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6 de maio de 2011
28 de abril de 2011
Carta aberta à pessoa que me roubou a máquina fotográfica
Fique, primeiro que tudo, a saber que me roubou um instrumento de trabalho, que me roubou algo que diariamente me ajuda a compreender e a transmitir o que percebo no mundo que me rodeia, mas não me despojou de um objecto valioso.
De precioso levou memórias, memórias da minha intimidade familiar, do meu filho, de pensamentos e emoções traduzidos em imagens. Mas tenho para mim que a perda de saúde de um dos meus, que, não tendo nunca comparação, seria sempre milhares de vezes mais difícil de suportar.
Espero sinceramente que a pequena máquina corresponda a todas as suas expectativas, que o acto em questão o deixe dormir descansado, principalmente se isso o impedir de roubar ou magoar (mais) alguém.
Lamento que os seus pais tenham falhado tão redondamente na transmissão de valores. E não sendo só esta a nossa diferença, saiba que no meu "pequeno" mundo, coabitam integridade, compreensão e amigos verdadeiros. Quantos dos seus amigos/familiares numa situação inversa, correriam para si de máquina na mão a dizer "fica com a minha"?
No meu mundo, dois!
De precioso levou memórias, memórias da minha intimidade familiar, do meu filho, de pensamentos e emoções traduzidos em imagens. Mas tenho para mim que a perda de saúde de um dos meus, que, não tendo nunca comparação, seria sempre milhares de vezes mais difícil de suportar.
Espero sinceramente que a pequena máquina corresponda a todas as suas expectativas, que o acto em questão o deixe dormir descansado, principalmente se isso o impedir de roubar ou magoar (mais) alguém.
Lamento que os seus pais tenham falhado tão redondamente na transmissão de valores. E não sendo só esta a nossa diferença, saiba que no meu "pequeno" mundo, coabitam integridade, compreensão e amigos verdadeiros. Quantos dos seus amigos/familiares numa situação inversa, correriam para si de máquina na mão a dizer "fica com a minha"?
No meu mundo, dois!
21 de abril de 2011
Pessoas
Tenho a sorte de no meu dia a dia poder conhecer todo o tipo de pessoas, oriundas dos vários cantos do mundo.
Tenho a sorte de poder falar com elas, de as conhecer um pouco, de perceber desejos, feitios, emoções.
De trocar pequenas histórias, informações úteis, sugestões.
De aqui no meu cantinho, conhecer bocadinhos do mundo, fazer pequenas viagens imaginárias sustentadas por histórias reais.
E depois, depois tenho o privilégio de, de vez em quando, conhecer pessoas mesmo especiais.
Pessoas que seja qual for a razão que as trouxe ao nosso país, diversão, trabalho, acidente (também os há), trazem um bocadinho de si que deixam por onde passam e levam na bagagem, não só as pequenas coisas que compram, mas também um bocadinho de nós.
Pessoas que chegam ao destino e validam a promessa de si que deixaram ficar.
Ás vezes, um bocadinho de conversa agradável pode bem ser o começo de uma amizade.
Espero que sim.
Thank you Skaidre.
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