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23 de novembro de 2012
E porque não?
Nem é preciso pensar muito.
Porquê perpetuar ódios? Porque é que os pais incutem sentimentos maus nos filhos?
26 de outubro de 2012
Vida
Bons momentos, passageiros na dimensão física para dar lugar a outros, amar a quem nos ama, respeitar, honrar.
Não se esqueçam nunca de criar boas recordações, porque por entre muitas outras razões, um dia elas poderão bem ser a nossa tábua de salvação.
Lindo!
15 de outubro de 2012
Em modo Zen
A vida é mesmo uma viagem, a cada
curva, algo de novo.
Uns caminhos são mais bravios, têm mais
pedras ou são menos “explorados” mas depois, chegamos a um
trilho em que o chão se torna macio, há cor, há flores, há
alegria, o solo é de facil calcorreada e seguimos sem grande
dificuldade.
Às vezes algo aparece ao virar da
esquina que nos fascina e maravilha e com um calorzinho no coração
seguimos, outras vezes alguém faz ou consegue algo de
brilhante e nós alegramo-nos mais ainda pela vida.
Há dias em que basta o sol brilhar,
noutros dias basta a chuva!
Se nos mantivermos motivados, até
mesmo nos caminhos mais dificeis conseguimos seguir de sorriso no
rosto. Há sempre um alivio no final de uma qualquer tormenta, ajuda
termos isso em mente. Um prémio após um esforço sabe muito melhor
do que um prémio só porque sim!
Se percorrermos o caminho na nossa
solidão, temos a independência do vento de podemos não nos prender
ao chão, de espalharmos a nossa existência pelos quatro cantos do
mundo, se assim o desejarmos.
Se tivermos filhos, então é uma
benção, fazemos a viagem com uma outra parte de nós que
permanecerá ainda para além do nosso limite fisico. Temos o
privilégio de assistirmos na primeira fila ao evoluir do ser humano.
Tal “mecanismo” só pode vir de
uma energia superior. Existirmos como energia e virmos cá
manifestarmo-nos e experimentarmos situações e emoções, no fim,
quando tivermos passado por tudo o que precisamos, seremos “buracos
negros” de empatia. Haverá fim melhor, compreedermos tudo e todos?
É um bom objectivo, ser Mestre em Ser Humano.
Quem disse que a vida não é boa?
A vida é maravilhosa.
Segunda-feira
Ás vezes mas só às vezes o fim-de-semana é uma loucura tão grande, o trabalho, a correria, a azáfama são tantas, não há um bocadinho para sentar e apreciar a vista que quando chega segunda-feira não me questiono para onde foi o fim-de-semana, em vez disso penso: "Ah, que bom, é segunda-feira!"
E o ritmo abranda para velocidade de Auto-estrada.
18 de setembro de 2012
As manifestações e as detenções
É notícia de primeira página, hoje, a condenação do(s) detido(s) das manifestações de sábado.
Por entre um pedido de desculpas à PSP que vale o que vale, e umas horas de trabalho a favor da comunidade, pode ler-se ainda que “[os arguidos] comprometeram-se em abster-se da prática de atos violentos em manifestações públicas e desportivas durante o período de suspensão dos autos”, e eu acrescento que fora das manifestações públicas e desportivas (em casa por exemplo) tudo bem, e passados os 12 meses, podem voltar à normalidade. A PSP depois, se for chamada a intervir, leva com outro pedido de desculpas.
Custou-me ver, estava longe e acompanhei pela televisão mas custou-me ver a falta de respeito.
Não acredito que naquele mar de polícia não houvesse um único que não gostasse de se poder manifestar também. Eles estavam e estão sempre lá para garantir o direito à manifestação pacífica de todos nós. E mais, estão a trabalhar. São obrigados a estar lá.
E aquilo que fica sempre por dizer é que sendo claro como água, que no meio da multidão, onde o rio corre com mais força nunca se tenta apurar quem ordena (leia-se paga) o incitamento à revolta. Os individuos mais motivados desaparecem assim que esgota o tempo pago. Ou isso ou dão a cara a uma noite no presídio já com o deles garantido.
Sim, somos um povo pacífico, não é vergonha nenhuma, é a nossa maior força, valha-nos isso.
No meio de toda esta precaridade, só nos faltava agora começarmos com violências. Era só o que nos faltava!
O excerto da pena que transcrevo em cima foi retirado do iOnline mas podia ter sido de qualquer outro jornal ou até da página da PGDL.
Por entre um pedido de desculpas à PSP que vale o que vale, e umas horas de trabalho a favor da comunidade, pode ler-se ainda que “[os arguidos] comprometeram-se em abster-se da prática de atos violentos em manifestações públicas e desportivas durante o período de suspensão dos autos”, e eu acrescento que fora das manifestações públicas e desportivas (em casa por exemplo) tudo bem, e passados os 12 meses, podem voltar à normalidade. A PSP depois, se for chamada a intervir, leva com outro pedido de desculpas.
Custou-me ver, estava longe e acompanhei pela televisão mas custou-me ver a falta de respeito.
Não acredito que naquele mar de polícia não houvesse um único que não gostasse de se poder manifestar também. Eles estavam e estão sempre lá para garantir o direito à manifestação pacífica de todos nós. E mais, estão a trabalhar. São obrigados a estar lá.
E aquilo que fica sempre por dizer é que sendo claro como água, que no meio da multidão, onde o rio corre com mais força nunca se tenta apurar quem ordena (leia-se paga) o incitamento à revolta. Os individuos mais motivados desaparecem assim que esgota o tempo pago. Ou isso ou dão a cara a uma noite no presídio já com o deles garantido.
Sim, somos um povo pacífico, não é vergonha nenhuma, é a nossa maior força, valha-nos isso.
No meio de toda esta precaridade, só nos faltava agora começarmos com violências. Era só o que nos faltava!
O excerto da pena que transcrevo em cima foi retirado do iOnline mas podia ter sido de qualquer outro jornal ou até da página da PGDL.
17 de setembro de 2012
Estes tempos
Têm sido umas semanas de adaptação, ajustes aqui e ali e algumas coisas vão ficando para trás ou simplesmente, numa tentativa de não excluir coisa nenhuma, a atenção ao pormenor não tem sido a mesma.
Nos tempos de adaptação há alturas mais fáceis que outras e o truque é não nos deixarmos afectar pelas coisas pequenas. Só que, não é fácil.
Sendo uma mãe dos tempos que correm (pertencendo à geração a que pertenço) em que queremos poupá-los a tudo e a todos, queremos que sejam crianças acima de tudo, felizes, a verdade é que há coisas que têm que ser eles a passar e é absolutamente insano achar que os podemos fazer felizes 24 horas por dia e 365 dias por ano - estaríamos a criar monstros - mãe que é mãe ou pai que é pai não deixa de criar um bom trauma à sua criança.
Mas quando nos pedem algo, tentamos dar, certo? Desde que não nos peçam a Lua (e mesmo assim...)
Sei que o G gosta da escolinha nova, sei que gosta da A (a educadora) e sei que gosta dos amiguinhos que faz a cada dia. Nos dias melhores, no caminho para casa pede-me para o levar de volta à escola, nos outros dias não quer ir. E eu tento incentivar, "ir para a escola, aprender coisas novas, e brincar com os amiguinhos é tão bom!"
Ontem à noite perguntou-me porque é que não podia ir para a outra escola onde estão a G e o L, e eu, cá dentro ouvi: "porque é que não posso ir para onde era feliz, onde estão os meus amiguinhos de sempre, onde eu pertenço?" E morri um bocadinho.
Prometi-lhe que nos anos dele convidaríamos a G e o L para um lanchinho e ele ficou mais animadito.
Hoje, hoje já era outro dia e ele lá foi, meio sem vontade, e eu "digo-me" que é segunda-feira e que à segunda-feira custa em todo o lado. E ele levou o Cuquedo que sabe de cor e salteado (e talvez porque lhe abafe um pouco a saudade) e lá ficou de lagriminha no olho com o livro preso debaixo do braço. Eu tive que me vir embora.
Porque é que custa tanto?
Nos tempos de adaptação há alturas mais fáceis que outras e o truque é não nos deixarmos afectar pelas coisas pequenas. Só que, não é fácil.
Sendo uma mãe dos tempos que correm (pertencendo à geração a que pertenço) em que queremos poupá-los a tudo e a todos, queremos que sejam crianças acima de tudo, felizes, a verdade é que há coisas que têm que ser eles a passar e é absolutamente insano achar que os podemos fazer felizes 24 horas por dia e 365 dias por ano - estaríamos a criar monstros - mãe que é mãe ou pai que é pai não deixa de criar um bom trauma à sua criança.
Mas quando nos pedem algo, tentamos dar, certo? Desde que não nos peçam a Lua (e mesmo assim...)
Sei que o G gosta da escolinha nova, sei que gosta da A (a educadora) e sei que gosta dos amiguinhos que faz a cada dia. Nos dias melhores, no caminho para casa pede-me para o levar de volta à escola, nos outros dias não quer ir. E eu tento incentivar, "ir para a escola, aprender coisas novas, e brincar com os amiguinhos é tão bom!"
Ontem à noite perguntou-me porque é que não podia ir para a outra escola onde estão a G e o L, e eu, cá dentro ouvi: "porque é que não posso ir para onde era feliz, onde estão os meus amiguinhos de sempre, onde eu pertenço?" E morri um bocadinho.
Prometi-lhe que nos anos dele convidaríamos a G e o L para um lanchinho e ele ficou mais animadito.
Hoje, hoje já era outro dia e ele lá foi, meio sem vontade, e eu "digo-me" que é segunda-feira e que à segunda-feira custa em todo o lado. E ele levou o Cuquedo que sabe de cor e salteado (e talvez porque lhe abafe um pouco a saudade) e lá ficou de lagriminha no olho com o livro preso debaixo do braço. Eu tive que me vir embora.
Porque é que custa tanto?
17 de agosto de 2012
13 de agosto de 2012
A Educação Proibida
Conheci este projecto há cerca de um ano, em construcção, em busca de apoio, em permanente divulgação. Nunca foi um projecto secreto, pelo contrário, a porta não podia ter estado mais aberta.
Está pronto e saiu hoje para a rua, e todos os que lutam por uma educação diferente podem e devem vê-lo.
"É uma investigação de 8 países com entrevistas a mais de 90 educadores com propostas educativas alternativas.
É de licença livre.
(...)
Um trabalho para a reflexão social aberta sobre as bases que sustentam a escola, promovendo o desenvolvimento de uma educação integral, centrada no amor, no respeito, na liberdade e na aprendizagem."
Para ver, partilhar, difundir, falar sobre, etc.
Aqui
Está pronto e saiu hoje para a rua, e todos os que lutam por uma educação diferente podem e devem vê-lo.
"É uma investigação de 8 países com entrevistas a mais de 90 educadores com propostas educativas alternativas.
É de licença livre.
(...)
Um trabalho para a reflexão social aberta sobre as bases que sustentam a escola, promovendo o desenvolvimento de uma educação integral, centrada no amor, no respeito, na liberdade e na aprendizagem."
Para ver, partilhar, difundir, falar sobre, etc.
Aqui
9 de agosto de 2012
Exemplo só para o que convém
Recebi por e-mail e gostava de partilhar.
E só queria dizer que gostava mesmo que aquela educação antiga, rígida, das reguadas, dos colégios internos, dos padres, tivesse dado mais frutos, acho que existiria mais vergonha na cara, é que às vezes parece que aqueles que nos governam e que fazem o que bem querem e lhes apetece, não tiveram uma mãe que se preocupasse com a educação, lhes ensinasse o que é a vergonha, serão filhos de quem?
Já o pediatra do meu filho dizia, no tempo do outro senhor, que esta gente não teve educação nenhuma, são só birras, querem porque querem e só fazem o que lhes apetece. Dizia ele "eduquem os vossos filhos para estas coisas não se repetirem."
Estão a ser precisas umas mãozinhas bem pesadas para desatar aí às bofetadas a estes imberbes todos.
Um bom exemplo aqui.
Alguém cuja mãe se pode orgulhar.
Ah, e independentemente da cor politica de e para onde faço os links, se gosto, gosto, a minha cor politica é um arco-iris, tem bocadinhos em todos os lados e o inverso também, tivesse eu feitio para a coisa e quem varria aquela casa toda era eu mas, já estou a ficar velha e cansada.
E além disso tenho um puto que reina lá em casa e tenho que lhe começar a tirar as manias de grandeza. Avizinham-se tempos tranquilos...
E só queria dizer que gostava mesmo que aquela educação antiga, rígida, das reguadas, dos colégios internos, dos padres, tivesse dado mais frutos, acho que existiria mais vergonha na cara, é que às vezes parece que aqueles que nos governam e que fazem o que bem querem e lhes apetece, não tiveram uma mãe que se preocupasse com a educação, lhes ensinasse o que é a vergonha, serão filhos de quem?
Já o pediatra do meu filho dizia, no tempo do outro senhor, que esta gente não teve educação nenhuma, são só birras, querem porque querem e só fazem o que lhes apetece. Dizia ele "eduquem os vossos filhos para estas coisas não se repetirem."
Estão a ser precisas umas mãozinhas bem pesadas para desatar aí às bofetadas a estes imberbes todos.
Um bom exemplo aqui.
Alguém cuja mãe se pode orgulhar.
Ah, e independentemente da cor politica de e para onde faço os links, se gosto, gosto, a minha cor politica é um arco-iris, tem bocadinhos em todos os lados e o inverso também, tivesse eu feitio para a coisa e quem varria aquela casa toda era eu mas, já estou a ficar velha e cansada.
E além disso tenho um puto que reina lá em casa e tenho que lhe começar a tirar as manias de grandeza. Avizinham-se tempos tranquilos...
7 de agosto de 2012
25 de julho de 2012
A força e a coragem
Tenho a sorte de pertencer a uma família (directa e alargada - onde se incluem aqueles amigos especiais que nos acompanham a vida inteira) com muitas mulheres cuja força e coragem são, no mínimo, inspiradoras.
Umas mais que outras mas por norma, todas elas com grandes exemplos e feitos ao longo da vida.
Já aqui falei na G que teve a surpresa da vida dela há pouco mais de um mês. As surpresas continuam a surgir e a força - tanto a dela como a de todos que com ela partilham estes tempos - teve e tem que se reforçar e reinventar a cada momento.
Muitas vezes o cansaço foi tanto que achámos que não conseguiríamos fazer o caminho a seu lado, mas conseguimos sempre, o nosso cansaço, por maior que fosse, nunca teve comparação com o dela.
Dentro do possível continua a correr tudo bem, e, não posso deixar de admirar e exaltar a condição feminina e a coragem das mulheres que passam por estas mutilações e continuam com as suas vidas porque têm filhos, netos, pais, maridos, irmãos que delas precisam.
Talvez venha daí, o facto de olharmos para fora, para os outros, para quem precisa de nós que nos dá aquela força suficiente para continuar sem sequer parar um bocadinho e lamber as feridas. Aquela força que os actos de entrega desprovidos de egoísmo de quem vive para os outros, tão bem sabem dar.
Mas o contrário também existe, de quem tem tanto por que viver, multidões de gente em volta que se preocupa e luta e ajuda e mesmo assim não chega, e definham e rebentam com tudo ao seu redor.
Ou talvez o meio termo, talvez a grande maioria tenha um bocadinho de ambos cá dentro. Seja como for, a verdade é que a escolha que fazemos é que vai ditar o caminho que se abrirá à nossa frente.
Por muito que queiramos que as pessoas sigam determinado caminho, a escolha é sempre de quem caminha. A nós resta-nos ir ao íntimo de nós buscar força e apoiar seja o que for. Opinar apenas quando nos for pedido e abrir espaço (mental e emocional) para ajudar a decidir (nunca condicionando) em consciência a quem de direito.
A Viagem completa-se com os vários caminhos que se trilham, as etapas sucedem-se. Por aqui avizinham-se uma quantas bem difíceis, nós, permanecemos.
Mulheres corajosas é o que é.
Umas mais que outras mas por norma, todas elas com grandes exemplos e feitos ao longo da vida.
Já aqui falei na G que teve a surpresa da vida dela há pouco mais de um mês. As surpresas continuam a surgir e a força - tanto a dela como a de todos que com ela partilham estes tempos - teve e tem que se reforçar e reinventar a cada momento.
Muitas vezes o cansaço foi tanto que achámos que não conseguiríamos fazer o caminho a seu lado, mas conseguimos sempre, o nosso cansaço, por maior que fosse, nunca teve comparação com o dela.
Dentro do possível continua a correr tudo bem, e, não posso deixar de admirar e exaltar a condição feminina e a coragem das mulheres que passam por estas mutilações e continuam com as suas vidas porque têm filhos, netos, pais, maridos, irmãos que delas precisam.
Talvez venha daí, o facto de olharmos para fora, para os outros, para quem precisa de nós que nos dá aquela força suficiente para continuar sem sequer parar um bocadinho e lamber as feridas. Aquela força que os actos de entrega desprovidos de egoísmo de quem vive para os outros, tão bem sabem dar.
Mas o contrário também existe, de quem tem tanto por que viver, multidões de gente em volta que se preocupa e luta e ajuda e mesmo assim não chega, e definham e rebentam com tudo ao seu redor.
Ou talvez o meio termo, talvez a grande maioria tenha um bocadinho de ambos cá dentro. Seja como for, a verdade é que a escolha que fazemos é que vai ditar o caminho que se abrirá à nossa frente.
Por muito que queiramos que as pessoas sigam determinado caminho, a escolha é sempre de quem caminha. A nós resta-nos ir ao íntimo de nós buscar força e apoiar seja o que for. Opinar apenas quando nos for pedido e abrir espaço (mental e emocional) para ajudar a decidir (nunca condicionando) em consciência a quem de direito.
A Viagem completa-se com os vários caminhos que se trilham, as etapas sucedem-se. Por aqui avizinham-se uma quantas bem difíceis, nós, permanecemos.
Mulheres corajosas é o que é.
11 de julho de 2012
Vida
A notícia caiu que nem uma bomba.
Há pouco mais de um mês, num exame de rotina, à G foi detectado um carcinoma na mama direita.
Exames para cá, exames para lá e uma semana mais tarde detectou-se carcinoma também na mama esquerda.
Por muito difícil que ás vezes a vida pareça, nada justifica o querer partir, principalmente quando existem filhos, pais, amigos que se preocupam. Por isso, se em algum momento vires uma luz brilhante, diz-lhe que está adiantada, diz-lhe que ainda não chegou a hora :)
Aguardo com muita expectativa um tempo em que consigamos perceber o nosso corpo. Estamos tão desajustados, tão perdidos do nosso centro, que, se passa uma imensidão de coisas cá dentro e nós não fazemos a menor ideia.
Como é possível que o nosso corpo não nos avise?
Se calhar avisa, e nós nem aí, mas o mais certo é sermos nós os responsáveis por certas (ou todas as) coisas que nos acontecem, por determinados comportamentos, determinadas acções para connosco, determinados costumes, determinados vícios sejam eles físicos ou emocionais.
Por isso, talvez valha a pena, com alguma urgência, pararmos um bocadinho, analisarmos aquilo que fazemos, pensamos, sentimos e tomarmos consciência do que não precisamos e abandonarmos de vez esses comportamentos.
Quanto a ti, G, é uma tarefa hercúlea, eu sei, mas estamos cá e cheias de força.
Vai correr tudo bem.
Há pouco mais de um mês, num exame de rotina, à G foi detectado um carcinoma na mama direita.
Exames para cá, exames para lá e uma semana mais tarde detectou-se carcinoma também na mama esquerda.
Por muito difícil que ás vezes a vida pareça, nada justifica o querer partir, principalmente quando existem filhos, pais, amigos que se preocupam. Por isso, se em algum momento vires uma luz brilhante, diz-lhe que está adiantada, diz-lhe que ainda não chegou a hora :)
Aguardo com muita expectativa um tempo em que consigamos perceber o nosso corpo. Estamos tão desajustados, tão perdidos do nosso centro, que, se passa uma imensidão de coisas cá dentro e nós não fazemos a menor ideia.
Como é possível que o nosso corpo não nos avise?
Se calhar avisa, e nós nem aí, mas o mais certo é sermos nós os responsáveis por certas (ou todas as) coisas que nos acontecem, por determinados comportamentos, determinadas acções para connosco, determinados costumes, determinados vícios sejam eles físicos ou emocionais.
Por isso, talvez valha a pena, com alguma urgência, pararmos um bocadinho, analisarmos aquilo que fazemos, pensamos, sentimos e tomarmos consciência do que não precisamos e abandonarmos de vez esses comportamentos.
Quanto a ti, G, é uma tarefa hercúlea, eu sei, mas estamos cá e cheias de força.
Vai correr tudo bem.
17 de junho de 2012
Uma boa parte da infância
Os primeiros melhores amigos. Uma das melhores partes da infância.
E aos três anos, no nosso mundo perfeito, sabemos bem o que queremos.
1 de junho de 2012
O estatuto do estudante
Toda esta "polémica" sobre o novo estatuto do estudante faz-me pensar nos direitos e nos deveres, porque em qualquer sociedade os direitos trazem deveres.
Não li ainda o novo estatuto do estudante, estou a emitir uma opinião assim, como quem lê uma frase e acha que já sabe tudo por isso, peço aqui um bocadinho de paciência com alguma patacoada que possa sair destas linhas.
Dizia eu que não li ainda o novo estatuto do estudante mas, assim a seco há coisas que me parecem bem, principalmente porque Nuno Crato deixa ao critério das escolas (que são quem deve conhecer melhor o aluno, a família e o ambiente em que estão inseridos), as medidas a aplicar em cada situação (refiro-me às medidas disciplinares que é o que provoca sempre mais alvoroço) .
"O Estatuto do Aluno e Ética Escolar estabelece uma nova cultura de disciplina e esforço, promovendo o mérito; promove a responsabilização e comprometimento de alunos, pais ou encarregados de educação pelas suas condutas e deveres; e reforça a autoridade dos professores."
No novo estatuto do estudante fala-se do reconhecimento e respeito pela autoridade do professor, fala-se do regime de faltas, fala-se das medidas disciplinares, fala-se do reforço das disciplinas fundamentais, autonomia das escolas, melhor acompanhamento do estudante, etc.... Só duvido é que este diploma responsabilizando mais as famílias, vá acabar com as constantes ameaças que se vêem nos jornais, de certos "encarregados de educação" (só esta expressão neste contexto merecia uma análise profunda) aos professores.
Ainda há pouco falávamos aqui (no trabalho), aqueles que são mais velhos ou mais experientes nestas coisas de reuniões de pais, dizem eles, que nestas ditas reuniões só se vêem os pais dos alunos que têm melhores notas, percebe-se a preocupação e o empenhamento.
E eu digo que muitos dos outros pais trabalham de sol a sol e sofrem penalizações graves se deixarem o trabalho mais cedo... encontra-se sempre um "senão", há sempre situações que nos são desconhecidas, e sei que há pais cujos filhos têm más notas e que se preocupam e que sofrem por isso, por sentirem que a vida não lhes dá a opção de poderem estar mais presentes e, também sei que essa falta de opção pode ser tão perturbantemente enganadora quanto a responsibilização de um pai (ou mãe) por absolutamente tudo o que o seu filho resolver fazer ao longo da vida.
Mas não me cabe fazer aqui qualquer tipo de juízo, este post não é para isso.
Parece-me bem a direcção que prevejo este caminho tomar.
Parece-me bem uma regulamentação sobre captação de imagens nas escolas e parece-me bem o reforço de medidas de recuperação de aprendizagem (em caso de faltas jstificadas)...
Assim por alto.
Não li ainda o novo estatuto do estudante, estou a emitir uma opinião assim, como quem lê uma frase e acha que já sabe tudo por isso, peço aqui um bocadinho de paciência com alguma patacoada que possa sair destas linhas.
Dizia eu que não li ainda o novo estatuto do estudante mas, assim a seco há coisas que me parecem bem, principalmente porque Nuno Crato deixa ao critério das escolas (que são quem deve conhecer melhor o aluno, a família e o ambiente em que estão inseridos), as medidas a aplicar em cada situação (refiro-me às medidas disciplinares que é o que provoca sempre mais alvoroço) .
"O Estatuto do Aluno e Ética Escolar estabelece uma nova cultura de disciplina e esforço, promovendo o mérito; promove a responsabilização e comprometimento de alunos, pais ou encarregados de educação pelas suas condutas e deveres; e reforça a autoridade dos professores."
No novo estatuto do estudante fala-se do reconhecimento e respeito pela autoridade do professor, fala-se do regime de faltas, fala-se das medidas disciplinares, fala-se do reforço das disciplinas fundamentais, autonomia das escolas, melhor acompanhamento do estudante, etc.... Só duvido é que este diploma responsabilizando mais as famílias, vá acabar com as constantes ameaças que se vêem nos jornais, de certos "encarregados de educação" (só esta expressão neste contexto merecia uma análise profunda) aos professores.
Ainda há pouco falávamos aqui (no trabalho), aqueles que são mais velhos ou mais experientes nestas coisas de reuniões de pais, dizem eles, que nestas ditas reuniões só se vêem os pais dos alunos que têm melhores notas, percebe-se a preocupação e o empenhamento.
E eu digo que muitos dos outros pais trabalham de sol a sol e sofrem penalizações graves se deixarem o trabalho mais cedo... encontra-se sempre um "senão", há sempre situações que nos são desconhecidas, e sei que há pais cujos filhos têm más notas e que se preocupam e que sofrem por isso, por sentirem que a vida não lhes dá a opção de poderem estar mais presentes e, também sei que essa falta de opção pode ser tão perturbantemente enganadora quanto a responsibilização de um pai (ou mãe) por absolutamente tudo o que o seu filho resolver fazer ao longo da vida.
Mas não me cabe fazer aqui qualquer tipo de juízo, este post não é para isso.
Parece-me bem a direcção que prevejo este caminho tomar.
Parece-me bem uma regulamentação sobre captação de imagens nas escolas e parece-me bem o reforço de medidas de recuperação de aprendizagem (em caso de faltas jstificadas)...
Assim por alto.
31 de maio de 2012
6 de maio de 2012
Dia da Mãe #3
![]() |
| A minha mãe ao colo da mulher fantástica de quem escolheu nascer |
Hoje sou mãe e filha ao mesmo tempo e por incrível que pareça, não consigo dissociar uma coisa da outra.
A criança nasce ("se tiver sorte") no seio acolhedor da família. É o centro e alvo das atenções, do carinho, do amor, da esperança, da dedicação, do futuro, dos pais.
Cresce assim e aprende que só ela (criança) importa. Não existe mais nada nem ninguém para além dela.
Ser filho é primeiro ser egoísta, ser o centro do mundo e exigir dos pais nada mais do que issso.
Os filhos são egoístas, eu sei, não sou excepção, e só quando me tornei mãe é que compreendi verdadeiramente certas coisas, coisas sobre as quais a teoria se encarrega de chegar primeiro na esperança de nos preparar minimamente (sem êxito, diga-se de passagem). Mas o mais importante só se aprende vivendo.
Começamos por colmatar todas as necessidades, caprichos, vontades, desejos e depois passamos o resto do tempo (até à idade adulta) a tentar pôr em prespectiva e numa ordem "exacta" cada uma dessas coisa - a parte mais difícil.
Trabalhar e esperar que dê frutos, que a criança cresça e se torne num ser humano integro, honesto, carinhoso, solidário, feliz. E no processo quando as coisas correm menos bem, tentamos pensar como foi que as nossas mães fizeram. Mas não há maneira correcta, todas as mães são diferentes e todos os filhos também.
Os filhos são egoístas, dizia eu, e só quando se tornam pais e direccionam todo o seu viver para aquele pequeno ser que lhes aparece é que "a ficha cai".
Diz a justiça poética que agradecemos aos nossos pais o que foram para nós, sendo tão bons ou melhores pais para os nossos filhos. Diz a teoria que é assim que a coisa funciona. Mas a teoria é a teoria e provavelmente só compreeenderei a sério esta frase quando vir o meu filho a ser pai.
A verdade é que mãe nenhuma espera nada em troca a não ser a felicidade e humanidade da sua cria.
Todas nós sonhamos que os nossos filhos sejam grandes homens e mulheres. Que sejam acima de tudo felizes do princípio ao fim (e de preferencia sem traumas de infancia), queremos que eles cresçam suaves, sem espinhos por dentro ou por fora.
Mas não somos perfeitas, todas apostamos em fazer o melhor, em dar o melhor de nós e, então, amamos incondicionalmente porque somos mães e a tarefa da geração anterior ficou cumprida, porque de egoístas passámos a altruístas.
Por isso, Obrigada Mãe, reconheço hoje, melhor que ontem, toda a dedicação, obrigada pela paciência.
Eu não me lembro, mas dizem que (ainda no outro lado) escolhemos os pais e a família em que vamos nascer porque são quem nos vão proporcionar as lições que precisamos para aprender e evoluir. E apesar de eu achar que não evoluí muito, a verdade é que lições eu aprendi. Por isso, mais uma vez, obrigada por seres que és, obrigada pelos traumas :) Hoje sou quem sou pelo que me ensinaste ao longo da vida.
Tu sabes, gosto muito de ti.
Feliz Dia.
26 de março de 2012
Vida depois de nascer
![]() |
| Imagem do Google |
Recebi o seguinte texto por e-mail, não sei quem é o autor.
No ventre de uma mulher grávida, dois bebés falavam:
- Acreditas na vida pós-parto?
- Claro. Tem que haver alguma coisa. Se calhar estamos aqui a preparar-nos para o que vamos ser. - Disparate! Não há vida depois do parto. Como é que seria verdadeiramente essa vida?
- Não sei, mas com certeza deve haver mais luz que aqui. Talvez até consigas andar com os próprios pés e comer com a própria boca.
- Isso é absurdo! Andar é impossível! E comer com a boca!? Completamente ridículo! O cordão umbilical é que nos alimenta. Só te digo isto: A vida após o parto não é possível. O cordão umbilical é muito curto!
- Eu cá tenho a certeza que há alguma coisa. Com certeza apenas diferente daquilo a que estamos habituados aqui.
- Mas nunca ninguém voltou de lá para contar... o parto é o final e mais nada! Angústia prolongada na escuridão.
- Bom, não sei como é que vai ser depois do parto, mas tenho a certeza que a Mãe vai tratar de nós.
- Mãe? Você acredita nisso!? E onde é que ela supostamente está?!
- Onde? Em tudo à nossa volta! Vivemos nela e através dela. Sem ela nada existiria.
- Eu não acredito nisso! Nunca vi Mãe nenhuma porque simplesmente não existe.
-Então, mas quando estamos em silêncio não a consegues ouvir cantar e falar? E não a sentes a afagar o nosso mundo? Sabes, eu acho mesmo que nos espera a vida real e que esta é só uma preparação para ela... - Esquece! Isso são aquelas tretas da fé...
14 de fevereiro de 2012
O dia dos namorados
Para o dia dedicado a quem ama e é amado, Robert Doisneau traduziu-o em imagens de forma brilhante. O segredo está em pegar na vida como ela é, juntar um pouco de encanto, um toque de esperança e um desejo de entrega. Colocar tudo muito bem posicionado de forma a não misturar demasiado, e por fim, adicionar um "pó", muito leve, nada forçado, de surpresa, de modo a fazer acreditar que é tudo obra do destino e principalmente do acaso.
Ah, e deixar no ar uma sugestão de... "felizes para sempre", já me estava a esquecer.
Claro que tendo presente que coincidências não existem e trazendo todos os ingredientes deste amor orquestrado (o das fotografias) para a "vida real" é a cereja no topo do bolo, certo?
Não me interpretem mal, adoro estas fotografias, adoro, venero Doisneau, a carga emocional que coloca em tudo o que fotografa, quem me dera... Mas estou a afastar-me do assunto, se deixarmos um pouco de lado o cinismo em relação à vida e nos deixarmos preencher de um sentimento de entrega sem qualquer tipo de pretensão, então tudo se simplifica, tudo se transforma, o mundo muda e tudo se torna tão mais leve.
É só o que é preciso, que a humanidade inteira queira isto, ao mesmo tempo.
Quanto ao meu pequeno mundo, aquele onde se namora a 3, em casa, a mamã e o "bebé" esperam que o papá fique bom da gripe logo logo.
Feliz dia papá, daqui a pouco estamos todos aí para te atazanar a paciência e impedir de descansar, por isso, aproveita agora.
31 de janeiro de 2012
As resoluções que nos acorrentam
E eis que termina o primeiro mês do ano.
Que tal estamos de resoluções de ano novo? Muita coisa em prática ou caiu tudo no poço do esquecimento e da falta de vontade?
E que tal fazermos resoluções de "mês novo"? Sempre se dilui um bocadinho a lista e já não assusta tanto.
Este mês é um bom mês para... sei lá, aprender uma coisa nova, tirar um curso de costura e fazer a máscara para a criança/cão/periquito lá de casa... vem aí o carnaval...
Talvez seja mais fácil assim.
Às vezes damos por nós a querer mudar, a querer fazer tanta coisa que, quando juntamos tudo quase desistimos só de olhar para a lista. Quem disse que temos que fazer tudo ao mesmo tempo?
Cada tarefa que nos propomos é uma corrente que nos prende ao chão (sei por experiência própria). Enquanto não terminarmos, não libertamos o espaço interior que essa tarefa ocupa.
Não faz mal termos várias correntes, tudo o que escolhemos para nós vem para nos ensinar algo, é preciso é não nos permitirmos ficar acorrentados uma eternidade, é preciso ir soltando uma corrente de vez em quando. E, principalmente, saber quando não acrescentar mais nenhuma porque esse também é um ensinamento.
É bom parar, voltar atrás e recuperar uma tarefa antiga, mesmo uma tarefa nunca começada, porque a intenção, essa também vive lá, naquele cantinho da nossa cabeça, a ocupar espaço e energia e ás vezes até, vontade.
Mas dizia eu, é bom recuperar uma tarefa antiga, é como recuperar coisas perdidas e, depois de completa, é a satisfação de cumprimento.
Talvez valha a pena parar um bocadinho, e devagar, com calma, que tal começar com uma por semana? Pronto, uma por mês, assim não há desculpas.
Mas a sensação é tão boa que uma por mês vai saber a pouco, aviso já.
Que tal estamos de resoluções de ano novo? Muita coisa em prática ou caiu tudo no poço do esquecimento e da falta de vontade?
E que tal fazermos resoluções de "mês novo"? Sempre se dilui um bocadinho a lista e já não assusta tanto.
Este mês é um bom mês para... sei lá, aprender uma coisa nova, tirar um curso de costura e fazer a máscara para a criança/cão/periquito lá de casa... vem aí o carnaval...
Talvez seja mais fácil assim.
Às vezes damos por nós a querer mudar, a querer fazer tanta coisa que, quando juntamos tudo quase desistimos só de olhar para a lista. Quem disse que temos que fazer tudo ao mesmo tempo?
Cada tarefa que nos propomos é uma corrente que nos prende ao chão (sei por experiência própria). Enquanto não terminarmos, não libertamos o espaço interior que essa tarefa ocupa.
Não faz mal termos várias correntes, tudo o que escolhemos para nós vem para nos ensinar algo, é preciso é não nos permitirmos ficar acorrentados uma eternidade, é preciso ir soltando uma corrente de vez em quando. E, principalmente, saber quando não acrescentar mais nenhuma porque esse também é um ensinamento.
É bom parar, voltar atrás e recuperar uma tarefa antiga, mesmo uma tarefa nunca começada, porque a intenção, essa também vive lá, naquele cantinho da nossa cabeça, a ocupar espaço e energia e ás vezes até, vontade.
Mas dizia eu, é bom recuperar uma tarefa antiga, é como recuperar coisas perdidas e, depois de completa, é a satisfação de cumprimento.
Talvez valha a pena parar um bocadinho, e devagar, com calma, que tal começar com uma por semana? Pronto, uma por mês, assim não há desculpas.
Mas a sensação é tão boa que uma por mês vai saber a pouco, aviso já.
28 de janeiro de 2012
Somos nós
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| Street art |
Somos nós que nos aprisionamos, desacreditamos, nos impedimos, nos cegamos, desamamos. Somos nós próprios.
Somos nós os únicos responsáveis pela nossa vida, o bom, e o mau.
É urgente tomarmos consciência disso porque, das emoções mal vividas, das emoções retidas nascem os problemas físicos e já dizia não sei quem, o autor que me perdoe, uma mentira muitas vezes repetida (mesmo dentro de nós), torna-se verdade.
Somos seres fantásticos, com asas para voar alto, muito alto, mas, como vemos pássaros, agrilhoamo-nos e não nos permitimos acreditar e viver felizes em liberdade.
É urgente percebermos o que somos.
É urgente acreditarmos. Somos quem somos e é só isso que interessa.
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