
"Quando for grande vou ser bombeiro."
 
Mas ultimamente tem insistido que:
"Quando crescer quero ser uma ferramenta!"
 

G-cionário

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"é quando alguma coisa não passa no ralo"