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27 de fevereiro de 2017

Boas ideias e bons exemplos

Não podia deixar de dizer o quanto me orgulho. 
Politicas à parte, e sabendo a resistência que estas ideias encontram, o primeiro passo é sempre o mais difícil. E cheia de orgulho e com um grande sorriso interior  sinto que hoje foi encurtada a distância rumo a um mundo melhor.

3 de novembro de 2016

Até 2086

E posto isto, (aqui), já vamos com dois dias de atraso, era já hoje, agora mesmo, sair porta afora e voltar (provavelmente sem vontade) só lá para janeiro.
Aproveitar os 20º e dar um passeiozinho no paredão em Oeiras, ou ir já para o alentejo e só voltar a falar em Lisboa para o ano, ou aproveitar qualquer outra coisa, uma qualquer. 
Já que valemos menos, façamos alguma coisa que nos alegre.
Não consigo, no entanto, deixar de pensar no porquê?
Valemos menos porquê? Temos dois braços, duas pernas, estudamos, trabalhamos, organizamos a casa, a família, tratamos dos filhos, dos pais, do marido... 
Talvez façamos demasiadas coisas. Talvez seja a ideia de "o que é demais enjoa", talvez seja isso. Estamos demasiado lá, as pessoas enjoam-se de nós, fartam-se. Não lhes damos oportunidade de sentirem a nossa falta, aconteça o que acontecer, estaremos sempre lá, garantidamente, têm-nos por garantidas. Somos um mal necessário.
Brinco, mas, estarei assim tão longe da verdade?
O que faremos para mudar isto?





26 de outubro de 2016

Tão desiguais que nós somos

Daqui

A (des)igualdade económica dos géneros está hoje nos jornais.  
Segundo o Fórum Económico Mundial, a igualdade só será atingida dentro de 170 anos (as projeções do ano passado apontavam para 118 anos), por isso, até 2186 as nossas filhas, netas, bisnetas, trinetas e as suas filhas, trabalharão bem mais para conseguir ganhar tanto quanto qualquer homem que faça o mesmo que elas, tendo estudado o mesmo (ou mais) e tendo até, muitas vezes, obtido melhores resultados que eles. 
Seria possível imaginar o oposto? Claro que não, e também não seria justo.

A Islândia lidera o ranking dos países com menor fosso económico entre homens e mulheres, com um governo que se diz empenhado em acabar com essa desigualdade até 2020.
Em 1975, 90% das mulheres Islandesas fez greve no dia 24 de Outubro, ganhavam menos 60% que os homens. 41 anos depois, elas ganham menos 14% a 18% que eles, e às 14:38 de segunda-feira passada, hora a que teoricamente começam a trabalhar de graça, elas fizeram greve.
É o Women's Day Off, um dia de ação e protesto, um dia para sublinhar a importância da mulher na sociedade e a sua contribuição para a economia do país. Que bom para elas.

Num país em que se fez uma revolução com cravos (orgulho!), não há grande tradição de protestos no feminino, estamos em 31º lugar com tendência a descer. A nosso favor talvez estejam mesmo estes exemplos que vêm de fora (que nos podem fazer ter um bocadinho de vergonha na cara), isso e o facto de ainda não nos ter dado na veneta fazer um "Tug(a)exit".

Outro exemplo a ensinar-nos qualquer coisa? Rwanda!

7 de agosto de 2016

Um bom conselho para este verão



Sem querer "envangelizar" ninguém, partilho aqui bons conselhos. Até porque no verão é mais fácil, vivemos bem com as saladas e a fruta. É uma excelente altura para começar.
Conforme o hábito vai tomando conta de nós, torna-se cada vez mais fácil arranjar alternativas. Depois sentimo-nos melhor e ficamos mesmo mais saudáveis. Claro que viver à custa de massa e pão, não conta. Na net existem milhares de sugestões onde encontrar ideias. A proteína vegetal é uma boa substituta e não pode ser esquecida.
Para o bem da nossa saúde, vale a pena pensar no assunto.
Como alguém dizia não há muito tempo, "comer animais já não é uma causa pela sobrevivência, é uma escolha!" e não é assim tão saudável.


16 de novembro de 2015

Desta ironia que nos afasta

A Declaração de Paris (1995) baseada em três artigos (18º, 19º e 26º) da Declaração Universal dos Direitos Humanos  foi assinada por 185 estados que "Alarmados pela intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do anti-semitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem a sua liberdade de opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento,(...) aprovam e proclamam solenemente a (...) Declaração de Princípios sobre a Tolerância.
Decididos a tomar todas as medidas positivas necessárias para promover a tolerância nas nossas sociedades, pois a tolerância é não somente um princípio relevante mas uma condição necessária para a paz e para o progresso económico e social de todos os povos," declaram seis artigos construídos sobre o direito à liberdade de pensamento, de consciência e religião, de opinião, de expressão e, da educação à  compreensão, tolerância e amizade entre todas as nações e todos os grupos étnicos ou religiosos.

A ironia é que foi em Paris, foi a França que quebrou as barreiras e deu  os maiores passos para a inclusão e tolerância. E é louvável, bebo desta água, rejo-me por estes valores e é assim que quero que o meu filho cresça, no respeito e aceitação da diversidade do mundo, pela liberdade de pensamento e religião, no reconhecimento do direitos e liberdades de cada um, sem qualquer renuncia a si próprio.
Não é fácil. Alimento-o de aceitação e liberdade e reconhecimento pelos direitos do próximo, e ele chega cheio de repressão, e carregado de juízos de valor sobre o que pensa quando fala sobre isso na escola. 
Funciona muito bem no papel, na prática é pior, 185 estados assinaram a Declaração de Paris e nunca, nem uma vez se pensou que a sua tolerância alimentou a intolerância de outros.
O passo foi grande mas o mundo não é todo igual. O trabalho deve ser de todas as partes, em todo o lado e com todas as idades. Não há mera migração de pessoas, em massa migram também ideias, culturas, religiões, hábitos. Migram sociedades inteiras e tudo o que isso acarreta de bom e de mau.
E não é justo, abrir as portas à intolerância e o fanatismo entrar de mão dada.
Hoje, mais do que nunca esta Declaração faz sentido. 
Para uns a raiva, e para outros, a tristeza e frustração falam mais alto e é legitimo. É importante que no fim os valores permaneçam, são eles que nos fazem ser quem somos e é por eles que lutamos.
Curiosamente em momento algum ouvi referência ao Dia Internacional para a Tolerância que se celebra hoje. 

26 de junho de 2015

Antes de morrer quero...


Por causa desta publicação (aqui), baseada neste projecto, embora com as diferenças que a idade e história de cada um implicam, foi-me inevitável pensar naquele balanço que de vez em quando fazemos das nossas vidas.

Fazer uma pausa e pensar em que ponto do caminho estamos e, optar por tentar melhorar, é sempre desejável. O problema, é quando andamos a mil, sem tempo nem espaço para carregarmos na pausa.
Ver pessoas com uma idade avançada, ainda com objectivos, aspirações ou mesmo sonhos, é, no mínimo, inspirador. Há muito pouco disso por aí, nos dias que correm. 

Quanto ao projecto original, ler as aspirações pessoais de cada um (maioritariamente gente mais nova), coloca muita coisa em perspectiva.
O que para um poderá ser algo extremamente fácil, para outro poderá ser um projecto ou objectivo de vida mais difícil de atingir. No fim, se nos fizer pensar um pouco, já é bastante positivo.

Por causa disto lembrei-me de algo (alguém ou um filme, não sei) que nos sugeria escrevermos o nosso próprio elogio fúnebre para sabermos como gostaríamos de ser recordados (algo do género "se não o fazemos pelos outros, façamo-lo pelo nosso próprio ego"), e depois, agir em conformidade.  
Parece-me ser um objectivo a considerar, não?

A publicação do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo é simplesmente maravilhoso. Espero que todos eles consigam realizar o seu sonho.

25 de março de 2015

Do ensino

É bom "abrir"o jornal/revista e ver que o mundo, apesar de muita coisa, avança no bom caminho.  É bom ver que o sistema se adapta às necessidades. E mesmo longe, mais no tempo que na distância (infelizmente), a esperança fica que as mentes (menos brilhantes) que tomam as decisões por cá, se inspirem e permitam às nossas crianças usufruir das inovações de modelos vencedores. Há que abrir os olhos e deixar de ser pequenino.
Ou isso, ou pôr o puto a aprender finlandês rapidamente.

A noticia da visão: aqui
A notícia do The Independent (mais elaborada): aqui

14 de janeiro de 2015

Sou um Homem!



Sentei o G no colo e mostrei-lhe este filme, fui traduzindo à medida que fomos vendo. Ele ria, também com um misto de "embaraço" por causa das manifestações de carinho. No momento mais duro traduzi a ordem e, no reflexo do écran, vi-lhe o rosto ficar sério. Olhou para mim porque deixou de perceber, fingi que não vi, continuou em suspenso à espera das reacções e no fim, quando tudo passou, falámos sobre como se tratam as meninas e os amigos. 
Eu, sempre que vejo, fico com uma lágrima a querer saltar, é bom saber que em algumas partes do mundo, as crianças vão crescendo saudavelmente. Também sei que noutras partes do mundo eles não hesitariam mesmo por ser para as cameras... como dizia o outro senhor, vale a pena pensar nisto.

3 de setembro de 2014

Exposição


Existem muitas palavras que poderia usar para falar deste tema, mas, acho que nem todas as palavras do mundo poderiam descrever a revolta que sinto perante certas situações que vejo acontecerem no mundo.
Incomoda-me que milhões de pessoas insistam em viver na ignorância, no extremismo religioso, na intolerância e na pobreza. Incomoda-me que uma religião insista em seguir um odio fanático e desejar a morte a todos os "infiéis" e vir depois exigir o respeito da humanidade.  Incomoda-me que cada vez que o resto do mundo se tenta debater pelos direitos humanos daqueles que eles oprimem (dentro de portas), eles ainda se fechem mais e criem mais regras e leis divinas para reforçar as suas escolhas. Incomoda-me que todo um povo ponha e disponha da vida das mulheres e meninas como se elas nada fossem. Incomoda-me que um povo obrigue as suas crianças e mães a viver numa pobreza miserável onde a falta de ensino é o ponto chave para a evolução da sociedade no seu todo.
Incomoda-me tanto que vou ter que parar de escrever o que me incomoda sob pena de dizer o que não devo/posso.
"Too Young to Wed" no átrio central do edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (Av. João XXI). Estará aberta ao publico de 1 a 15 de Setembro entre as 9h00 e as 19h00 com entrada livre.

27 de junho de 2014

"Hamburguers"



Jamie Oliver estava em guerra aberta com a McDonalds (Americana), mostrou-nos como os hamburguers são feitos, abriu-nos (mais ainda) os olhos. Mostrou-nos aquela "papa" viscosa e cor-de-rosa que é adicionada aos hamburguers, o uso de hidróxido de amónio para lavar a carne (para a limpar de micróbios e bacterias). Explicou-nos como as "nuggets" são feitas dos restos não saudáveis e não aproveitáveis (gordura, pele e orgãos internos) das aves.
Jamie Oliver ganhou, a McDonalds cedeu e (diz que) mudou a receita.
Dizem que na América do Sul e na Europa a receita é diferente. Não explicam as diferenças, fica ao critério de cada um.
Por cá a história reza assim, sem grandes explicações para não afastar os clientes:

29 de março de 2014

Uma hora inteira


Não é (foi) assim tanto tempo, uma hora inteira por ano para uma acção simbólica em defesa do ambiente. 

Cidadania



É hoje.
Se fosse realmente global, o efeito até devia ser engraçado visto do espaço.

27 de março de 2014

Um mundo melhor


Quanto mais informação encontro mais me arrepio com as escolhas que fazemos.
Viver de uma forma sustentável é uma opção para o futuro, e quantas melhores escolhas fizermos, menos preocupações teremos. Hoje não nos preocupamos muito mas queremos mesmo um mundo em que os nossos  filhos andem diariamente de máscara na cara? Em que eles vejam os filhos deles definhar por causa do ar que respiram?
Só porque o vizinho do lado não faz não é razão para eu não fazer. O vizinho do lado vai aprender e vai fazer também.
Ser um "eco-cidadão" não é moda, é uma necessidade. Para mim, como mãe, é uma prioridade. Quero deixar um planeta melhor para o meu filho e quero também deixar uma pessoa melhor para o planeta.

13 de março de 2014

É isso tudo

A notícica do dia. De ontem, de hoje, de amanhã.
É assim mesmo, chamar as coisas pelos nomes.  Perdoem-me a política mas não posso deixar de expressar aqui a minha admiração por este senhor.

As sementes dos outros

Hannah Rosengren
Parece que o Parlamento Europeu lá rejeitou a proposta de lei (aprovada pela Comissão Europeia) conhecida como "lei das sementes".
É fantástico como o objectivo das entidades europeis era garantir a segurança e qualidade dos produtos agricolas mas, se o agricultor pagasse uma taxa, essa mesma segurança e qualidade já não estavam ameaçadas...  
Se querem mesmo grantir a segurança e a qualidade, não há como informar quem de direito, se conseguem chegar ao pequeno agricultor para o taxar, também conseguem para o informar adequadamente.
De qualquer forma a Comissão europeia ainda não retirou a proposta e ainda a pode alterar. Esperam-se desenvolvimentos.
Aqui a notícia.

9 de março de 2014

As Mulheres


Não deveríamos ter que ter um dia especial, somos seres humanos, movem-nos os mesmos sonhos, temos os mesmos desejos e as mesmas vontades. Nascemos do mesmo modo, e todos, chegando a hora, morremos com as mesmas certezas.
Às vezes não temos os mesmos direitos, às vezes somos um incómodo, um alvo a abater, e às vezes apenas um corpo ou uma aparência. 
Apelidam-nos de sexo fraco e se nascermos no sitio certo seremos mulheres e seremos estimadas, se tivermos azar seremos propriedade.
No intimo, bem cá dentro, todas somos super-mulheres, andamos a mil para chegar a todo o lado, fazemos tudo o que nos propomos fazer, cuidamos de tudo e de todos e quando não temos tempo para mais nada ainda inventamos tarefas extra para sermos mães sempre presentes, atentas a todas as necessidades e um exemplo para os filhos.
A sociedade habituou-se a ter tudo na mulher, o hábito enraizou-se de tal forma que "tudo" hoje em dia são só obrigações. Tudo em nome do bem.
A super-mulher (ou mulher maravilha - personagem) foi criada em 1941 a sua missão era, no "mundo dos homens" promover a paz. As outras super-mulheres (as reais) existem desde sempre.


Enquanto no mundo houver necessidade de proclamar direitos humanos, enquanto no mundo houver quem não entenda a palavra igualdade, enquanto no mundo a mulher não for tratado com respeito, enquanto no mundo uma única mulher não puder receber um desenho do seu filho pelo dia que a homenageia, então na minha opinião deverá sempre existir um dia para lembrar esta diferença.

17 de fevereiro de 2014

À procura de resposta

O mundo está em mudança e nós mudamos com ele. Por todo o lado vejo gente com vontade de produzir, vejo gente em desassossego porque a vida não pode ser só isto, vejo gente que inventa trabalho para não endoidecer, vejo gente insatisfeita porque nos seus melhores anos é posta de parte. 
O País e a economia em que vivemos em vez de nos motivarem a seguir em frente, em vez de usarem o combustível de uma mão de obra jovem e muitas vezes qualificada, põe-nos em espera.
E é válido para quem trabalha/sobrevive de empregos limitadores e desajustados como para quem não tem emprego e se sente em desespero seja pela falta de dinheiro como pela necessidade de se sentir útil, em qualquer idade.
Mas o que não falta por aí é gente cheia de ideias, a desenvolver novos caminhos a dar novas vidas à vida.
Adam Hoppel (por causa de um artigo que li) fê-lo muito bem, e nem é preciso ir tão longe, junto a cada um de nós há gente assim, que procura novos caminhos, novas soluções.
Talvez o caminho seja pela Economia de Oferta, quem sabe? vale sempre a pena experimentar. Temos muito valor e sabemos como ninguém entregar-nos àquilo que nos encanta. É algo que fazemos com dedicação, com paixão, com encanto. 
E se eu souber... tricotar, porque não ensinar (mesmo pela net em pequenos filmes)? ou porque não tricotar algo que alguém queira em troca de... me planificarem uma festa de anos? Ou me ensinarem a fazer arranjos florais? Ou talvez alguém precise de um conjunto de 6 guardanos com um monograma bordado para oferecer (ainda se usa? cada vez mais?) e talvez tenha dinheiro ou talvez dê algo em troca que a pessoa precise... porque não?
Vamos trocar experiências? Vamos partilhar a sabedoria? Vamos fazer qualquer coisa de bom uns para os outros? E vamos arranjar ânimo para seguir em frente, por uma porta encontramos um caminho e quem sabe onde ele nos leva?
Todos os dias me passeio por blogs onde vejo tanta criatividade, tanta gente a fazer tanta coisa bonita. 
Vamos pôr mãos à obra? Vamos trocar as voltas à vida.
Quem tem ideias para juntar a esta?

12 de fevereiro de 2014

Hoje é Dia da Mão Vermelha




O lugar das crianças é com a família.
Hoje é dia Internacional contra a utilização de crianças soldado. 

Tentei escrever algo que pudesse ir ao encontro daquilo que sinto em relação a este assunto mas, depois de ter dado uma (pequena) vista de olhos pelo YouTube e ter passado por dois ou três sites, já só tenho vontade de chorar. Acho que como mãe se manifestar algum "alívio" (e peço desculpa pela escolha da palavra) por ser uma realidade que graças a Deus está bem longe de nós, talvez não me levem a mal, mas, na verdade não me sinto bem comigo mesma por o fazer, parece que não me importo com o que acontece "lá longe". Parece que não sei que existem outras mães, parece que não quero saber dessas crianças e parece que nem me interessa que se tornarão os adultos que herdarão os destinos de países.
Lembro-me do Diamante de Sangue (o filme), lembro-me de como não consegui parar de pensar na vida, lembro-me de me questionar sobre o porquê de tanta coisa, e lembro-me de chorar também.
Não sei porque é que estas coisas existem, não sei se estamos todos num qualquer plano em que temos que superar uma série de testes para ir subindo o nível e termos vidas menos difíceis, ou não, não sei. Só sei que confrontada com o que às vezes vejo, me sinto uma sortuda por nada disso me tocar, mas desespero, não consigo ficar indiferente, desespero e sinto uma impotência enorme.
É uma realidade longínqua, é verdade mas co-existe aqui e agora. E não são só meninos, são meninas cujo papel é entreter as tropas com tudo o que isso implica. Meninas.
Sei que ninguém vai procurar filmes no YouTube mas aviso que escolhi um mais adequado e mais fácil de ver, alguns são mesmo desaconselháveis a menores.
E um pouco à parte, vale a pena lembrar que tudo o que nos acontece na infância fica connosco e afeta-nos de uma forma que nem temos noção, mesmo aqui, longe destas realidades, estamos como pais a formar futuros adultos e inevitavelmente a criar-lhes "traumas" (é inevitável) não há pais perfeitos, há pais atentos, pais cuidadosos, pais informados. E com as crianças todo o cuidade é pouco, travarão as suas guerras, claro, umas mais difíceis que outras e o nosso dever é prepará-los e ajudá-los a perceber as implicações de cada escolha que fizerem. 
Num mundo perfeito todas as crianças viveriam protegidas no seio de familias amorosas e a vida sería justa e tranquila e cheia de sorrisos.